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Renascer para agradecer

por Eraldo Manfredi
Publicado dia 16/07/2004 11:45:57 em Autoajuda

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Claudia tem 37 anos e mora no interior do Mato Grosso. É casada com José que tem 62. O relacionamento entre os dois é muito legal; só não é tão bom assim com os familiares do José, sobretudo com seus filhos e sua ex-mulher. Todos acham que ela casou-se por interesse e que ele foi iludido somente por sua beleza exuberante e sua juventude. Apesar disso tudo, ela consegue lidar com esta situação muito bem, mas vivia intrigada em saber o porquê dela ter se apaixonado por um homem com quase o dobro da sua idade, indo totalmente contra todos os conceitos estipulados pela sociedade atual.

Tomou conhecimento de meu trabalho à distância pelo site e me procurou por e-mail a fim de obter respostas para esta questão que martelava sua mente.
Ao acessar uma vida passada encontro o seguinte registro:

Em Portugal, no século XVIII, me aparece a imagem de um homem cavalgando por uma estrada poeirenta que margeia uma montanha muito íngreme.
Chegando num determinado trecho do caminho resolve parar a fim de repousar e também proporcionar descanso ao seu animal que está por muito tempo cavalgando.
Homem simples, frugal e bastante acostumado com a vida na mata, tem sempre os sentidos muito aguçados e alerta, percebendo todos os odores, ouvindo todos os sons, notando qualquer vestígio diferente no terreno, pois é assim que ele capta se algo, como um rastro de animal ou uma marca de ferradura ou pegada humana, possa representar alguma cilada ou ofereça algum perigo para ele e o seu animal.

Esses sentidos se tornam ainda mais aguçados quando resolve descansar ou passar a noite, pois é quando os animais ou os malfeitores costumam atacar.
Depois de liberar seu cavalo dos apetrechos usados para cavalgar, senta-se numa pedra e começa a enrolar um cigarro de palha e é quando, olhando para o chão, nota que existem marcas de ferradura que não são do seu cavalo.
Levanta-se e começa a seguir o rastro dessas marcas que vão em direção à margem da trilha onde se forma um profundo abismo.
Chegando o mais perto possível desse local, ouve um gemido, mas precisando olhar para baixo, a fim de verificar a origem daqueles gemidos, é obrigado a atar uma corda no seu corpo e prendê-la numa árvore. Assim, vai rastejando até a beirada, e consegue ver que lá embaixo tem um cavalo e também uma pessoa; ambos imóveis, como se estivessem mortos.
Mas homem destemido e dono de um cavalo que entende sempre o que seu dono quer... resolve ir lá embaixo para resgatar a pessoa e para isso conversa com seu cavalo como tivesse de fato conversando com um ser humano.
Sela com firmeza o animal e amarra a corda na mesma falando para o cavalo que assim que ele - do fundo do abismo - der um puxão na corda é para ele seguir em frente e assim trazê-lo de volta pra cima.

Chegando lá embaixo depara-se com uma linda moça que não consegue falar e o único som que ela emite são gemidos.
Depois de amarrá-la com firmeza ao seu corpo dá aquele puxão combinado com seu animal que fielmente começa o processo de içá-los.

Chegando muito cansado ao topo, finalmente em local seguro - tanto ele como ela - estão com as vestes totalmente rasgadas, o que faz o corpo dela ficar à mostra. Seu corpo, mesmo com tantos ferimentos e marcas da queda, deixa clara uma beleza especial e selvagem que imediatamente desperta sua paixão; carinhosamente a cobre com um cobertor e começa a cuidar dos seus ferimentos, constatando, porém, que ela tem muitas fraturas. Sabe que deve ter cuidados como os de um médico. Com os galhos dos arbustos que existem na margem da estrada e com cordas, improvisa uma maca para levá-la a um povoado próximo onde sabe da existência de um médico que poderá prestar os cuidados de que ela necessita.
Apesar dele cavalgar lentamente, ela sente dor e geme bastante até finalmente chegar ao povoado, onde vai direto buscar ajuda do médico que, após examiná-la, comunica que além dos membros inferiores estarem com muitas fraturas, ela tem ferimentos graves no tórax, garganta e cabeça e que nada poderá ser feito a respeito disso.
O doutor faz as imobilizações dos membros fraturados e avisa que quanto aos outros ferimentos, terão que aguardar sua reação, para ver se ela consegue se recuperar pois nada mais há por se fazer.
Ele permanece dia e noite ao seu lado aguardando a recuperação e percebe a cada instante que no olhar dela tem uma expressão de súplica como se quisesse dizer algo.
Mas a sua reação não acontece e por mais que ele e o médico lutem na busca da cura, ela vem a falecer. Desolado, enterra seu corpo numa mata próxima, debaixo de uma enorme árvore.

Depois disso a sua vida não é mais a mesma, pois se torna um homem frustrado em virtude de todo seu esforço ter sido em vão, passando a viver calado, triste e não conseguindo esquecer aquela mulher e seu olhar de súplica que permaneceu no rosto dela mesmo depois de morta.
Isso tudo acontecia porque a alma daquela moça passou a ficar sempre ao seu lado, pois ficou eternamente grata pela compaixão dele, achando que assim poderia demonstrar sua gratidão por tudo que ele tinha feito para salvá-la.
Mesmo orientada no Plano Astral por seu Mestre, que ela tinha de deixá-lo livre para ele seguir sua vida, contesta que só irá ter paz quando conseguir agradecê-lo por tudo, nem que para isso tenha de nascer novamente...

Descobriram qual é o final deste artigo?


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