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A Chatice de ser chato

por Nelson Sganzerla em Autoconhecimento
Atualizado em 18/11/2005 12:46:19


Quem de nós já não ouviu a seguinte frase:
Aquele cara é uma mala!

Na nossa vida cotidiana, seja lá o que façamos, seja lá aonde vamos, sempre nos deparamos com pessoas chatas, pessoas inconvenientes, pessoas que dedicam o seu dia-a-dia para tirar a nossa paciência.

Quem é que não conhece alguém que ao conversar, fique cutucando sem parar o nosso braço, o nosso ombro ou então encosta o rosto bem pertinho, como coisa que nossos ouvidos estivessem no lugar do nosso nariz?

Quem é que nunca viajou nesses ônibus fretados de empresas e em uma segunda-feira fatídica, cheia de sono (você com a ressaca do churrasco na casa da sogra), sentou-se ao seu lado o mala do escritório que desanda a contar o fim de semana todo, sem ao menos você perguntar nada?

Uma vez, fui até Brasília em um vôo com uma pessoa querendo me vender a idéia das vantagens de ser político (ninguém merece!).

E na praia. Você naquela paz transcendental, mirando o horizonte, onde só o seu pensamento cabe lá dentro daquele barquinho que vai ao longe; de repente, sabe-se lá de onde, senta-se ao seu lado o rei da cocada branca, falando das maravilhas de morar no litoral.

Vai me dizer que isso nunca aconteceu com você?
Caso isso nunca tenha acontecido, parabéns, pois você não é desse planeta.

Vai me dizer que naquele evento da sua empresa, nunca grudou em você aquele cara que se acha o incenso da sua meditação; falando do seu carro novo ou contando piadas sem graça e, no final, trêbado, querendo acompanhá-lo até o estacionamento.

Ah! Tá bom, ainda não se achou?

Então vou falar do seu dia-a-dia na Internet. Você com aquela proposta por fazer, em geral atrasada, o seu cliente cobrando e alguém lhe chamando no MSN querendo desabafar, conversar amenidades; ou aquelas pessoas que enviam, e-mails de correntes, de pessoas desaparecidas que já foram encontradas; piadas com mais de cinco parágrafos que até prendem a nossa atenção, mas no fim não tem graça nenhuma.

Existem e-mails que extrapolam o bom senso. Recebi uma vez um e-mail que mostrava as fotos de pessoas mortas no Tsunami. Fiquei pensando: O que será que iria acrescentar em minha vida fotos como aquelas? Pois é, mas os chatos mandam.

Mandam fotos de pessoas acidentadas nas estradas, de pegadinhas, de testes de virilidade. Enfim...

Na verdade, todos nós em algum momento somos chatos É verdade! Eu não descarto a hipótese de ter sido um chato em algum momento da vida. Sei que às vezes sou.

Querendo defender um ponto de vista; sendo chato falando dos chatos; sendo repetitivo em alguma reunião.

O ponto é que tudo isso faz parte da nossa vida. Lembram da frase (aliás, adoro frases populares) “Quanto mais eu rezo mais assombração aparece”.
Não dá para fugirmos dos chatos e nem para deixarmos em algum momento de sermos chatos; Aliás, quanto mais abominamos os chatos, mais chatos irão aparecer em nossas vidas.

Sem eles nunca iríamos ter noção da inconveniência, da prepotência, da arrogância. Em geral, os chatos são o nosso espelho. Tudo que abominamos ao nosso redor, sejam pessoas, sejam fatos são um pouco o espelho daquilo que somos.

Portanto, vamos tentar mudar, ser mais flexíveis em nossos relacionamentos, em nosso dia-a-dia procurando identificar o chato que habita em nós, para melhorarmos essa tremenda chatice.

Muita Paz


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nelson
Nelson Sganzerla é
colaborador do STUM.
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