Almas Livres
Autor Wagner Borges
Assunto EspiritualidadeAtualizado em 07/10/2026 16:23:51

"Há Almas Livres, tranquilas e magnânimas
Que, como a primavera, fazem bem a todos
E que, depois de haverem cruzado esse espantoso oceano
Do nascimento e da morte
Ajudam outros a cruzá-lo também
Tudo isso sem nenhum motivo particular
Mas somente por sua própria natureza bondosa."
(Shankara*, In Viveka Chuda Mani.)
P.S.: No ano de 1999, quando eu comecei a apresentar o programa Viagem Espiritual, na rádio Vibe Mundial (naquela ocasião, o nome era só Rádio Mundial, 95.7 FM - São Paulo), peguei carona nesses escritos de Shankara e fiz deles a vinheta do programa. E fiz o seguinte acréscimo:
"As Almas Livres ajudam a humanidade na longa travessia das existências seriadas, sempre apontando na direção da consciência cósmica...
Elas fazem isso apenas por sua própria bondade, sem jamais esperar qualquer reconhecimento.
E sempre ensinam que há uma luz que brilha mais do que bilhões de sóis juntos, e que é a essência da alma.
E que essa é a luz que mora no coração."
E continuo apresentando o programa, 27 anos depois, sempre com essa inspiração.
Por isso, eu digo, "Obrigado, Shankara".
- Wagner Borges - mestre de nada e discípulo de coisa alguma**.
ALMAS LIVRES - II
Há Almas Livres, tranquilas e magnânimas...
Que, em nome do Alto, vertem bênçãos para todos.
Invisivelmente, Elas beijam o lótus das mil pétalas dos homens.
E, assim, inspiram o amor incondicional e a realização do Dharma.
Essas Almas Livres não ligam para demandas místicas nem apelos emocionais.
Elas, simplesmente, transbordam compreensão perene...
Nada julgam e amam a tudo!
E, por onde Elas seguem, só veem Brahman em tudo.
P.S.: Ah, as Almas Livres ensinam que o fogo do discernimento incinera toda ignorância e que há uma canção secreta em cada Ser...
Essa é a canção da luz do coração.
(Abaixo, o link do disco que eu estava escutando enquanto editava estes escritos. Twilight Melodies - do músico colombiano Leonardo Rubinstein. link
- Notas:
* Shankara - o célebre autor de um dos grandes clássicos do Hinduísmo, o livro "Viveka Chuda Mani" ("A Joia Suprema do Discernimento"); nasceu em Káladi, vilarejo do Malabar Ocidental, no Sul da Índia, por volta de 686 d.C.
Iogue, filósofo e poeta, era um prodígio acadêmico e dotado de rara didática para escrever sobre os temas do espírito. Foi um dos grandes iogues da Índia, e seu nome é evocativo do Deus Shiva, que é reverenciado com o epíteto de Shankara, o "doador de bênçãos".
Obs.: Ver o texto "Shankara", no link
** Abaixo, o link da música que eu estava escutando enquanto editava estes escritos.
Infinity - do músico e professor de Ioga italiano Mahanta Das.










in memoriam