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AVC superado e 100% recuperado


Isso tudo começou no dia 10 de fevereiro de 2021. Não é por acaso, para mim, que a soma da data dá o infinito do número “8”.
APRENDI MUITO... O infinito veio até mim. Veja só:

Quando entrei no banheiro, de manhã cedo, quase caí em cima do vaso sanitário. Tontura forte e meu braço direito ficou sem sentido, pesado, imóvel.

Me concentrei rapidamente e voltei para o quarto. Sentei na cama, olhei para o braço e disse, julgando, com o dedo da mão esquerda, na direção do braço direito:
- Ei, me obedeça... Quem manda aqui sou eu e não você.
Repeti a determinação várias vezes...
Foi uma bela “briga”. Minha mente, minha voz determinando, e meu braço direito recebendo a energia.
Na sequência, entrei no chuveiro e, apesar de tudo, me banhei. Uma bela batalha, mas consegui.
Difícil me vestir. Não consegui calçar as meias. Braço direito não obediente... Esquerdo sem saber como fazer...

Com trabalho, abri a porta de entrada do apartamento e descobri como pouco usava a mão esquerda. Moro sozinho. Precisava buscar ajuda.
Novamente, olhei para a mão direita e disse:
- Me obedeça. Quem manda aqui sou eu...
Tomei o elevador. Me concentrei mais uma vez e com a mão direita peguei a chave do carro. Confesso que não foi fácil, mas fiz. Me superei.

Entrei no carro e foi uma batalha para colocar o cinto de segurança. Várias vezes bati no rosto com a mão direita, que teimava em não me obedecer.
Dei partida e coloquei o carro em movimento, travando uma excelente luta entre a “mão direita boba” e a esquerda sem experiência.

Me superei, dirigindo o carro e fui até a empresa onde trabalho.
Chegando lá encontrei com meu irmão, filho, pai, neto, sobrinho, primo, avô, amigo, camarada, Adilson Silva – sim, não estranhe... toda esta energia, em uma só pessoa – que me levou ao Hospital SOS Cárdio, aqui em Florianópolis.
Em segundos, eu fui encaminhado para a Emergência e a batalha de recuperação física começava. A mental eu já havia vencido.
A pressão arterial estava 23X19. Minha determinação em cima da recuperação dos movimentos e força, do braço direito, foram imediatas.
Recitava o Mantra: NAM-MYOHÓ-RENGUE-KYÓ olhando para o braço e pensando... Você vai voltar ao normal... Quem manda aqui sou eu...

Aos poucos, o braço começou a obedecer e os movimentos vieram... Primeiro, consegui levar o dedo indicador no rosto... depois achei o nariz... Na sequência, consegui que a mão girasse sobre si. Na ordem, girou sobre a mão esquerda... Mas, fortemente pesada e o braço caindo quando parava, sem me obedecer.
Comecei a apertar o braço esquerdo. Fiquei feliz quando senti a força e os movimentos retornando na direita.

Me irritei e me decepcionei profundamente, quando não consegui assinar meu nome nos documentos. A mão não obedecia. Terrível este sentimento de desconexão entre o que se quer e o que se consegue. Mas não desisti. Quando deixei o hospital consegui assinar meu nome.

Foram vários exames... Em dois hospitais. Sempre muito bem cuidado. Altamente surpreso com as condições e com o pessoal das duas ambulâncias da Unimed. Atenciosos, queridos, abnegados, humanos.
Jamais poderia imaginar que uma ambulância seria uma UTI móvel...
Nada diferentes, dos também, queridos (as) profissionais, e médicos, da UTI, do Hospital SOS Cárdio.

Você pode estar se perguntado: Mas por que ele está narrando tudo isso???
Vários motivos, que minha intuição manda dividir com vocês.
Primeiro, porque apliquei o que a Filosofia de Vida Budista e meu mestre, Nitiren Daishonin, me ensinaram. FORÇA DA MENTE.
Segundo, porque não me entreguei para o acidente.
Terceiro, porque senti, percebi e apliquei a FORÇA DA PALAVRA.
Quarto, porque jamais aceitei que não iria me recuperar.
Quinto, porque pude sentir, ver e perceber, quem realmente me ama.
Sexto, porque pude interpretar quem deseja o bem socialmente e quem quer que a energia do doente não O abandone.
Sétimo, porque nós realmente somos o que determinamos ser.
Oitavo, que a vida é realmente Causa e Efeito.
Nono, que não sabemos, até que testemos e, efetivamente, apliquemos a força de nossa mente. Sim, meus caros (as), somos o que acreditamos SER.
Décimo, que eu precisava mostrar isso para você, em menos de 30 dias do ocorrido.

Agradeço ao Universo o enorme aprendizado que tive.
Cada vez mais sei, o quanto precisamos Meditar, a importância de fazer o Mantra, NAM-MYOHÓ-RENGUE-KYÓ, a estupenda força da palavra e que Somos Causa e Efeito, de tudo isso.

A Ética da vida está nas atitudes e, não só, nas palavras, às vezes, sem sentido e objetivo.
A expressiva maioria das pessoas não presta atenção na força da palavra. Na realidade, não sabem QUE ELA EXISTE...

O AVC foi um belo exemplo de super + ação. SUPERAÇÃO.
Senti saudades.


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saul
Saul Brandalise Jr. é colaborador do Site, autor do livro: O Despertar da Consciência da editora Theus, onde mostra através das narrativas de suas experiências como extrair lições de vida e entusiasmo de cada obstáculo que se encontra ao longo de uma vida.
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