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Magia Judaica - Parte 2


Assim como os demônios, os mortos podem ser perigosos, mas também úteis. Muitos livros judeus de receitas mágicas são dedicados a eles, descrevendo as diferentes maneiras de caçá-los, convocá-los e interrogá-los (necromancia). De acordo com uma antiga crença, os mortos podem assombrar o mundo dos vivos e possuí-los. No século XVI, na área dos Ashkenazi, aparece o termo Dibbouq (Aquele que se apega) para descrever o espírito de uma pessoa morta que tenha tomado posse de um ser humano ou de um lugar.

Confrontados com a doença, a morte, as dores afetivas e aos golpes do destino, há muitos que, até hoje, recorrem às práticas mágicas e à invocação de anjos para combater ou controlar os demônios e mortos dos quais eles acreditam serem vítimas. Nas sociedades judaicas esses fenômenos estão espalhados numa forma popular de magia, mas também de uma forma mais metódica, designado pelo termo "Cabala prática."


O Que é Cabala Prática? (Contém legendas em português)

Muitos objetos e documentos mostram o lugar que a magia ocupou e ainda ocupa na cultura judaica. Porque, se este fenômeno pode ser considerado como pertencente ao campo da religião popular, uma parte não negligenciável desta tradição abrangeu também as elites culturais das comunidades judaicas. Até recentemente ignorado, para não dizer desprezado pelos estudiosos do judaísmo, este fenômeno não desapareceu. Pelo contrário, o interesse em magia judaica voltou com força em Israel agora, assim como na diáspora.

Os Amuletos Apotropaicos (derivado do grego apotrepein = afastar-se) servem pra afastar as influências maléficas, magias mal-intencionadas e promover o sucesso econômico e social. A maioria deles vêm na forma de jóias feitas em todos os tipos de materiais (ouro, prata, azeviche, turquesa, coral, dentes de animais, conchas) na forma de embalagens hermeticamente soldadas, contendo um papel dentro com o texto ou desenho mágico, e são geralmente pendurados em correntes de ouro ou prata. Sua forma ou decoração são muitas vezes inspirados por animais (cobras, peixes, lagartos, leões), mas também há chaves e fechaduras para se opor aos demônios tentados a entrar no corpo humano através de seus orifícios, e também pulseiras de prata onde são gravadas letras e fórmulas mágicas.

Se as jóias apotropaicas são um costume mais comum em torno do Mediterrâneo do que no espaço Ashkenazi, amuletos manuscritos em pergaminho ou papel são produzidos e utilizados por judeus em todo o mundo.

Além de seus materiais (minerais ou vegetais) e suas formas que já têm, em si, funções de proteção, há também uma grande variedade de decorações feitas por ourives e escribas.

O repertório de padrões decorativos dos amuletos foi enriquecido ao longo do tempo, em contato com outras culturas. Os objetos mágicos quase nunca trazem a representação humana, especialmente em países muçulmanos (onde é proibido). No entanto, o judaísmo Europeu pegou gosto por amuletos em pergaminho ou papel decorados com cenas figurativas, algumas das quais altamente inspiradas na arte cristã, episódios bíblicos ou momentos da vida judaica.



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acid
Acid é uma pessoa legal e escreve o Blog www.saindodamatrix.com.br
"Não sou tão careta quanto pareço. Nem tão culto.
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Acredite em você mesmo e no seu coração."
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