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O que as mulheres pensam dos homens?


Não é que eu ache que a gente deve alimentar velhos ressentimentos entre homens e mulheres. Ao contrário. Mulheres da minha geração aprenderam desde o berço a viver em um mundo hierarquizado em função dos gêneros: a gente fumava para imitar os meninos, trabalhava "só porque precisávamos reclamar para nós um espaço que era deles", e imaginávamos que a liberdade chegava de moto por uma estrada sem fim, e vestia casaco de couro, capacete e usava bigodes... Houve uma época em que ser como os homens era tudo que queríamos ser, ainda que eles não pudessem chorar como nós, nem expressar emoções, nem andar por aí sem armadura, nem escolher outra vida do que morrer de tédio em alguma fábrica...

Hoje, desde que Rosiska Darcy de Oliveira publicou seu livro Elogio da Diferença -- houve muitíssimas outras mulheres que refletiram sobre essa questão de gêneros, é claro, mas o livro da Rosiska é um dos meus favoritos -, gosto de pensar que caminhamos para um mundo onde será enfim possível viver a "diferença sem hierarquia"! Viva! Com certeza chegamos lá!

Enquanto isso...cai em minhas mãos um livrinho desses pequenos, de bolso, com 365 reflexões de mulheres sobre os homens e algumas são mesmo engraçadas...mas será que elas expressam realmente o que nós, mulheres pensamos dos homens? Selecionei algumas frases do livro para você julgar e palpitar:

Uma mulher sem um homem é como um peixe, sem bicicleta, de Gloria Steinem, jornalista americana e feminista.

Qual é o problema dos homens, afinal? Será que eles pensam que os pelos do seu peito vão cair se eles um dia pararem para pedir informações sobre o caminho?, Erma Bombeck, humorista, que também teria dito: "Deus criou o homem. Mas eu poderia ter feito melhor"...

O melhor indicador do caráter de um homem é
a) como ele trata as pessoas que o ameaçam e
b) como ele trata as pessoas que NÃO o ameaçam
, Abigail Van Buren, escritora do início do século passado.

Quando uma mulher se comporta como um homem, por que ela nunca se comporta como um homem gentil e agradável?, Dorothy Eden, escritora inglesa.

De uma vez por todas meninas, quando um homem diz "eu ligo" e não liga, ele não esqueceu, ele não perdeu seu número, ele não morreu. Ele simplesmente não quis telefonar para você! Rita Rudner, comediante.

Mostre-me uma mulher que não sinta culpa e eu mostrarei a você um homem, Erica Jong, escritora e educadora.

Ele era como um galo que acreditava que o sol tinha raiado só para ouvi-lo cantar..., George Eliot (pseudônimo de Mary Ann Evans), escritora inglesa.

Essas mulheres...

Imagens de mulher

Magérrimas, altíssimas, sérias, muito sérias, implacáveis nas suas poses quase inconcebíveis para outras mortais do mesmo gênero... por mais que a gente sonhe com mulheres normais, saudáveis, que riem e exibem suas imperfeições, as imagens das topmodels dançando esquálidas nas passarelas alimentam nossa (baixa) auto-estima.

Hoje, porém, recebi no meu Outlook uma imagem de mulher de outros tempos e que me fez lembrar que somos mais do que um estereótipo de nós mesmas...

As Gibson Girls personificavam o ideal de beleza feminina que acendia a imaginação dos poetas e românticos do final do século 19 e início do século 20. A popularidade dessas figuras lânguidas, de quadris largos e seios fartos, cintura fina, envoltas em pano diáfano, sempre com os cabelos amarrados, displicentes, no alto da cabeça, era tanta que elas viraram selos nos EUA. Chamavam-se Gibson Girls porque a primeira dessas figuras nasceu num desenho do ilustrador americano Charles Dana Gibson, que viveu entre 1867 e 1944.

Muitas mulheres de sonho posaram como Gibson Girls, até Anaïs Nin, sabia? A Primeira Guerra Mundial, no entanto, empurrou esses belos e misteriosos seres para o limbo e trouxe para o palco um ser feminino mais urbano, mais prático, mais masculino, chique, mas de um jeito assim Coco Chanel...
Depois, a gente conhece mais da história, fomos emagrecendo, trocamos o mistério por um certo ar doentio...

Para ler mais visite o site EyeWitness to History.com, aliás, excelente fonte de boas informações sobre a história que às vezes escapa dos livros... (em inglês)


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Adília Belotti é jornalista e mãe de quatro filhos e também é colunista do Somos Todos UM.
Sou apaixonada por livros, pelas idéias, pelas pessoas, não necessariamente nesta ordem...
Em 2006 lançou seu primeiro livro Toques da Alma.
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