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Pessoas belas

Pessoas belas

por WebMaster

Recebido de Denise B.Araujo

Duas atitudes perante a vida são, fundamentalmente, as responsáveis diretas ou indiretas pelo fato de algumas pessoas parecerem belas, enquanto outras, mesmo muito bonitas, não atraírem a atenção de ninguém.

A primeira atitude é decorrente de um conjunto de emoções negativas e destrutivas que criam em torno de pessoas fisicamente bonitas um ambiente carregado de negatividade: essas emoções afetam também a saúde física e mental e as relações interpessoais.

A primeira emoção desse conjunto - ao qual dou o nome de fantasia da separatividade - é a possessividade (ou apego) a objetos, pessoas ou idéias. A possessividade provoca o medo e a desconfiança. Quando alguém se apega a uma jóia ou a um namorado (não há diferença nenhuma nesse nível de posse...), aparece imediatamente o receio de perder ou ser roubado. Nasce aí a desconfiança paranóica. Se estes sentimentos perduram durante anos, isto acaba se refletindo no rosto ou no olhar, enquanto os músculos do corpo assumem uma forma defensiva, expressando fechamento completo aos outros. Eu não me surpreenderei se vierem a constatar que a origem da artrite (doença que deixa as mãos crispadas e os dedos retorcidos) tem relação com a possessividade exagerada...

Se alguém ameaça se apoderar do objeto de apego do possessivo, nasce o segundo veneno - a rejeição. Provocada pelo medo de ser roubado, atacado ou enganado, ela leva à agressão física ou verbal e, logo, à violência. A expressão fisionômica típica nesse caso é a de ódio e desprezo, que se percebe facilmente na boca cujos cantos são virados para baixo, denotando o contrário do sorriso acolhedor. O corpo todo expressa a defesa e está sempre pronto para atacar. Como no nosso mundo civilizado as pessoas não podem sair atacando fisicamente umas às outras, o que sobra é uma tensão muscular permanente, aliada a disfunções glandulares, principalmente do fígado e da vesícula biliar - o que dá aquela cor biliosa aos raivosos.

Os outros dois sentimentos destrutivos são o ciúme e o orgulho.
O ciúme, acompanhado de inveja, gera a luta competitiva, que muitas vezes vem acompanhada de raiva e agressão. Esses sentimentos são de tal forma entrelaçados que é difícil associá-los.
O orgulho, por sua vez, é a crença descabida da superioridade: física, intelectual ou mesmo espiritual. Este sentimento leva a uma expressão corporal bem definida: o tórax se enche, a cabeça se levanta para olhar os outros de cima, o canto dos lábios é de desprezo, toda a atitude é de arrogância. O orgulho é um exagero da fantasia da separatividade.


SER AO INVÉS DE TER

Por causa dessa fantasia, a crença de que somos irremediavelmente separados do mundo exterior - o que é uma ilusão, como mostra particularmente a física quântica e a psicologia transpessoal - nos leva à compulsão, de ter em vez de ser (Erich Fromm descreveu magistralmente este fenômeno). É por causa dela também que pessoas bonitas acabam parecendo feias. Com o passar do tempo, esses sentimentos negativos provocam as rugas e as deformações no rosto. Nem mesmo as operações plásticas solucionam esses problemas: se não houver uma mudança radical na própria mente, as rugas e as marcas voltarão com o tempo.

Quando, ao contrário, as pessoas se sentem permanentemente em harmonia com o universo, a natureza, os animais e os seres humanos, desenvolve-se uma outra atitude perante a existência, que vai refletir em todo o corpo. Em todas as tradições culturais e espirituais, conserva-se a memória de um tempo em que os homens viveram numa felicidade ou mesmo beatitude absoluta. Por motivos difíceis de expor aqui, houve uma “queda”, conhecida na tradição judaico-cristã como a queda de Adão.
Este simbolicamente saiu da árvore da vida, isto é, da vida de plenitude feita de amor e sabedoria inseparáveis, para a dualidade, a separatividade, a fragmentação da árvore do conhecimento, isto é, da discriminação. Restou no homem uma saudade difusa, uma espécie de lembrança daquela felicidade, inscrita em algum lugar da sua memória ancestral. Por isso, ele procura a felicidade e foge da dor. Só que a felicidade não se encontra onde ele procura, isto é, fora dele. Daí ele se apegar desesperadamente a tudo o que lhe dá prazer. O desespero é imenso, pois nenhum prazer é permanente. No entanto, quando descobre que esta felicidade está dentro dele mesmo, começa, então, o caminho de retorno à árvore da vida. Quando entende que a separação é apenas ilusória, aos poucos ele volta a vivenciar o ser. O ser que cultiva o ter, em virtude da ilusão, não vê mais nenhum interesse nisso - começou o desapego.


AMOR, RECEITA DE BELEZA

É cultivando os sentimentos que catalisam o ser que o homem pode sair da neurose do paraíso perdido. A beleza interior emergirá aos poucos e irá refletir-se no exterior da pessoa. E quais são estes sentimentos? São, como no caso da fantasia da separatividade, quatro.

Primeiro, a alegria - a alegria de ver todos os seres felizes.

Em segundo lugar, o amor. Enquanto confundimos o amor com apego, não conseguimos ser felizes. O amor a que nos referimos consiste em querer a felicidade de todos os seres e em trabalhar para isso na nossa vida cotidiana. Lembro-me de que, certa vez, em uma estação de trem no interior da França, havia duas filas: numa, as pessoas estavam caladas e indiferentes; na outra, as pessoas sorriam, estavam alegres. O motivo era simples: enquanto na primeira atendia uma pessoa comunicativa, que brincava com cada passageiro, na outra havia um funcionário que se limitava ao carimbar o ticket, receber o dinheiro e entregar o bilhete. A funcionária não tinha nada de especialmente bonito, mas seu olhar irradiava um brilho de felicidade, enquanto o rapaz, embora tivesse feições agradáveis, parecia um autômato irradiando feiúra.

O terceiro sentimento é a compaixão. Muito ligada ao amor, consiste em se abrir ao sofrimento e neurose alheias e contribuir para dissolvê-los. Consiste, antes de tudo, em saber ouvir o outro e a se colocar no seu lugar.

O quarto e último sentimento é a equanimidade, que consiste em aplicar estes três primeiros sentimentos de maneira igual, sem nenhuma preferência, a todos os seres.
Quem se volta para dentro de si, através da meditação, do ioga ou de outros caminhos, e pratica estes quatro catalisadores do ser, reencontra o paraíso que julgou perdido, mas que, na verdade, foi apenas reprimido nos confins da alma. Então, beleza interior e exterior tendem a formar um conjunto harmônico, pois a primeira condicionará a segunda. Mais do que isto, a beleza se tornará contagiante, estimulando a experiência estética profunda em todo o mundo.

Pierre Weil

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Atualizado em 05/09/2001 16:17:50

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