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Pobreza


Enviado por Denise B. Araujo

Se algum dia você acordasse na rua, em trajes simples que em nada se parecessem com seus belos e caríssimos ternos importados.
Nada nas mãos, nenhum dinheiro no bolso, perdido, sem saber para que direção ou a que distância se encontraria a sua casa que a partir desta presente data deixaria de ser sua. De modo algum você poderia voltar a morar lá.
Sem comida, sem água, sem emprego e sem idéia alguma de como obter tais artigos essenciais à sobrevivência.

Sua vida começaria do zero. Sem perspectivas, você seria um mendigo.

Buda era um mendigo, mas que mendigo, não?
Algumas pessoas dizem que se vissem Buda andando nas ruas se atirariam a seus pés.
Seriam elas capazes de se jogarem aos pés de um mendigo?

De alguma forma tudo o que foi perdido nesta história, tudo o que você perdeu foram bens materiais. E todos nós sabemos que bens materiais são transitórios, um dia simplesmente deixaram de existir, deixaram de pertencer a você, (se é que algum dia foram realmente seus), independente de você querer ou não. E como isto é difícil.
É difícil aceitar o fato de se perder algo ou de não possuir algo.

Estamos acostumados a classificar alguém como rico, que é o contrário de ser pobre, pela quantidade de bens transitórios, ou seja, que cedo ou tarde deixaram de fazer parte das posses desta pessoa. Então de algum modo aquele que chamamos rico é de fato pobre.

O que temos dentro, as marcas deixadas por nossas experiências, e o modo como conseguimos compreendê-las isto sim torna uma pessoa rica. Isto é algo que fica, está dentro.

Costumo brincar que tudo aquilo que pegamos se perde, aquilo que tocamos fica... Se você pega algo hoje, agarra firme, num futuro próximo você com certeza terá de largar isto para pegar outra coisa que parecerá mais interessante e assim sucessivamente. Estamos sempre agarrando coisas, largando coisas para pegarmos coisas novas. Não agarre nada, mantenha as mãos sempre livres.

Simplesmente toque as coisas. Não agarre nada, não se agarre a nada, simplesmente toque.
Não se agarre à ilusão de que você possui algo, pois isto só mascara uma pobreza que um dia certamente virá a tona.

Um homem rico é aquele que caminha com as mãos livres, podendo assim tocar, experimentar.
Ele será sempre leve, não tem nada para carregar podendo assim dançar, dançar a dança da vida.

Rogério Felipe


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