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Tenzin Gyatso - O Dalai Lama

por WebMaster
Tenzin Gyatso - O Dalai Lama
Publicado dia 06/07/2004 15:20:36 em Autoconhecimento

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Sua Santidade o 14º Dalai Lama Tenzin Gyatso, é o Chefe de Estado e o líder Espiritual do povo Tibetano. Ele nasceu Lhamo Dhondrub em 6 de Julho de 1935, em uma pequena vila chamada Taktser, Provincia de Amdo no nordeste do Tibet. Nascido numa família de camponeses, Sua Santidade foi reconhecido com a idade de 2 anos, depois de uma busca por todo o país, de acordo com a tradição Tibetana, como a reencarnação de seu predecessor o 13º Dalai Lama. Ele foi então trazido, juntamente com sua família, para a capital, Lhasa, em Outubro de 1939 e formalmente se instalou como o Chefe de Estado do Tibet em 22 de Fevereiro de 1940.

A linhagem dos Dalai Lamas, governantes espirituais e temporais do Tibet desde o século XIII, é uma sucessão de reencarnações. Um Dalai Lama não é apontado ou eleito; ele nasce para a posição. Os Tibetanos consideram o Dalai Lama como a manifestação humana de Avalokiteshvara (tib. Chenrezig) o Bodhisattva (Ser Iluminado) da Compaixão, que escolheu reencarnar para servir ao povo. Lhamo Dhondrub foi, como Dalai Lama, renomeado Jetsun Jamphel Ngawang Lobsang Yeshe Tenzin Gyatso - Santo Senhor, Glória Gentil, Misericordioso, Defensor da Fé, Oceano de Sabedoria. Os Tibetanos normalmente se referem a êle como Yeshe Norbu- a "Gema que satisfaz os desejos", ou simplesmente Kundum - A Presença. Quando um Dalai Lama morre, ele deixa sinais que indicam onde ele terá seu próximo renascimento.

Depois da invasão Comunista Chinesa em 1949/50, a Assembléia Nacional, o Regente e o Gabinete pediu à Sua Santidade o Dalai Lama que assumisse sua autoridade política total apesar de ter somente 15 anos - três anos antes de sua maioridade tradicional. Pelos subseqüentes nove anos Sua Santidade o Dalai Lama se empenhou em conseguir uma co-existência pacífica com os invasores Chineses. Entretanto, isto provou ser impossível à medida que as atrocidades Chinesas continuavam em aumentar. A ausência de uma resposta positiva de Beijing criou mais desespero entre os Tibetanos. Estes manifestavam seus ressentimentos à ocupação Chinesa através de levantes populares armados que se espalharam por todo o país e finalmente chegou à Lhasa em 10 de Março de 1959. Os Chineses responderam violentamente a estes levantes.

Quando a situação se tornou insustentável para o Tibet, foi pedido ao Dalai Lama que saísse do país para continuar a luta Tibetana no resto do mundo. Fugindo à noite e disfarçado, ele deixou Lhasa em 17 de Março de 1959, cruzando em segurança a fronteira para a Índia em 31 de Março de 1959, onde foi calorosamente recebido e oferecido asilo. Hoje o Dalai Lama lidera o Governo Tibetano no Exílio em sua base temporária em Dharamsala a noroeste da Índia.

Aproximadamente 80.000 refugiados Tibetanos deram um jeito de seguir o Dalai Lama para o exílio e estão agora estabelecidos na Índia, Nepal, Butão, Suíça, Estados Unidos e Canadá. Procurando salvar tanto o seu povo quanto a cultura Tibetana, o Dalai Lama começou uma luta pacifista para preservar a identidade do Tibet e recuperar a Independência de seu país.

O Dalai Lama no Exílio

Em sua última semana no Tibet, num dia de inverno de 1959, o Dalai Lama foi convidado pelo General Chiang Geral Queixo-wu da China Comunista para assistir a um espetáculo teatral de uma trupe de dança chinesa. Quando o convite foi repetido com condições novas de que nenhum soldado Tibetano acompanhasse o Lama de Dalai e que seus guarda-costas fossem desarmados, uma ansiedade aguda tomou conta da população de Lhasa. Logo uma multidão de dezenas de milhares de Tibetanos se reuniu ao redor do Palácio de Norbulingka, determinada a contrariar qualquer ameaça à vida de seu líder.

Em 17 Março de 1958 durante uma consulta ao Oráculo de Nechung, o Dalai Lama recebeu instruções explícitas para deixar o país. A decisão do Oráculo foi confirmada mais adiante quando uma divindade projetada por Sua Santidade produziu a mesma resposta, mesmo que as chances contra o sucesso de uma fuga fossem bastante altas.

Alguns minutos antes das dez horas, o Dalai Lama, agora disfarçado como um soldado comum, se infiltrou na multidão volumosa de pessoas junto com uma escolta pequena e procedeu até o rio Kyichu se encontrou com o resto de sua comitiva, incluindo alguns membros de sua família.

No Exílio

Três semanas depois de deixar Lhasa, o Dalai Lama e sua companhia alcançavam a fronteira da Índia onde eles foram escoltados por guardas da Índia até Bomdila. O governo da Índia já tinha concordado em prover asilo ao Dalai Lama e seus seguidores na Índia. Foi em Mussoorie que a Lama de Dalai se encontrou com o primeiro-ministro da Índia e os dois conversaram sobre a reabilitação dos refugiados Tibetanos.

Percebendo a importância da educação moderna para as crianças dos refugiados Tibetanos, o Dalai Lama influenciou Nehru para empreender a formação de uma Sociedade independente para Educação Tibetana dentro do Ministério da Educação da Índia. O Governo da Índia iria arcar com todas as despesas para montar as escolas para as crianças Tibetanas.

Pensando que o tempo já era propício para quebrar seu silêncio voluntário, o Dalai Lama convocou uma entrevista coletiva no dia 20 de junho quando repudiou formalmente o Acordo dos Dezessete pontos. Na área administrativa ele também pode fazer mudanças radicais. Por exemplo, o Dalai Lama acompanhou a criação de vários departamentos novos do governo Tibetano. Estes Escritórios incluía de Informação, Educação, Reabilitação, Segurança, Negócios Religiosos e Negócios Econômicos. A maioria dos refugiados Tibetanos cujo número tinha se desenvolvido a quase 30,000, foi movido para acampamentos nas colinas ao norte da Índia.

Em 10 de Março de 1959, um pouco antes de partir para Dharamsala com cerca de oitenta funcionários que constituíam o Governo Tibetano no exílio, o Dalai Lama começou o que é agora uma tradição fazendo uma declaração no aniversário do Levante do Povo Tibetano. "Nesta primeira ocasião, eu acentuei a necessidade para meu povo ter uma visão a longo prazo da situação no Tibet. Para aqueles de nós no exílio, eu disse que nossa prioridade deve ser o restabelecimento e a continuidade de nossas tradições culturais. Sobre o futuro, eu declarei minha convicção que, com Verdade, Justiça e Coragem como nossas armas, nós Tibetanos prevaleceríamos eventualmente recuperando a liberdade para o Tibet."

Educação no Tibet

Ele começou sua educação com a idade de seis anos e completou o Geshe Lharampa Degree (Doutorado de Filosofia Budista) quando ele tinha 25 anos em 1959, depois de 18 anos de estudos intensos. Este grau lhe foi conferido depois de três meses de exames orais em público diante de milhares de monges e acadêmicos. Aos 24 ele fêz os exames preliminares em cada um dos três mosteiros universidades: Drepung, Sera e Ganden. O exame final foi conduzido em Jokhang, Lhasa, em 1959 durante o Festival Anual de Monlam de Preces, que acontece no primeiro mês de cada ano do calendário Tibetano. Naquela manhã ele foi examinado por 30 acadêmicos sobre lógica. À tarde, ele debateu Filosofia Budista com 15 acadêmicos; e à noite, mais 35 acadêmicos testaram seus conhecimentos sobre os cânones da disciplina monástica e metafísica. O Dalai Lama passou com louvor obtendo o mais alto grau acadêmico de Geshe Lharampa.Responsabilidades de Liderança

Em 17 de Novembro de 1950, Sua Santidade foi chamada para assumir o controle político total (Chefe de Estado e do Governo) depois que o Exército de Liberação do Povo invadiu o Tibet com 80.000 homens. Em 1954, o Dalai Lama foi a Beijing negociar a paz com Mao Tse-tung e outros líderes Chineses incluindo Chou En-lai e Deng Xiaoping. Em 1956, enquanto visitava a Índia para atender ao 2500º Aniversário de Buda, ele realizou uma série de encontros com o Primeiro Ministro Nehru e o Premier Chou sobre as condições deterioradas do Tibet.

Apesar dos esforços para uma solução pacífica para o conflito Sino-Tibetano, a política Chinesa no Tibet Oriental acabou por criar um levante de resistência. Este movimento de resistência se espalhou para outras partes do país. E em 10 de março de 1959, a capital do Tibet, Lhasa, amanheceu com a maior manifestação chamando a China para deixar o Tibet e reafirmando sua Independência. O Levante Nacional Tibetano foi brutalmente massacrado pelo exercito Chines. O Dalai Lama escapou para a Índia que lhe deu asilo político. E cerca de 80.000 refugiados Tibetanos seguiram Sua Santidade para o exílio. Hoje existem cerca de 120.000 exilados Tibetanos. Desde 1960, o Dalai Lama firmou residência em Dharamsala, Índia, conhecida como a "Pequena Lhasa", o trono do Governo Tibetano no Exílio.

Nos primeiros anos de exílio, Sua Santidade apelou para as Nações Unidas para a questão do Tibet, resultando em três resoluções adotadas pela Assembléia Geral em 1959, 1961, e 1965, pedindo a China para respeitar os direitos humanos dos Tibetanos e seus desejos para auto-determinação. Com o Governo Tibetano no Exílio recém constituído, Sua Santidade percebeu que sua tarefa imediata e urgente era de salvar os exílios Tibetanos como também suas cultura. O Instituto Tibetano de Artes Perfomáticas foi criado em 1959 enquanto o Instituto Central de Altos Estudos Tibetanos se tornou uma Universidade para os Tibetanos na Índia. Mais de 200 mosteiros foram re-estabelecidos para preservar o vasto corpus dos ensinamentos do Budismo Tibetano, a essência do modo de vida Tibetano.

Em 1963, Sua Santidade promulgou uma constituição democrática, baseada nos princípios Budistas e na Declaração Universal dos Direitos Humanos, como um modelo para um futuro Tibet livre. Hoje os membros do Parlamento Tibetano são eleitos diretamente pelo povo. Os membros do Gabinete Tibetano são eleitos pelo Parlamento, tornando o Gabinete responsável ao Parlamento.

Contato Leste/Oeste

Desde 1967, Sua Santidade iniciou uma série de viagens que o levaram à 46 países. Em Agosto de 1991 lee visitou os Estados Balticos à convite do Presidente Lituano Vytautas Landsbergis e se tornou o primeiro líder estrangeiro a se dirigir ao Parlamento Lituano. Sua Santidade se encontrou com o falecido Papa Paulo VI no Vaticano em 1973. Em um encontro com a imprensa em Roma em 1980 expressou seu desejo de se encontrar com o Papa João Paulo II: "Vivemos em um período de grandes crises, um período de desenvolvimentos mundiais turbulentos. Não é possível encontrar paz na alma sem segurança e harmonia entre os povos. Por esta razão, espero ansiosamente por um encontro com o Santo Padre, para trocar idéias e sentimentos, e por suas sugestões para abrir as portas para uma pacificação progressiva entre os povos."

O Dalai Lama se encontrou com o Papa João Paulo II no Vaticano em 1980, 1982, 1986, 1988 e 1990. Em 1981, Sua Santidade conversou com o Arcebispo de Canterbury, Dr. Robert Runcie, e com outros líderes da Igreja Anglicana em Londres. Ele também se encontrou com outros líderes da Igreja Católica e comunidades Judias e falou em um serviço inter-fé promovido em sua honra pelo Congresso Mundial das Fés:
"Eu sempre acreditei que é muito melhor termos uma variedade de religiões, uma variedade de filosofias, do que uma simples religião ou filosofia. Isto é necessário por causa das disposições mentais diferentes de cada ser humano. Cada religião possui certas idéias ou técnicas características, e aprender sobre elas pode somente enriquecer a fé de alguém."

Reconhecimentos e Prêmios

Desde sua primeira visita ao ocidente em 1973, um número de universidades e instituições ocidentais têm conferido Prêmios da Paz e Graus de Doutor Honorário em reconhecimento dos escritos distintos na filosofia Budista e liderança na solução de conflitos internacionais, assuntos de direitos humanos e problemas ambientais globais.

Ao apresentar o Prêmio de Direitos Humanos Congressional Raoul Wallenberg em 1989, o Congressista Americano Tom Lantos, disse: "A luta corajosa de Sua Santidade o Dalai Lama o tem distinguido como um líder dos direitos humanos e da paz mundial. Seus esforços contínuos para cessar o sofrimento do povo Tibetano através de negociações pacíficas e reconciliação têm exigido dele enorme coragem e sacrifício."

O Prêmio Nobel da Paz de 1989

A decisão do Comitê Norueguês Nobel em dar o Prêmio da Paz à Sua Santidade o Dalai Lama ganhou reconhecimento e aplausos mundial, com exceção da China. A citação diz: "O Comitê deseja enfatizar o fato de que o Dalai Lama em sua luta para a liberação do Tibet constantemente se opõe ao uso da violência. Ele, em vez disto, advoga soluções pacíficas baseadas na tolerância e respeito mútuos para a preservação da herança cultural e histórica de seu povo."

Em 10 de Dezembro de 1989, Sua Santidade aceitou o prêmio por suas negociações pacíficas com o Governo Chinês em nome dos oprimidos de todo o mundo e de todos aqueles que lutam por liberdade e trabalham pela paz mundial e ao povo Tibetano. Seu discurso de aceitação começou: Eu estou muito feliz em estar aqui com vocês hoje para receber O Premio Nobel da Paz. Eu me sinto muito honrado, (e estou) humildemente comovido que vocês tenham dado este premio para um simples monge Budista do Tibet. “Eu não sou ninguem em especial, mas eu acredito que o premio seja um reconhecimento do verdadeiro valor do altruismo, amor e compaixão, que eu tento praticar de acordo com os ensinamentos de Buda e dos grandes sábios da Índia e do Tibet." Ele ainda diz: "O prêmio reafirma a nossa convicção que com a verdade, coragem e determinação como nossas armas, o Tibet será libertado. Nossa luta deve permanecer sem violência e livre de ódio."

Simplesmente um monje Budista

O Dalai Lama freqüentemente diz: “Eu sou simplesmente um monje Budista - nem mais nem menos." Sua Santidade segue a vida de um monje Budista. Vivendo em uma pequena choupana em Dharamsala. Ele se levanta as 4 a.m. para meditar e segue uma agenda atribulada de encontros administrativos, audiências particulares e ensinamentos e cerimônias religiosas. Ele conclui cada dia com uma oração antes de se retirar. Ao explicar as suas maiores fontes de inspiração, ele normalmente cita seus versos favoritos, encontrados nos escritos do reconhecido Santo Budista Shantideva:
"Enquanto o espaço perseverar
enquanto sêres humanos permanecerem,
Devo eu também suportar
para dissipar a miséria do mundo."


Fonte: Sérgio Pereira Alves
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