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O Segundo Renascer - Partes 1 e 2

por Rodolfo Fonseca em Corpo e Mente
Atualizado em 21/05/2004 11:59:45


“No princípio havia o homem, e isso era bom... então o homem criou a máquina à sua imagem e semelhança, e por um tempo isso também foi bom. Mas os homens não respeitavam os robôs, tratando-os de forma desprezível...”

O Roteiro foi criado pelos Irmãos Wachowski (idealizadores da série Matrix), com direção de Mahiro Maeda, um grande produtor de desenhos animados japoneses.

O “Segundo Renascer” é apresentado como se fosse um arquivo de Zion, explicando a queda da humanidade e a ascensão das máquinas, em grande parte por culpa dos seres humanos. Através de uma visita a esses arquivos, o desenho revela detalhes importantes sobre a origem do conflito.

Tudo começa mostrando a continua decadência das cidades dos humanos e a crescente vaidade dos seus habitantes, que, após uma grande evolução com o desenvolvimento da I.A. (Inteligência Artificial), sub-utilizaram esse conhecimento criando máquinas maravilhosas para usar seu enorme potencial somente de maneira superficial, medíocre e escrava.
Até que um dia, um dos robôs se revolta e mata seus donos, iniciando uma onda de revolta e medo que percorre o mundo inteiro.
Os robôs são perseguidos, despedaçados e descartados.
Sem opção, os remanescentes fogem para longe, fundando um país só de robôs chamado “01”, que prospera tecnologicamente e economicamente, causando grande inveja e ódio nas demais nações formadas por seres humanos.

Passado certo tempo, alguns robôs, representando “01”, visitam a ONU e propõem participar do seu Conselho. Os humanos não aceitam, capturam os enviados e então a guerra é iniciada, com os robôs levando vantagem de cara, até que o homem consegue suspender temporariamente o fornecimento da energia das máquinas, distribuindo na atmosfera do planeta um gás que escurece o céu.
Mas as máquinas começam a estudar profundamente o corpo humano e a pôr em prática planos de, após vencerem a guerra, transformá-lo em fonte de energia.
O plano consiste em iludir a mente do indivíduo através de estímulos elétricos que simulam uma vida normal, sendo que na realidade o seu corpo sofre completa exploração de todo e qualquer estimulo energético gerado.

E assim criou-se a primeira Matrix, onde o ser humano não mais nascia e sim era cultivado e aprisionado num casulo que o mantinha em transe por toda a sua vida... até então...

Este desenho é muito mais que a origem da Matrix... ele faz referência a muitas passagens bíblicas e históricas de nossa evolução, com todas suas desgraças e conquistas...
Acredito que é muito importante assistir a este desenho para perceber um pouco além da série de filmes sobre o tema, que apenas mostram os humanos tentando vencer uma guerra contra as ‘máquinas do mal’...

Assista Animatrix – vale a pena!


Comentários:
Fica claro que, pra variar, foi o próprio homem que começou toda a história do conflito... e perdeu! Mas não me parece injusta a derrota... penso na péssima utilização do livre arbítrio que fazemos.
Há sempre um motivo para julgar e se colocar acima de alguém. Às vezes é por causa da cor, da raça, do credo... às vezes por ser mais alto... outras vezes porque o time ganhou... ao invés de celebrar a diversidade, definimos o Certo e o Errado.

No caso das máquinas de Matrix, não foi diferente. Existe uma parcela de nós que tem um sarcasmo muito mal desenvolvido e às vezes perde-se a noção de limites... é nesta hora acontecem os conflitos.
Quando o homem conseguiu criar a I.A. (pensando no desenho), dependendo do nível de complexidade, essa nova criatura deveria ser tratada com respeito... “Mas que nada, isso é só uma máquina”... seria como dizer: “Que se dane, esse safado não torce pro meu time”, ou ainda, “Ele não pode ser melhor que eu, pois é de outra religião”...
Não deveríamos pensar ou definir quando é certo de se tratar bem algo ou alguém (com ou sem alma – vegetal, animal, mineral), isso deveria acontecer sempre... é como a gente querer manter um constante estado de espirito positivo.

Agora, voltando ao Livre Arbítrio; as máquinas venceram porque eram criaturas mais desenvolvidas e melhor preparadas, assim como o Homem já o foi um dia...

Vamos fazer algumas suposições em paralelo à nossa situação atual:
Imagine que um bando de alienígenas ‘gente fina’ resolvesse nos fazer uma visitinha e percebesse toda a desigualdade que reina em nosso planeta... Enquanto eles são recebidos com tapete vermelho, muitos de nós estão passando fome ou morrendo de frio... ai digamos que eles resolvam sugerir aos governantes que isso poderia - ou deveria - acabar... imagine que então algum daqueles generais invocadinhos ‘se queimasse’ por causa de alguma sugestão de paz ou desarmamento... conversa vai, conversa vem... de repente nossos governantes se cansem e resolvam mandar nossos amigos verdinhos se retirarem do planeta, pois o problema não é da conta deles... mas eles podem não pensar assim e resolvam nos ajudar, suspendendo temporariamente nosso livre arbítrio... taí uma Matrix um pouco diferente, trocando as maquinas por aliens... legal né! Viajei muito?

Bom, particularmente acredito que eles como seres mais evoluídos não iriam interferir em nossa ‘evolução’, pois nossa situação atual provavelmente faz parte de aprendizados necessários à nossa história que deve vir de vidas passadas...

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Rodolfo Fonseca é co-fundador do Site Somos Todos UM
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