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O sentimento de culpa

O sentimento de culpa Publicado dia 3/22/2018 10:12:14 AM em Corpo e Mente

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O sentimento de culpa se caracteriza por uma reprovação consciente ou inconsciente que a pessoa faz de um ato ou comportamento dela própria no passado.

Esse sentimento é, sem dúvida, um dos mais sérios vilões da saúde física e mental da humanidade. Assim como o medo, o sentimento de culpa também tem suas raízes fincadas no passado. Uma cultura embasada no desconhecimento científico, numa religiosidade dogmática e tendenciosa, regras morais e sociais mescladas de conceitos sérios e saudáveis com outros desumanos e hipócritas formam as causas de origem da grande maioria dos episódios de sentimento de culpa. As regras religiosas, as leis, as convenções sociais, criadas para organizar e normatizar as diversas formas de relações entre as pessoas, agem na verdade como grilhões que prendem as pessoas ao sentimento negativo de não serem boas o bastante para cumpri-las. A reprovação de um comportamento passado gera na pessoa um sentimento de frustração identificado pela percepção de como ela fez e de como ela acha que deveria ter feito. Por isso, a culpa vem sempre acompanhada de remorso, autocensura, raiva, mágoa, autopunição, preocupação exagerada com a opinião dos outros, baixa autoestima e outros sentimentos igualmente negativos. Esses sentimentos associados, ou individualmente carregados ao longo do tempo, vão desenvolvendo na pessoa uma sensação de amargor, de desprazer com a vida. Importante lembrar que sentimentos são pensamentos estruturados em relação a algo ou alguém. A partir daí o corpo físico vai "ouvindo" esses pensamentos constantemente emanados e vai alterando o seu metabolismo passando a produzir e distribuir para o sistema celular todos as químicas e energias alteradas. Assim, todo o organismo físico passa a ser alimentado com energias e químicas alteradas de uma fórmula saudável para uma fórmula malsã. A esse processo chamamos "Somatização", ou seja, quando algo do plano emocional se instala no corpo físico. O corpo vai sendo então alimentado com energias e químicas nocivas à saúde do corpo, iniciando um processo de "envenenamento". Todo o corpo físico e corpo energético passam a sofrer alterações que podem variar de leve sensação de mal-estar e dor de cabeça até os mais severos desvios mentais ou processos cancerígenos. Permeiam por entre esses dois extremos uma gama quase infinita de formas de manifestações sintomáticas de alterações físicas e mentais geradas a partir de um despercebido sentimento de culpa. Essas consequências ocorrem porque a culpa está sempre acompanhada de sentimentos de remorso, de censura, de ser indigno, mau, e uma inconsciente necessidade de autopunição.

Precisamos aprender a sermos mais complacentes conosco quando erramos.
O erro é o caminho para o acerto, errar é uma das formas de chegar ao acerto. Quando o erro é aproveitado como experiência, como aprendizado, podemos dizer que o erro foi útil ou construtivo. O psiquiatra suíço C. G. Jung (1875-1961), disse: "A verdade sai do erro. Por isso nunca tive medo de errar, nem dele me arrependi seriamente". É importante entendermos o erro como parte do processo de acerto.
O que não pode acontecer é a reincidência num mesmo erro de maneira inadvertida e inconsequente. Não querer ver ou reconhecer e não assumir os erros é que o torna nocivo.

É possível, com uma boa dose de bom senso, identificar em nós ou em outrem caraterísticas de portadores ou não de sentimento de culpa. As pessoas que sofrem com sentimento de culpa, frequentemente, apresentam alguns dos seguintes comportamentos: autoestima muito baixa, constante sentimento de rejeição, não tem amor próprio, necessidade de agradar os outros, dificuldade de falar não, preocupação exagerada com a opinião dos outros, dificuldade de aceitar o que os outros lhes dão por não se julgar merecedor, dificuldade de assumir as responsabilidade de suas ações, raiva reprimida, culpa os outros pelos seus sofrimentos e suas dores, frequentemente se sentem vítimas das situações ou dos outros, fazem mais para os outros do que para si mesmos.


por Ronaldo Cardim

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Sobre o autor
Ronaldo Cardim é Terapeuta Corporal e Psicoterapeuta Holístico, formado em psicologia, trabalha com as técnicas: Shiatsu, Zen-Shiatsu, Massoterapia Corporal, Massagem Bioenergética, Massagem de Alongamento, Sei-Tai (manipulação da coluna), Psicoterapia Holística, Relaxamento induzido, Hipnoterapia Condicionativa, Regressão (TVP).
Atende em seus consultórios em Tupã/SP (14) 3496.6310 e em Marilia/SP (14) 3413.9979
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