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Por que sofremos? - Parte 2

Por que sofremos? - Parte 2 Publicado dia 3/22/2018 10:12:14 AM em Corpo e Mente

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A causa dos sofrimentos pode ser diferente em seus conteúdos, mas todas contêm algo em comum: a dificuldade em encontrar paz! É preciso entender que não há receita pronta para acabar com o sofrimento, seja ele qual for. É preciso sim muita análise para entender como tal situação se formou. É importante se lembrar da importância em manter sempre o diálogo interno, ou seja, conversar muito consigo mesmo. Tudo que nos acontece tem uma mensagem, ou seja, um aprendizado, e é preciso entender qual aprendizado o que te faz sofrer está mostrando para você.

As pessoas sofrem por diversos motivos, mas poucas se dão ao trabalho em se aprofundar na busca das causas daquilo que sentem e dos motivos que alegam sofrer.

Abaixo segue mais alguns motivos que nos fazem sofrer:

- Crenças aprendidas e não atualizadas. Sim, as crenças nos fazem sofrer e muito! E são altamente limitantes!
Por que somos teimosos em insistir em algo que se mostra nos fazer mal? As crenças podem, e devem ser, questionadas e principalmente, atualizadas.

Muitas vezes ficamos presos a padrões de comportamentos que nos foram ensinados há muitos anos atrás e que nada servem no presente, a não ser nos causar sofrimento e nos aprisionar a comportamentos considerados corretos naquela época, ou para quem os ensinou. Crenças nada mais são que conceitos que aprendemos em alguma época da vida, e sem questioná-los, levamos adiante.

Crenças aprendidas muito cedo, quando ainda somos crianças, mas por terem sido repetidas infinitas vezes em uma época em que estamos em pleno desenvolvimento de nossa personalidade e nosso cérebro, registramos como verdade absoluta. Por exemplo, quem aprende que sexo é pecado, seja pela religião ou com os pais, pode ter muitas dificuldades na relação sexual. Quem aprende que dinheiro é sujo, pode não conseguir nenhum trabalho que tenha uma remuneração mais alta. Aprender que deve estar sempre produzindo, trabalhando, fará com que não se permita relaxar, sentir prazer, para não ser considerado "preguiçoso". Uma família que considera o casamento indissolúvel, poderá gerar o medo da separação, mesmo que o casamento traga sofrimento. As crenças são muitas... e podemos perceber que elas podem gerar muito, muito sofrimento. Quais são as crenças que te fazem sofrer? Escreva cada uma delas, e depois as analise. Aquela que não condizem mais com seu jeito de pensar, atualize e escreva na frente da crença antiga o que você acredita hoje!

- Dependência financeira e emocional. Depender de alguma forma de alguém causa a nítida sensação de ser incapaz e compromete a autoestima. Você é dependente de alguém? O que o impede de buscar sua independência? Todos têm o direito de guiar a própria vida. Por exemplo, uma pessoa pode continuar dependente financeiramente não só por se sentir incapaz, veja bem, se sentir não quer dizer SER, mas sim por ser o único elo que a liga a pessoa que ela depende.

- Ilusão/ expectativa/ idealização/: As 3 estão diretamente interligadas, e nos mantém em relacionamentos doentios e tóxicos. Como sofremos por nos iludir, idealizar, esperar! Você já parou para pensar quanto já sofreu pelas ilusões que teve? Situações sonhadas e não realizadas!

E as expectativas que criamos nos relacionamentos? Com certeza esse é o melhor caminho para a decepção. Alguém chega, te fez embalar em sonhos e vai embora sem sequer te avisar. Não espere nada, de ninguém! E o quanto idealizamos o outro e sofremos quando percebemos que o real está muito distante do ideal? Sofremos porque insistimos com nossas ilusões. Insistimos em manter a expectativa que o outro ainda seja o que idealizamos e assim nos iludimos mais e mais. Percebe o círculo vicioso? Em qualquer situação a realidade X verdade deve sempre ser considerada. Perceba se não está confundindo ideal com real.

Posse/apego. Às coisas e/ou pessoas. Muitas vezes confundimos posse com amor.

Desejo de mudar ou salvar o outro. Por que querer mudar ou salvar outra pessoa? O que está querendo provar ou mostrar com isso? O outro só irá mudar quando quiser, e se quiser. O melhor é conseguirmos salvar ou mudar a nós mesmos!

Ficar preso ao passado que não existe mais. Muitas vezes ficamos nos lembrando do que passou, pode ser algo que tenha sido muito bom, alegre, ou uma situação que nos trouxe muito sofrimento, e que permitimos que continue trazendo ao mantê-lo no presente, e assim mantemos a dor original. Podemos e devemos sim nos lembrar do passado para aprendemos com ele, explorar nossas dores para que não se repitam, nada mais. E o que foi bom também pode ser lembrado para sabermos que novamente podemos sentir aquilo que um dia nos fez tão felizes, e assim, buscarmos novos motivos! Mas tudo que se foi, devemos nos libertar e deixar que fique no lugar dele: no passado.

No próximo artigo irei continuar sobre outros tantos motivos, e quem sabe, você pode me ajudar. Pense o que tem te feito sofrer, e me escreva para contar.

E lembre-se: estarei participando do SINAEM - 1º Simpósio Nacional sobre a Autoestima da Mulher, onde abordarei traumas de infância. Faça sua inscrição aqui


por Rosemeire Zago

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Sobre o autor
Rosemeire Zago é psicóloga clínica CRP 06/36.933-0, com abordagem junguiana e especialização em Psicossomática. Estudiosa de Alice Miller e Jung, aprofundou-se no ensaio: `A Psicologia do Arquétipo da Criança Interior´ - 1940.
A base de seu trabalho no atendimento individual de adultos é o resgate da autoestima e amor-próprio, com experiência no processo de reencontrar e cuidar da criança que foi vítima de abuso físico, psicológico e/ou sexual, e ainda hoje contamina a vida do adulto com suas dores.
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