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A medalha de ouro e as mandalas de areia


"... É nossa responsabilidade coletiva proteger e nutrir a família global, dar suporte aos seus membros mais fracos e preservar e cuidar do ambiente no qual nós todos vivemos"
S.S. o 14° Dalai Lama

O Dalai Lama, líder espiritual do Budismo Tibetano, está nos Estados Unidos para receber, no dia 17, a Medalha de Ouro do Congresso americano, por seu "incansável trabalho a favor da paz, da não-violência, dos direitos humanos e do entendimento entre as várias religiões do mundo". A cerimônia será realizada no Capitólio, em Washington, aparentemente, até o presidente Bush estará presente e milhares de tibetanos já estão a caminho.

Essa vai ser a maior homenagem prestada ao 14° Dalai Lama, depois do Prêmio Nobel da Paz que ele recebeu há 20 anos. O papa João Paulo II, Madre Teresa de Calcutá e Nelson Mandela também receberam a medalha, considerada a maior honraria concedida a "um civil" - certo, essas medalhas lembram tempos de reis e cavaleiros, não tem muito a ver com o caráter fundamentalmente pacífico do agraciado, mas o fato não deve tirar o brilho do evento, não é?

Mesmo porque, enquanto isso, e para dar um colorido mais espiritual à homenagem, monges "namgyal", do monastério onde vive o Dalai Lama, em Dharamsala, na Índia, visitaram o Aldrich Museum of Contemporary Art, em Nova York para celebrar um ritual antiquíssimo: a criação e a destruição de mandalas de areia.

O ritual dá vida a um dos mais contundentes - e difíceis de colocar em prática - temas do budismo, a impermanência.
Saiba mais sobre a cerimônia de criação das mandalas de areia.

Lembre-se sempre que a vida é instável.
Que o tempo muda de repente para tempestade e trovoada.
Reforce portanto o poder da sua mente.
Ofereça o tesouro de um pensamento generoso e de uma disciplina interior
Ao amigo que o acompanha para sempre.

Lembre-se que as marcas de cada um dos seus atos
Unem-se à mente, tal como a sua sombra se une ao corpo.
Evite portanto os caminhos do mal
E cultive uma atitude de bondade ativa.
Fixe o seu olhar sobre estas coisas de benefício eterno.

Meus amigos, deixo-os hoje
Este conselho que é preciso seguir em minha memória.
Em breve nos encontraremos de novo

Gyelwa Gendün Gyatso (1475-1542), o 2º Dalai Lama, Vida.
In: Grasdorff, Giles. A Palavra dos Dalai Lamas. Coleção Ponto de Encontro.
Tradução de Emília Marques Rosa. Lisboa: Edições Asa, 1998. Pág. 163.

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Adília Belotti é jornalista e mãe de quatro filhos e também é colunista do Somos Todos UM.
Sou apaixonada por livros, pelas idéias, pelas pessoas, não necessariamente nesta ordem...
Em 2006 lançou seu primeiro livro Toques da Alma.
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