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Aceitação e Entrega

por Acid em Espiritualidade
Atualizado em 15/03/2007 15:51:14


Essa semana me contaram um caso de uma mulher que, ao visitar a amiga, conseguia com que as plantas ao redor dela murchassem ou morressem. Acho que todo mundo conhece algum caso de "olho de seca-pimenteira", o tipo de pessoa para a qual basta gostar ou elogiar alguma coisa viva de pequeno porte (planta, crianças, animal), que a "vítima" adoece ou fica fraca. É o caso onde a pessoa, consciente ou inconscientemente, rouba energia vital através do olhar. Daí que dizem pra vítima em potencial usar alguma peça de roupa ou detalhe em vermelho-vivo, porque a atenção do "vampiro" (como qualquer outra pessoa) vai ser sempre atraída (ou perturbada) pela cor vermelha.

Esse negócio de planta é muito interessante!! É uma coisa que devia ser estudada pela ciência, pois ocorre bem NA SUA FRENTE, em pouco tempo. Não sei como funciona, mas deve ser o mesmo princípio pelo qual as plantas "sentem" o ambiente ao seu redor. Uma das plantas mais sensíveis é o manjericão, que, pelo menos na crença popular, atrai a energia ruim pra ela (evitando que vá pra alguma pessoa ou animal). Minha mãe de vez em quando a usa na cozinha, onde todo mundo sempre fica tomando café e conversando, e a vida média dela num jarro com água é de poucos dias, mas basta uma pessoa mais "carregada" chegar pra ela murchar COMPLETAMENTE em uma hora apenas, não importando se ela estava verdinha e saudável pouco antes. Até mesmo os evangélicos estão usando essa sabedoria, quando distribuem aos seus fiéis a "rosa ungida" ou alguma coisa assim, pra levar pra casa e deixar num jarro. Eles dizem que se deve trocar a rosa por uma nova toda vez que ela murchar, pois ela vai "limpando" a casa. É o mesmo princípio: se um parente (ou a própria pessoa) está perturbado (e comumente quem vai a centros religiosos vai em busca de paz na família e na própria vida) a rosa, tadinha, absorve aquilo e morre prematuramente. A pessoa vai continuar com seus problemas, mas pelo menos o ambiente da casa não vai ficando impregnado de fluidos mentais deletérios.

Mas, voltando ao assunto, imaginei que, se aquela mulher - sem sequer prestar atenção ao seu redor - consegue matar várias plantas, ela deve estar totalmente descompensada emocionalmente. O que se revelou uma verdade, já que ela perdeu o filho por suicídio. A dor de perder um filho deve ser a maior de todas, especialmente sendo mãe. A mulher então perdeu sua capacidade de ser (Absorvendo energia do ar, água e alimentos, e trocando energia com os seres vivos de forma saudável e equilibrada, podendo ser entre amigos, casais, com seus animais de estimação, plantinhas, etc. Estamos sempre cedendo e recebendo energias, pois a sábia natureza não deixa nada parado. Tudo vibra, tudo se movimenta, tudo se recicla, tudo é impermanente.) auto-suficiente energeticamente(*) e passou a ser um buraco-negro, pois aposto que tudo o que ela absorve se perde em elucubrações mentais e pensamentos que a exaurem. Recomendei então que ela fizesse trilhas, trekking, e tomasse banhos de cachoeira, para que entrasse em contato intensivo com a natureza, a fim de poder pegar ao máximo energia (a floresta é GIGANTESCA fonte de energia) e, uma vez repleta (no curto espaço de tempo em que ela estivesse lá estaria "sadia"), o organismo espiritual pudesse se reequilibrar. Mas me disseram que ela detesta o contato com a natureza. Normal. Quem está deprimido só pensa em ficar trancado em casa, longe do sol. É uma forma de auto-sabotagem do ego, que simplesmente adora remoer pensamentos tristes. Por mais que a pessoa queira em sã consciência sair daquela situação, buscar uma luz, uma felicidade, a própria mente (identificada com o ego) vai trazer de volta aqueles pensamentos que você queria esquecer. Por que? Porque aquilo lhe define melhor do que qualquer coisa. A tristeza lhe traz um (Centramento no sentido oposto ao usado no Zen, por exemplo. Enquanto o Zen irradia sua atenção do centro pra fora, expandindo sua percepção para abarcar o TODO, o deprimido `suga´ de fora pra o centro, trazendo o mundo para suas limitadas percepções (algo como colocar o mar dentro de um copo d´água.) centramento(*), um recolhimento, que é o oposto da (Nem preciso lembrar que o feliz quer mais é interagir, conhecer, espalhar-se por aí. Tanto que o nome Gay era uma palavra inglesa de origem francesa, usada apenas pra designar uma pessoa alegre, jovial. E todo homossexual que chega a ser chamado de gay é de fato alegre, expansivo, o que é bom (já que é indicativo de que ele está irradiando alegria)! Mas se for chamado de bicha ou tia velha, aí pode se preocupar, pois pode não estar irradiando um sentimento bom.) felicidade(*). Então, o que acontece aqui? Há um estado de negação, onde a pessoa se recusa a "largar o osso" (no caso, aceitar que deixou de ser a mãe daquele (Vejam que desgraça deve ser pro filho, em especial nesse caso: primeiro ele se mata, o que cria uma situação energética horrível pra quem desencarna, e depois vai se ver às voltas com a própria mente descontrolada (do lado de lá) e a da mãe, irradiando como um vulcão pensamentos de tristeza e dor, questionamentos, apelos, saudade... nossa... se as mães soubessem dessa parte espiritual, procurariam tratar a própria dor, se não por ela, mas principalmente por amor ao filho do `lado de lá´. Especialmente pra um suicida, quanto mais pensamentos elevados, de amor (sem apego, sem invocação), de equilíbrio, de felicidade na nova jornada chegarem a ele, melhor. E pode ter certeza de que todos os pensamentos CHEGAM ao seu destinatário, esteja ele onde estiver.) filho(*) aqui na Terra, e tal). A solução é a entrega, a aceitação das coisas como elas são (e pra isso muitas pessoas gastam anos em terapias).

Novamente recorro ao livro de Eckhart Tolle: "O poder do Agora" (eu já merecia uns mil reais pelas propagandas constantes) para ilustrar a idéia de entrega:Para muitas pessoas, a entrega talvez tenha conotações negativas, como uma desistência, certa letargia, etc. A verdadeira entrega, entretanto, é algo completamente diferente. Não significa suportar passivamente uma situação qualquer que nos aconteça e não fazer nada a respeito, nem deixar de fazer planos ou de ter confiança para começar algo novo. A entrega é a sabedoria simples, mas profunda, de nos submetermos e não de nos opormos ao fluxo da vida. O único lugar em que podemos sentir o fluxo da vida é no Agora. Isso significa que se entregar é aceitar o momento presente sem restrições e sem nenhuma reserva. É abandonar a resistência interior àquilo que é. A resistência interior acontece quando dizemos "não" para aquilo que é, através do nosso julgamento mental e de uma negatividade emocional. Isso se agrava especialmente quando as coisas "vão mal", o que significa que há um espaço entre as exigências ou expectativas rígidas da nossa mente a aquilo que é. Isso não quer dizer que não possamos fazer alguma coisa no campo exterior para mudar a situação. Na verdade, não é a situação completa que temos de aceitar quando falo de entrega, mas apenas o segmento minúsculo chamado o Agora.

Por exemplo: Você está andando por uma estrada à noite, com uma neblina cerrada, mas possui uma lanterna potente que corta a neblina e cria um espaço estreito e nítido na sua frente. A neblina é a sua situação de vida, que inclui o passado e o futuro. A lanterna é a sua presença consciente, e o espaço nítido é o Agora.

No estado de entrega, você vê claramente o que precisa ser feito e parte para a ação, fazendo uma coisa de cada vez e se concentrando em uma coisa de cada vez. Aprenda com a natureza. Veja como todas as coisas se realizam e como o milagre da vida se desenrola sem insatisfação ou infelicidade. É por isso que Jesus disse: "Olhai os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam".

Se a sua situação geral é insatisfatória ou desagradável, separe esse instante e se entregue ao que é. Eis aqui a lanterna cortando através da neblina. O seu estado de consciência deixa então de ser controlado pelas condições externas. Você não age mais a partir de uma resistência ou de uma reação.

Olhe para uma situação específica e pergunte-se: "Existe alguma coisa que eu possa fazer para mudar essa situação, melhorá-la ou me retirar dela”? Se houver, você toma a atitude adequada. Não se prenda às mil coisas que você vai ter que fazer em algum tempo futuro, mas na única coisa que você pode fazer agora. Isso não significa que você não deva traçar um plano. Planejar talvez seja a única coisa que você possa fazer agora. Mas certifique-se de que você não vai começar a rodar "filmes mentais", se projetar no futuro e, assim, perder o Agora. Talvez a atitude que você tomar não dê frutos imediatamente. Até que ela dê, não resista ao que é.

Não se entregar endurece a casca do ego, e assim cria uma forte sensação de separação. O mundo e as pessoas à sua volta passam a serem vistos como ameaças. Surge uma compulsão inconsciente para destruir os outros através do julgamento e uma necessidade de competir e dominar. Até mesmo a natureza vira sua inimiga e o medo passa a governar a sua percepção e a interpretação das coisas. A doença mental conhecida como paranóia é apenas uma forma ligeiramente mais aguda desse estado normal, embora disfuncional, da consciência.

A resistência faz com que tanto a sua mente quanto o seu corpo fiquem mais "pesados". A tensão se manifesta em diferentes partes do corpo, que se contrai para se defender. O fluxo de energia vital, essencial para o funcionamento saudável do corpo, fica prejudicado.

A negatividade é completamente antinatural. É um poluente psíquico e existe um vínculo profundo entre o envenenamento e a destruição da natureza e a grande negatividade que vem sendo acumulada na psique coletiva humana. Nenhuma outra forma de vida no planeta conhece a negatividade, somente os seres humanos, assim como nenhuma outra forma de vida violenta e envenena a Terra que a sustenta. Você já viu uma flor infeliz ou um carvalho estressado? Já cruzou com um golfinho deprimido, um sapo com problemas de auto-estima, um gato que não consegue relaxar, ou um pássaro com ódio e ressentimento? Os únicos animais que eventualmente vivenciam alguma coisa semelhante à negatividade, ou mostram sinais de comportamento neurótico, são os que vivem em contato íntimo com os seres humanos e assim se ligam à mente humana e à insanidade deles.

Vivi com alguns mestres zen - todos eles gatos. Até mesmo os patos me ensinaram importantes lições espirituais. Observá-los é uma meditação. Como eles flutuam em paz, de bem com eles mesmos, totalmente presentes no Agora, dignos e perfeitos, tanto quanto uma criatura sem mente pode ser. Eventualmente, no entanto, dois patos vão se envolver em uma briga, algumas vezes sem nenhuma razão aparente ou porque um pato penetrou no espaço particular do outro. A briga geralmente dura só alguns segundos e então os patos se separam, nadam em direções opostas e batem suas asas com força, por algumas vezes. Então continuam a nadar em paz, como se a briga nunca tivesse acontecido. Quando observei isso pela primeira vez, percebi, num relance, que ao bater as asas eles estavam soltando a energia acumulada, evitando assim que ela ficasse aprisionada no corpo e se transformado em negatividade. Isso é sabedoria natural. É fácil para eles porque não têm uma mente para (Engraçado é que as crianças também fazem isso. Brigam, se mordem, mas depois estão brincando de novo, como se nada tivesse acontecido. Isso só aumenta ainda mais a profundidade das palavras de Jesus quando disse: Em verdade vos digo que se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus
(Mat 18:3)) manter vivo o passado(*), sem necessidade, e então construir uma identidade em volta dele.



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acid
Acid é uma pessoa legal e escreve o Blog www.saindodamatrix.com.br
"Não sou tão careta quanto pareço. Nem tão culto.
Não acredite em nada do que eu escrever.
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