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As gaiolas que aprisionam crianças

por Wilson Francisco
As gaiolas que aprisionam crianças
Publicado dia 05/11/2004 15:08:07 em Espiritualidade

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A reportagem do Sunday Times, em julho de 2004, impactou o mundo todo, quando uma jornalista se fez passar por uma assistente social e descobriu no lar Raby, próximo a Praga, capital da Republica Checa, o menino Vasek Knoted, quatro crianças mentalmente deficientes e um bebê portador de paralisia cerebral que viviam sob o império da violência, aprisionados em gaiolas, de onde era retirados uma vez por dia para o banho e alimentação. Por volta das 11 horas, todos os dias, Vasek chora e grita desesperado, quando é devolvido à gaiola, após ter sido retirado por um breve período para ser banhado e alimentado no lar Raby, próximo a Praga, capital da Republica Checa.

J. K. Rollings, a criadora de Harry Potter, ficou escandalizada com a notícia. Virtualmente, ela convive com ações semelhantes, ao descrever a vida mágica do herói das histórias infantis que lhe rendem milhões de dólares. No entanto, diante desse fato real, ela se põe a campo e está acionando todo seu poder na mídia, para punir os culpados e levantar uma bandeira contra os maus tratos às crianças, até porque este triste episódio ocorreu em um país próspero e membro da EU.

“A idéia de ficar presa numa gaiola do tamanho de uma cama 24 horas por dia, é suficiente para provocar pesadelos em adultos, mais aterrador do que qualquer coisa que Harry Potter já encontrou”, diz Rollings.
Não se pode avaliar com precisão, a intensidade da dor de se ver aprisionado em uma gaiola.

Recordo-me que no Hospital Dr. Francisco Ribeiro Arantes, de Itu, havia um alojamento que abrigava doentes mentais. Na época o tratamento era precário, por falta de médicos e medicamentos, e a diretoria do hospital separava os loucos dos demais doentes, deixando aqueles cujo comportamento era mais difícil, num pequeno espaço de 4x4 metros, cercado por altas paredes, todo gramado. Eram trancados naquele lugar por várias horas e até dias. E aquelas pobres criaturas ficavam ali, andando em círculos, numa expressão de tamanho sofrimento que nos deixava atormentados. A imagem que eu guardo até hoje, quando penso naquela situação, é a de um homem seminu andando em círculos. Por onde ele andava não havia mais grama, nem sonhos e muito menos dignidade.

Enquanto o amor não se desenvolve nas criaturas ou o perdão não surge na sociedade, para monitorar as ações humanas, a mídia ainda terá por algum tempo, a oportunidade de mostrar aberrações desse tipo: crianças aprisionadas em gaiolas; jovens seqüestrados; bairros dominados por traficantes; pais assassinados por seus próprios filhos, etc.

Participando de um grupo que dava assistência a soropositivos (aidéticos), tive a oportunidade de conhecer os porões do universo dessas criaturas sofrem cruéis atitudes de preconceito. Numa casa, eu vi uma coisa de arrepiar. A família mantinha o filho mais novo, que era portador do vírus da Aids, em um quarto isolado. Num momento de desatenção do pessoal, fui até o andar de cima da casa e fiquei apalermado. Na porta do quarto havia uma abertura na parte de baixo. Era por aquele buraco que introduziam pratos com comida, copos com café e leite, roupas para banho etc.
Durante a visita ouvi deles a informação de que o rapaz era bem tratado, tinha até um quarto com suíte, para atender suas necessidades. Era verdade, a suíte era aquela fresta através da qual ele recebia todo carinho e apoio. Desculpem-me a ironia, mas não dá para falar desse fato sem certa indignação.

A mesma indignação de que foi possuída a escritora J. K. Rollings, quando se viu diante das crianças deficientes mentais, aprisionadas em gaiolas, como se fossem animais.



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Sobre o autor
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Wilson Francisco é Terapeuta Holístico, escritor e médium espírita. Desenvolve o Projeto Mutação, um processo em que faz a leitura da alma da criatura e investigação do seu Universo, para facilitar projetos, sonhos e decisões, descobrindo bloqueios, deformidades e medos que são reprogramados energeticamente. Participe do Projeto Mutação confira seus artigos anteriores
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