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Assédio sexual e fatalidade: A saga de duas almas

Publicado dia 11/5/2002 5:05:42 PM em Espiritualidade

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Sandra, segundo depoimento feito num programa de TV, foi atacada pelo maníaco do Parque, como ficou conhecido o jovem Francisco, que estuprou e matou moças, em São Paulo. Conseguiu se livrar dele e narrou a sua história, ainda traumatizada.

Fora passear no Parque Ibirapuera, muito aflita, porque tinha se separado do marido, ficando com uma filha ainda pequena. Estava desempregada.
O quadro emocional de Sandra, em razão disso tudo estava repleto de infelicidade, vulnerabilidade, carência.
Seus canais de energia estavam descontrolados, abertos, densos e desorganizados.

Aflita, a moça pede um caminho, mas o apelo se irradia por seu corpo e não ganha altura. Seu grito está sufocado pelo medo e impotência diante da adversidade.

Francisco, peregrina pelo Parque do Ibirapuera também. Traz um histórico de criança desamada que fragmenta seus impulsos e aliena seus sentimentos. Fragilizado e com o emocional desorganizado perambula antenando tudo e todos, a procura de um caminho, buscando algo que apague toda a mágoa que incendeia seu coração.

Permitam-me um aparte, nessa narrativa. Pedir, não significa somente a verbalização clássica: me dá um cigarro, empresta-me dinheiro, quero ganhar na loteria, você quer namorar comigo?
Você pede, também com o olhar, através dos seus pensamentos, pela qualidade de sua energia, com o “perfume” que se irradia do seu corpo e até por seus sonhos.

Sandra, lá no parque, estava pedindo. Atentem, todavia, para um detalhe, ela pedia com a voz do medo e da ansiedade. E a resposta veio. O maníaco passava por ali e OUVIU/SENTIU/VIU o apelo de Sandra e a SINERGIA se deu.

A respeito disso há um livro interessante intitulado “Somos todos inocentes” da Zibia Gasparetto, que narra um caso interessante, envolvendo uma criatura que aparentemente era bondosa e generosa.

Maria, a personagem desse livro, não era exatamente uma pessoa boa, ela tinha medo das pessoas, acreditava na violência e fugia de situações que pudessem envolve-la. Se alguém aparecia na sua porta, disponibilizava sempre algo, mais com a intenção de se livrar e temendo ser roubada que propriamente por um impulso de bondade. Enfim, era uma mulher cheia de medos e instabilidade. Tanto acreditou na violência, que acabou disponibilizando sua própria energia para a criação de fatos que escandalizaram a sociedade e a envolveram numa tragédia que complicou sua vida.

Esta situação e tantas outras podem se tornar uma fonte de desastres, desilusões e violências. Há pessoas que atraem o mal, ficam a mercê da violência. É sempre oportuno lembrar que somos criaturas divinas e temos o dom natural de organizar, dar movimento e qualidade à energia cósmica. Nesse processo você pode idealizar e materializar sonhos, conquistar projetos, mas também envolver sua existência em acontecimentos desastrosos. É uma questão de opção. Você pode escolher entre pensar no Mal ou no Bem. Agora, depois que pensou, é complicado desfazer o processo. Um outro lembrete: junto de você, nesta e noutra dimensão, estão criaturas que aguardam sua disponibilidade energética para agir. Finalmente, um último aviso: Seus pensamentos determinam sua história vivencial.

Continuemos, então, o nosso caso. Sandra e Francisco abriam seus canais, realizavam seus “eventos” internos a procura de algo que lhes desse prazer e paz. Cada um “falava” com o Universo a sua “linguagem”. Sandra, com a voz do medo e da insegurança. Francisco, falava das suas mágoas e ódios.

Em um dado momento, Francisco encontrou Sandra e tentou iludi-la, com uma proposta de emprego. A moça, no entanto, apesar de estar ou ter ficado no caminho do maníaco, teve um momento de lucidez, de vigilância interna e conseguiu se livrar da ação doentia do estuprador.

Em nossa existência atua a lei de misericórdia. Ela age sobre todos os seres, para que no tempo certo, tudo se transforme, nada se eternize, a não ser o BEM. E Sandra conseguiu acessar esta Lei, livrando-se do perigo. Foi seu momento de libertação, de desatar os nós de sua vida, porque a partir desse fato ela teve consciência de si própria.

Enquanto isso, dias depois o maníaco foi preso e teve interrompido seu processo de insanidade. Seu momento tinha chegado.

Como nos elementos, as criaturas têm seu ponto de saturação, suas zonas limítrofes, permeadas por aquela ação divina mencionada.
Uma pessoa, no seu limite de fragilidade ou animalidade, pode estar no ponto de metamorfose/renascimento.

O maníaco estava no seu limite de animalidade, prejudicando a vida das pessoas e acabou sendo preso. Segregado da sociedade, poderá realizar sua metamorfose e renascer para novas experiências existenciais. Merece a punição? Sim. É um ser espiritual como todos nós, com compromissos diante de Deus.

Sandra, no auge da sua dor e fragilidade, foi resgatada por um “insight” interno ou por uma ação espiritual que a protegeu naquele instante e se livrou de um processo violento.
Desvencilhando-se de Francisco despertou para novos rumos, compreendendo que apesar das perdas e dores precisamos estar atentos na vida. E com essa consciência realiza sua transformação.

Ambos entraram no processo de metamorfose. Um pagando por seus crimes e aprendendo novos caminhos. A outra, com certeza vai entender constantemente que apesar das dificuldades, Deus está sempre presente em nossa vida.


por Wilson Francisco


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Sobre o autor
Wilson Francisco é Terapeuta Holístico, escritor e médium espírita. Desenvolve o Projeto Mutação, um processo em que faz a leitura da alma da criatura e investigação do seu Universo, para facilitar projetos, sonhos e decisões, descobrindo bloqueios, deformidades e medos que são reprogramados energeticamente. Participe do Projeto Mutação confira seus artigos anteriores
Email: wilson153@itelefonica.com.br
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