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Auto-Estima

por Maria Guida
Publicado dia 27/01/2003 11:39:43 em Espiritualidade

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Capítulo 13

Informação aos queridos amigos e amigas que acompanham as lições do Guia.
Os artigos e os exercícios estão sendo lidos, durante a semana em que ficam em destaque, por mais de 5.500 pessoas, e está sempre aumentando o numero dos comentários sobre as lições. Já temos as lições anteriores lidas mais de 7.000 vezes, pois com certeza, muitos que estão entrando agora acabam querendo ler também os outros capitulos.

Chegando agora quase no fim do livro, podemos perceber como foi importante ter começado com esta jornada rumo à evolução interior e esperamos poder proporcionar outros “Caminhos” nesta mesma formatação quando este se encerrar...
Agradecemos a todos de coração pela preciosa contribuição e carinho.

Sergio Scabia


Auto-estima

Quando eu estive pela primeira vez num terapeuta, e ele me perguntou porque é que eu estava procurando ajuda, eu disse a ele que estava ali porque não sabia mais o que fazer comigo mesma.

Ele sorriu e me disse: - Você acha que algum ser humano sabe?

Eu ri, também, reconhecendo que havia naquela minha expectativa de sempre saber tudo, uma espécie qualquer de autoritarismo, rigidez, ou excessiva necessidade de controle.
A verdade é que eu me sentia dividida, e cada parte de mim achava que a outra estava fora de controle.
Uma parte julgava-se culpada por todas as coisas ruins que tinham acontecido a mim e a meus filhos, e, para punir-se, submetia-se a uma rotina massacrante, sobrecarregando-se com uma dupla jornada de trabalho e agendas impossíveis de serem cumpridas, não se permitindo nenhuma oportunidade de lazer ou descanso.

A culpa me impedia também de dizer não a qualquer solicitação de superiores, amigos e familiares, o que transformava todos os meus dias em verdadeiros calvários.
A outra parte de mim, ansiava por liberdade, prazer, felicidade, conforto, distração. E aproveitava todas as chances para divertir-se ou dar-se algum tipo de compensação, como por exemplo, comprar roupas e acessórios de que não precisava, ou comer exageradamente. Foi aí que comecei a engordar.
Uma outra parte de mim, queria para si a beleza serena de quem está em paz consigo mesma. E por não conseguir alcançar esse patamar idealizado, julgava-se indolente, indisciplinada, distraída, perdulária, irresponsável.

É bem fácil imaginar o quanto essa situação me torturava. Eu me odiava por me julgar e me punir, me rebelava contra a punição, me desprezava por não conseguir alcançar o equilíbrio desejado, e por isso mesmo me odiava ainda mais. Resumindo, segundo que diz o Guia, eu oscilava entre auto-indulgência e autocondenação.

Quando procurei o terapeuta, essas oscilações aconteciam inúmeras vezes num mesmo dia, transformando a minha vida num caos e num inferno.
Foi doloroso reconhecer que aquela situação havia sido criada por mim mesma. Sua origem estava no meu orgulho. Na minha incapacidade de pedir ajuda. No meu medo de errar.

Meu medo de pedir ajuda e não ser socorrida, ou de atrair para junto de mim alguém que se aproveitasse da minha fraqueza era tanto, que eu preferia me sobrecarregar, sendo cruel e impiedosa comigo mesma.
Examinando ainda mais profundamente meus sentimentos, percebi que eles tinham origem numa enorme falta de confiança nas pessoas, mesmo naquelas a quem eu mais amava.
Eu não confiava nelas, e mascarava minha desconfiança com um desprendimento artificial, um excesso de hospitalidade e companheirismo, que acabava atraindo para mim pessoas em quem realmente não se pode confiar.
Cada vez que uma dessas pessoas me traía ou prejudicava, eu ficava chocada, magoada, e confiava ainda menos.

Nessa época, eu estava tendo os primeiros contatos com a Fraternidade Branca e com a chama violeta. Um dia, enquanto pronunciava em voz alta os decretos, vi se formar diante de mim a figura de uma mulher. Observando melhor minha visão, percebi que ela tinha o rosto muito parecido com o meu. A expressão era dura, o olhar agressivo, quase raivoso. Mas, ao contrário do meu, seu corpo era esguio e alto. Vestia uma armadura e carregava uma lança, ainda mais alta do que ela. Seus cabelos vermelhos e ondulados, esvoaçavam revoltos, para fora do elmo. Percebi que ela era uma parte de mim. A parte que me defendia e lutava. A parte que faria tudo para me manter de pé. Prestando um pouco mais de atenção, vi que a armadura tinha marcas profundas de golpes. Estava toda amassada. O rosto, sujo de fuligem. A mão que segurava a lança sangrava.

Percebi que ela era a personificação de minha força, de tudo em mim que era combativo, da parte de mim que sofria as conseqüências de todos os castigos e lutava para sobreviver a todas as situações de risco a que eu me expunha, propositalmente, para conseguir as migalhas de prazer de que eu precisava para continuar a viver.

Enquanto eu olhava para ela, senti um aperto no coração, uma vontade de chorar. Eu me perguntava como podia ter feito aquilo a mim mesma, e como poderia fazer para dar um pouco de descanso àquela parte de mim, que parecia prestes a sucumbir.
Então me ocorreu que se eu cuidasse um pouco melhor de mim, me protegesse mais, ela poderia relaxar, recobrar as forças, descansar.
Quanto mais eu olhava, mais crescia em meu coração a compaixão e a vontade de poupar aquela parte de mim de tanto esforço e sofrimento.

Foi aí que a expressão dela mudou. Seu rosto suavizou-se, ela respirou profundamente, relaxou a postura rígida e defensiva em que se encontrava. Seus olhos encheram-se de lágrimas, mas ela sorria agradecida.
Também chorei bastante, e a partir daquele dia, contratei uma empregada, fiz ver aos meus clientes que precisava de descanso, mudei minha rotina, e comecei calmamente a planejar minha carreira de roteirista free-lancer.

Alguns anos se passaram e eu ainda me vejo ás voltas com os mesmos problemas.

Mas a tomada de consciência existe, ela é real.Estou cada vez mais consciente das oscilações entre autopunição e auto-indulgência, e quando sinto que minha auto-estima está baixa, observo a mim mesma e tento me perceber como um ser humano igual aos demais, com todo o potencial para crescer e ser amado, com qualidades e defeitos. Procuro ver a força que existe na rigidez, a coragem contida na agressividade, a alegria que há na busca desenfreada do prazer, a tranqüilidade na preguiça, a flexibilidade na indisciplina, a liberdade na irresponsabilidade.

E é assim, que consigo, lentamente, passo a passo, centímetro por centímetro, ir dosando, equilibrando, harmonizando, e principalmente, conhecendo, todos os mais ínfimos pedacinhos de mim.

Conhecendo-os tão de pertinho, e tentando dar a cada um deles a profundidade e intensidade necessárias a cada momento, espero poder integrá-los numa peça única, uma obra de arte que coloco, a cada momento, ainda inacabada, aos pés do Universo, dos mestres ascensionados, do Incriado Ser Supremo, a quem retornarei sempre bela, fulgurante e inteira, do jeitinho que ele me criou.

Maria Guida



- Formula de Florais do Cap. 13
Veja clicando aqui o artigo e a Formula Floral sugerida por Thais Accioly



- A meditação sugerida por Rúbia Americano Dantés para o Cap. 13:
"A minha Auto-Estima vem do reconhecimento da minha Origem Divina".
Para Meditar sobre essa frase, clique aqui




- Exercício de Imagens Mentais do Cap. 13:

Sinta-se, perceba-se ou imagine-se dentro de uma bolha leitosa que reflete o seu isolamento e a sua excessiva atenção na sua auto-desvalorização.

Sentindo-se incapaz de entrar na roda da vida, saiba que o excesso de critica e julgamento fez isso com você.

Respire uma vez e juntando toda a sua força rompa esta película branca e sentindo-se como um pássaro que nasce, voe o mais alto que você pode e aí de cima escolha um lugar onde você é aceito como é.

Então pense neste lugar e sinta-se aceito!

Respire e abra os olhos

Izabel Telles


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