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Como vencer os medos de cor azul Céu


Homem feliz é aquele que, ao despertar, se reencontra com prazer e se reconhece como aquele que gosta de ser. – Paul Valery

Para vencer um medo azul céu é preciso ser e se manter feliz, resgatar o prazer em viver e se libertar das amarras e sofrimentos da vida! É preciso sentir a liberdade em si para se expressar naturalmente. É preciso reconhecer os preconceitos que aprisionam o ser, mesmo que isso não seja tão fácil de se reconhecer e conseguir. E, além disso, é preciso saber “o que”, “do que” ou “de quem” é preciso se libertar... Na busca da liberdade de ação e expressão, esses são fatores e questionamentos que afligem quem alimenta um medo desse tipo.

É preciso olhar para a própria vida pelo prisma da lógica essencial, tomar as decisões necessárias e, então, definir e redirecionar o que vem impedindo o prazer e a alegria na vida. É preciso gostar de si e das pessoas com quem se convive, do local onde se vive e também de onde se trabalha, realizar-se com a profissão que se tem e sentir-se suprido materialmente ao atuar nela, suprir-se ao poder amar e regozijar-se ao sentir-se amado, alimentar os bons sentimentos e pensamentos e perceber o que vale a pena manter ou o que é preciso eliminar. E, então, ter coragem de acabar com o que é preciso e de continuar com o que vale a pena. Tendo o termômetro dessa medida unicamente no próprio coração. Livre de influências e de preconceitos. Próprios ou alheios. E, o grande momento da vitória sobre esse medo, consiste em conseguir tomar as ações devidas para que essa liberdade possa aflorar e devolver o prazer em viver.

Por serem comuns a quem está aprisionado por um medo azul céu, duas reações que aparecem isoladas ou conjuntamente, precisam ser reconhecidas e eliminadas. É preciso encontrar em si as posturas intolerantes ou as permissivas. Elas precisam ser observadas, compreendidas no mal que ocasionam a si e aos relacionamentos que se mantém e somente serão efetivamente eliminadas pelos atos contínuos do perdão a si mesmo. Perdoar-se pelo simples fato de se nutrir a intolerância e a permissividade - conscientemente, ou não - provocando e alimentando “estragos” nas relações e condutas. E, isso somente será possível pela descoberta da causa de tais posturas que afloram dos preconceitos acumulados.

Quando falamos de preconceitos nos referimos àquelas "idéias pré-concebidas" que formamos em nossas mentes e que nos fazem acreditar e continuar acreditando em vários aspectos "irreais" que impedem ações equilibradas e fragilizam a continuidade de nossas vidas.

Muitos desses preconceitos provocam descrenças, estimulam dúvidas e causam desânimo. Parece que a maioria das coisas que se vive não vale a pena... A necessidade de se libertar das situações que, ao final, a própria pessoa criou para si mesma, e a dificuldade em saber o caminho para se libertar, já que em alguns momentos está tão difícil saber quem se é, o que se quer de verdade, quem é o outro, ou o que é aquilo que vem lhe atrapalhando, geram questionamentos que provocam uma grande necessidade de reconhecimento.

É preciso saber o que realmente precisa ser como é, o que deve ser mantido, o que deve ser evitado, o que pode ser feito, o que precisa ser eliminado... Essas são as respostas que devem ser buscadas para os medos azuis claros.

É preciso sentir-se e SER LIVRE para atuar, para alcançar, para ir e voltar. Encontrar a almejada liberdade. Conseguir fazer o que é necessário SEM CULPAS! Com a tranqüila serenidade tão lúcida do que se quer e do que é correto se querer de forma que nada interfere em sua decisão interior. Somente essa condição lúcida na expressão do próprio poder, ausente de preconceitos, pode gerar o equilíbrio necessário para que as leis, as regras, as situações ou os fatos realmente essenciais sejam respeitados e mantidos sob domínio.
Na realidade, justamente os próprios preconceitos e os resultados inadequados das ações tingidas por eles é que aprisionam e realimentam o processo e isso pode ocorrer mesmo que se tenha uma força atenta às ações que envolvem a espiritualidade na vida.

É preciso revestir-se de ânimo. Pensamentos limpos saudáveis que estimulem e eliminem qualquer desânimo. É preciso resgatar o "Prazer”! Prazer em viver, em receber reconhecimento e em reconhecer, em acertar, em perceber bons resultados! Esse prazer é básico a uma Sobrevivência Plena na Vida. E essa plenitude faz grande falta, não é mesmo?

Ë ainda necessário positivar a auto-imagem que, comumente, é muito atingida pelo desafio interior e contínuo nos testes do próprio poder. Um caso que demonstra como os medos azuis claros podem se agravar e afetar até fisicamente alguém, é aquele apresentado por um senhor descrente da possibilidade de algum dia ser realmente amado por seus parentes, já que sua postura, a vida toda, havia sido de total intolerância com tudo e com todos. Nesse caso, a raiz do medo azul céu estava no perfeccionismo “sem escolha” que ele desenvolvera desde criança ao tentar provar para os outros que ele sempre dava certo, que tudo o que fazia era correto, que nunca cometera uma falha ou erro, que suas escolhas eram as melhores, e, o pior, que todos deveriam fazer tudo como ele. Já que, sempre, suas condutas eram as mais acertadas. Era a intolerância em pessoa, mesmo! E isso, simplesmente porque ele próprio era o primeiro a não acreditar, de verdade, em tudo o que tentava demonstrar! Ele era o maior descrente de seu valor pessoal e, por essa razão, um aglomerado de resultados ruins nas experiências passadas estruturavam o seu maior preconceito: a descrença em si mesmo.

Dá pra imaginar os problemas que lhe afetavam a saúde? Sua digestão era péssima, tinha sérios comprometimentos em alguns órgãos de seu aparelho digestivo, sua visão sempre com problemas, enfrentava uma série de alergias que afetavam principalmente sua pele e, estava começando a sofrer de uma doença que dificultava, principalmente, os movimentos de seus braços.A receita para vencer o medo azul céu é: tome consciência e liberte-se! Elimine e desenvolva o domínio frente aos preconceitos de sua vida. Isso é necessário para que se possa dominar o processo e vivenciar a almejada liberdade. Essa é uma regra para se resgatar o equilíbrio e a harmonia na vida.

Decidir é o primeiro passo. Ter coragem para encarar as mudanças internas necessárias, o segundo. Abrir-se às mudanças para renovar-se, para ver e enxergar a realidade claramente e, acima de tudo, exercitar a compaixão. Aquela forma de amor que aceita e respeita o ser em suas limitações e propõe a solidária ajuda no crescimento alheio pelo respeito às limitações observadas em si e no outro. Essa é uma forma de amar de verdade! Pode talvez doer um pouquinho, em alguns momentos. Mas, os resultados irão proporcionar uma paz tão infinita e profunda, a quem continuar a escalada rumo à liberdade com coragem e resignação, que valerá a pena.

A coragem é necessária para enfrentar e manter alimentadas as forças necessárias e a resignação para que cada nova ação seja tingida pela doação equilibrada ao outro e a si mesmo, pelo exercício da compaixão, pela valorização do outro e de si mesmo, no mais pleno exercício de Amor. Afinal, sem dúvida, qualquer atitude necessária à melhoria da vida, se ocorrer com a vibração do verdadeiro amor, trará a harmonia e o sucesso almejados.


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Isabel Romanello é Co-fundadora da Equilíbrio Essencial com
J. Ervolino Neto, que atuam como coordenadores de cursos, eventos
e como Terapeutas em atendimentos individuais e na área empresarial.
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