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Cuidar de nossa mente exagerada

Cuidar de nossa mente exagerada
Publicado dia 15/01/2009 13:04:05 em Espiritualidade

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Em sua última visita ao Brasil, Lama Gangchen Rinpoche comentou: “Nós exageramos as conseqüências de nossos pequenos erros”.

Esta frase tem me acompanhado desde então. Tenho observado como facilmente reagimos de modo exagerado. Caiu? Quebrou? Perdeu? Esqueceu? Ok, podemos lidar com isso sem nos causar danos extras!
Todos estes eventos corriqueiros podem se tornar verdadeiros treinos para criarmos uma maior tolerância com nossa mania de autoperfeição.

O budismo nos inspira a seguir o caminho do meio, isto é, a não levar a vida em extremos - esforçando-nos muito para ser o que não somos, nem nos subestimando, achando que somos incapazes de fazer algo para melhorar.

Chögyam Trungpa escreve, em seu livro Além do Materialismo Espiritual: “Precisamos trabalhar com uma espécie de caminho do meio, um estado completo de sermos como somos. Poderíamos descrevê-lo com uma porção de palavras, mas temos realmente que passar por ele. Se você começa, de fato, a viver o caminho do meio, então, irá enxergá-lo, irá encontrá-lo. Você precisa permitir-se confiar em si próprio, confiar em sua própria inteligência. Somos pessoas incríveis, temos coisas incríveis dentro de nós. Temos simplesmente que nos deixar ser. Auxílio externo não pode nos oferecer ajuda. Se você não está disposto a se permitir crescer, então cairá no processo autodestruitivo da confusão. Aqui temos autodestruição ao invés de destruição por outra pessoa. Eis por que isso é eficaz: porque é autodestruição”.

Exagerar as expectativas sobre nossas próprias condições também nos causa problemas. Quando nos imaginamos sendo capazes de fazer o que na realidade não temos condições, estamos nos traindo, nos abandonando. É como dirigir um carro com gasolina na reserva e achar que vai dar para chegar aonde queremos, simplesmente porque queremos chegar. Quando a gasolina acaba, de acordo com a sua real condição, ficamos surpresos, frustrados e desconcertados. Ficamos com raiva de nós mesmos por termos nos colocado naquela situação. Não podemos nos abandonar: ficar na estrada sem gasolina...

Podemos aprender a ser diretos com nós mesmos: ser sinceros com o nosso real tamanho. Passo a passo. Aliás, se os outros não vêem nossas reais condições e nos incentivam a ultrapassar nossos limites, é de nossa responsabilidade reafirmá-los!


por Bel Cesar

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Sobre o autor
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Bel Cesar é psicóloga, pratica a psicoterapia sob a perspectiva do Budismo Tibetano desde 1990. Dedica-se ao tratamento do estresse traumático com os métodos de S.E.® - Somatic Experiencing (Experiência Somática) e de EMDR (Dessensibilização e Reprocessamento através de Movimentos Oculares). Desde 1991, dedica-se ao acompanhamento daqueles que enfrentam a morte. É também autora dos livros `Viagem Interior ao Tibete´ e `Morrer não se improvisa´, `O livro das Emoções´, `Mania de Sofrer´, `O sutil desequilíbrio do estresse´ em parceria com o psiquiatra Dr. Sergio Klepacz e `O Grande Amor - um objetivo de vida´ em parceria com Lama Michel Rinpoche. Todos editados pela Editora Gaia.
Email: [email protected]
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