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Deus é Japonês... e nós somos o Mario

Deus é Japonês... e nós somos o Mario
Publicado dia 07/04/2011 17:14:41 em Espiritualidade

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Que Mario? Aquele... er... não vou ser indelicado com as jovens senhoras que visitam meu blog, mas aviso logo que este é um post para a geração que cresceu jogando Super Mario. Eis que eram altas horas da madrugada e a conversa com meu (Que apelidarei de agora em diante de `Toad´, pois o riso de deboche que este cogumelo fazia toda vez que ganhava de mim me traumatizou.) interlocutor(*) - Mestre em Botânica e Mario Kart - enveredou para o metafísico. Uma velha discussão sobre individualidade depois da morte se diferenciou das demais pelo nível de metalinguagem alcançado, que pode fazer com que um tema espinhoso como o sentido da Vida se torne mais compreensível para gamemaníacos, pelo menos:

Toad: ...você assumir que nós vamos voltar para a Fonte é assumir a perda da sua individualidade, ou seja, uma morte definitiva e o suposto despertar de um Ser Supremo ou de um "braço" deste ser supremo. Mas o que acontece é que: primeiro, o Criador se distingue da criação. Como demonstrar isto? O Criador, por ser onisciente, não pode se auto-obstruir. Além do que não faria sentido se fazer identidade para conhecer o que já é por Ele conhecido. Percebe?

Acid: Humm... Não estou seguindo esse raciocínio. Acho que o horário não favorece esse tipo de abstração.

Toad: Heuhehe. Deixe-me ver se consigo escrever algo mais com cara do horário, tipo, simples e direto: assim, ou somos todos Deus, ou há distinção entre Criador e criatura, certo?

Acid: Depois de morto?

Toad: Agora, vivos. Ou depois de morto também, tanto faz. Ou há esta distinção entre Criador e criatura, ou não há.

Acid: Hum

Toad: Então, supondo que não haja... Que todos somos Deus, neste caso, cada um de nós teria uma identidade ilusória.

Acid: Isso. Pegadinha do Mallandro.

Toad: Hueheuheuheu isso aí. Mas cada uma dessas identidades ilusórias tem como principais características a liberdade de escolher e a vontade de conhecer, a sede pelo conhecimento. Bom, mas Deus, em suas características de ato puro, primeiro motor, onisciente, onipresente etc. não precisa conhecer, visto que é onipotente e onisciente, e por isso também não precisa escolher, pois todas as suas escolhas estão em ato, já que é ato puro.

Acid: E se formos apenas um Second Life de Deus?

Toad: huahauhauhauhauhuahua

Acid: Com inteligência artificial! Aprendemos por nós mesmos.

Toad: Então, faz mais sentido, mas não com inteligência artificial. É um Second Life com seres, digamos, "independentes". Eles têm a liberdade de escolha por eles mesmos, têm vontade própria e sua sede de conhecimento condiz com o tempo de sua existência, com suas experiências, percebe?

Acid: Liberdade dentro do confinamento, dentro do jogo.

Toad: Aí faz mais sentido a distinção entre Criador e criatura. Mas pense que o cara que bolou o jogo o fez do modo mais perfeito possível para que essas criaturas pudessem exercer o seu arbítrio.

Acid: Shigeru Miyamoto é Deus e Mario é sua criatura.

Toad: Analogamente. Mas pense em Mario como um ser autônomo, e não como uma projeção de Miyamoto.

Acid: Então Deus é japonês. Resolvido o mistério.

Toad: huahuhhauhauhua

Acid: E se Mario JURA que é autônomo? Mas na verdade ele só faz o que Miyamoto PERMITIR que ele faça?

Toad: Miyamoto ama o Mario como filho, só quer o bem dele. Mas Miyamoto permite que Mario escolha.

Acid: Mario tem uma historia, tem irmão, tem amante, inimigos, trabalho, tem a meta de vida dele. Anda até de kart pra se divertir. Mas ele não conhece Miyamoto.

Toad: Mas ele intui a presença de Miyamoto.

Acid: E ainda assim ele é Miyamoto.

Toad: E Miyamoto se faz conhecer.

Acid: Isso! E quem sabe até se conheça em Mario.

Toad: Mario então descobre que pode escolher entre buscar o pai dele e descobrir o êxtase eterno que existe no sentimento que há na relação dos dois, ou fugir para sempre do pai. Mas se Miyamoto já conhecer Mario e o cenário do jogo por completo, então não precisa se conhecer do mesmo modo. Se Deus é onisciente, conhece tudo o que foi, tudo o que é e tudo o que será, tudo o que poderia ser e o que jamais poderia ser, então não tem o que conhecer na criação.

Acid: Você acha que Miyamoto não joga Mario kart?

Toad: Não sei se joga. Se Miyamoto conhece todo o jogo, não tem o que conhecer em Mario.

Acid: Apesar de conhecer tudo ali? É a experiência, Toad!

Toad: Isso aí. Miyamoto precisa de experiência. Deus é onipresente; experiência leva ao conhecimento.

Acid: Não, é a experiência de jogar!

Toad: Miyamoto conhece a configuração, mas precisa da prática para conhecer mais.

Acid: É o viver! Estar.

Toad: Deus não precisa da prática para conhecer, pois já conhece.

Acid: Viver em Jesus deve ter sido uma experiência e tanto.

Toad: Esse é um baita mistério. É o amor. Não foi uma experiência no sentido de vivenciar algo para conhecer.

Acid: "Não acredito em um Deus que não joga Mario Kart".

Toad: huahuahuahuahua

Acid: Miyamoto já conhece Mario Kart.

Toad: A experiência em Cristo foi caridade pura.

Acid: Até você já conhece Mario Kart! Jogar é uma experiência supraconhecimento. É uma comunhão. Taí: comunhão.

Toad: Mas algo como Cristo, seria assim: Miyamoto viu que Mario, em vez de salvar a princesa, só queria andar de kart, pular em cima de tartaruga e jogar casco nas outras, e muito menos queria saber de seu criador. Então Miyamoto encarnou em Yoshi/ Yeshua.
Então o Yoshi veio para ajudar Mario a retomar sua linha, assumir seu compromisso com a princesa e assim, quem sabe, decidir, pelo amor por ela, amar verdadeiramente, ir para junto de seu pai. Para isto, Yoshi levou Mario até o castelo, mas Luigi, que estava se divertindo com Mario, não gostou e sacrificou Yoshi...

Acid: Aí Miyamoto usou o “Continue”.

Toad: (sai cada coisa a essa hora da madruga... hueheuhue). Isso, e Yoshi ressuscitou...

Acid: Espero que não estejamos blasfemando.

Toad: Agora com asinhas.Acid: HahAHhAHaHHAHA!

Toad: Eu também.

Acid: Asinha foi genial!

Toad: Meu irmão... Precisamos escrever isso.
Mas pô, a analogia foi boa.
Yoshi, Yeshua.
O sacrifício.
Luigi irmão do Mario.
O acusador e aquele que foi salvo.
Foi bem construído.

Acid: Judas era o (O rival do Mario no game, que representa o oposto, o lado sombra do Mario) Wario(*).

É isso. Esse é um bom ponto de partida pra debatermos a nossa experiência com Deus, a relação (se é que existe) Criador/criatura, a diferença entre as doutrinas, etc.

por Acid

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Sobre o autor
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Acid é uma pessoa legal e escreve o Blog (Saindo da Matrix).
"Não sou tão careta quanto pareço. Nem tão culto.
Não acredite em nada do que eu escrever.
Acredite em você mesmo e no seu coração."
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