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Diálogos VIII

por Wagner Borges
Publicado dia 23/05/2008 14:56:19 em Espiritualidade

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Certa vez, um discípulo perguntou ao sábio Narada:
- Mestre, como vencer o ego e seus tormentosos agentes da dor?
O sábio sorriu e olhou-o generosamente.
Seus olhos brilhavam com a inspiração divina. Parecia que as estrelas estavam em seus olhos e miríades de dimensões dançando em seu sorriso.
Com admiração, ele disse:

"Siga com Krishna no coração, meu amigo.
Ele lhe ajudará na dissolução de suas dores e desarmonias.
Quando Ele aparecer no centro do seu olho espiritual, lhe dirá: Venha!
Então, siga com Ele".

Observando que o discípulo continuava olhando-o, sem entender a mensagem, o sábio lhe disse:

"Meu filho, o corpo é uma jaula. Dentro dela, no seio de sua alma, mora um tigre feroz. Ele é o ego!
Você está todo ferido, cheio de dentadas e severos arranhões.
Você e o tigre são prisioneiros da mesma ilusão.
Vocês estão acorrentados pela ignorância.
Mas, alguém viu seu sofrimento e veio lhe ajudar.
É Krishna!
Ele abre a porta da jaula, parte as correntes, desaparece com o tigre e somente sorri para você.
Ele diz: Venha! Vamos entrar na consciência cósmica e viajar nas trilhas do amor sem dramas”.

Narada olhou para o discípulo e lhe perguntou:

“Compreendeu?
Então, vá”!

P.S: Esse texto foi escrito de improviso no quadro de aula, durante uma prática energética do grupo de estudos do IPPB, com cerca de 140 pessoas presentes.
Nota: Os sete textos anteriores estão publicados no livro “Falando de Espiritualidade”; Wagner Borges – Editora Pensamento.


OITO PÉROLAS DO ENSINAMENTO DE SHANKARA

1. O (Atman - o espírito; o ser imperecível; a centelha vital do divino; a essência espiritual.) Atman(*) é autoluminoso, porque não necessita de sol e nem de luz nenhuma. Sua luminosidade é o conhecimento e manifesta-se igualmente através de todos os objetos. Sua luz não é o oposto da escuridão. Porém, até mesmo o sol, como todos os corpos incandescentes, depende de certas combinações para iluminar-se, e, ainda que combata a escuridão, nunca chega a eliminá-la por completo.

2. É estranho que um indivíduo, sabendo muito bem que seu corpo lhe pertence como qualquer móvel, siga condicionado com a idéia de que é o corpo.

3. Sou, em verdade, (Brahman - O Supremo, O Grande Arquiteto Do Universo, Deus, O Amor Maior Que Gera a Vida. Na verdade, O Supremo não é homem ou mulher, mas pura consciência além de toda forma. Por isso, tanto faz chamá-lo de Pai Celestial ou de Mãe Divina. Ele é Pai-Mãe de todos.) Brahman(*), sendo equânime e imperturbável. Minha natureza é existência, conhecimento e bem-aventurança – ( Sat-Chit-Ananda - Sat: `O Ser´ - Chit: `Consciência´ - Ananda: `Bem-Aventurança´. É um mantra muito utilizado pelos iogues. Significa que o atman (essência divina, espírito) está consciente e tem a nítida percepção cósmica de que está completamente permeado pela onipresença de Brahman no centro do coração espiritual.) Sat-Chit-Ananda(*). Não sou o corpo, em nenhuma forma, seja densa, sutil ou causal. A isso os sábios chamam o verdadeiro conhecimento.

4. O fogo do conhecimento, que foi aceso pelo discernimento, queima, até a raiz, os efeitos de (Avydia - ignorância.) avidya(*).

5. Para aquele que foi mordido pela serpente da ignorância, o único remédio é o conhecimento de Brahman. De que podem lhe servir os Vedas, os ( Mantra – palavra oriunda de Manas: Mente; e Tra: Controle. – Literalmente, significa `Controle da mente´.
Determinadas palavras evocam uma atmosfera superior que facilita a concentração da mente e a entrada em estados alterados de consciência. Os mantras são palavras dotadas de particular vibração espiritual, sintonizadas com padrões vibracionais elevados. São análogos às palavras-senhas iniciáticas que ligam os iniciados aos planos superiores.
Pode-se dizer que os mantras são as palavras de poder evocativas de energias superiores. Como as palavras são apenas a exteriorização dos pensamentos revestidos de ondas sonoras, pode-se dizer também que os mantras são expressões da própria mente sintonizada em outros planos de manifestação.) mantras(*), as escrituras ou outros remédios?

6. Um ator pode vestir-se especialmente para uma representação, mas é sempre a mesma pessoa por baixo da roupa. Da mesma maneira, o perfeito conhecedor de Brahman sempre é Brahman, e nada mais.

7. A renúncia externa não tem muita eficácia. Abdicar do corpo ou do bastão e do pote de água, que são as insígnias de um monge, não significa liberação (moksha). Esta consiste na dissolução do nó do coração, a ignorância primária.

8. Se uma folha cai num rio ou numa encruzilhada, ou até mesmo num lugar santificado por Shiva, que bem ou mal pode causar à árvore? A destruição do corpo é como a queda da folha, flor ou fruto. Não afeta em nada o atman, que é nossa verdadeira natureza. Este sobrevive, como a árvore.

- (Shankara: sábio hindu do século 9 d.C. - Autor de um livro clássico do Hinduísmo: `Viveka Chuda Mani´. Também é um dos epítetos do deus Shiva, um dos aspectos da trimurti hinduísta: Brahma – O Criador; Vishnu – O Preservador; e Shiva - O Transformador.
Logo, Shankara é considerado como um dos avatares de Shiva.
Obs.: A tradução literal de Shankara é `Aquele que dispensa bênçãos´ – `dispensador de bênçãos´; ou seja, Shiva e, por extensão, os seus avatares.) Shankara(*) -


VIAGEM AO ESPAÇO INTERIOR

- Por (Darshan Singh (1921-) é mestre iogue do Surat Shabda Yoga (Índia). Este texto é uma ótima síntese sobre a importância da projeção consciente e foi extraído do opúsculo `O Desafio do Espaço Interior´.) Darshan Singh(*) -

Desde tempos imemoriais, os santos e os profetas nos estão dizendo que, assim como temos mundos e universos externos, também temos mundos e universos internos. Falam-nos das viagens por estes mundos interiores, e as escrituras de todas as grandes religiões fazem referências a essas viagens místicas, cujo propósito ultérrimo é a comunhão da alma com o seu Criador.
É um fato que esta verdade é a alma das tradições esotéricas e religiosas, que nos têm chegado desde os tempos mais remotos. Essas tradições não só afirmam que o homem é uma entidade espiritual, uma entidade que sobrevive à morte física, senão que essa entidade ou alma pode elevar-se sobre o corpo - ainda enquanto vivo - e penetrar à vontade nos reinos existentes mais além deste mundo físico. Pode ser que para a Ciência a viagem ao espaço externo seja uma nova concepção, porém a viagem ao espaço interior tem sido parte integral do misticismo desde o alvorecer da história.


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Sobre o autor
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Wagner Borges é pesquisador, conferencista e instrutor de cursos de Projeciologia e autor dos livros Viagem Espiritual 1, 2 e 3 entre outros.
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