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Dormir acordado


Gabriel Garcia Marques, em seu leito e aguardando o desfecho desta encarnação, escreveu recentemente uma carta para seus amigos e, em uma das frases disse:
“A cada minuto com os olhos cerrados, perdemos sessenta segundos de luz”.

Estava referindo-se à necessidade de não dormir e de ficar desfrutando o que lhe resta, nesta encarnação, de vida material. Uma visão muito pequena para um grande homem, certamente. Mostra seu apego à matéria e, erradamente, crer que tudo aqui começa e aqui termina.
Na realidade, dependendo do ângulo pelo qual analisamos esta afirmação, discordo do ponto de vista dele.

Não perdemos nada se cerramos nossos olhos para apreciamos a nossa natureza e nos fixamos no verdadeiro valor que trazemos em nossa alma.
Não perdemos se, ao fecharmos as nossas janelas externas, abrirmos a porta para a manifestação de nosso Deus Interior.
Não perdemos se continuamos atentos e descobrimos que a vida que levamos é, efetivamente, a vida que plantamos.
Não perdemos nada se, ao meditarmos, descobrimos os tesouros que estão dentro de nós e que não utilizamos, pois estamos cegos pelas pretensas “alegrias” materiais.
Não perdemos nada se, ao realizamos a nossa viagem interior, descobrimos que o dinheiro não consegue comprar paz, silêncio, amor e amizade.
Não perderemos se nos mantivermos alertas aos “amigos desfrutadores” de nossas facilidades, de nossas benesses e de nosso eventual poder.
Não perdemos se, ao fecharmos os olhos por sessenta segundos, descobrirmos que é possível sim dominarmos a nossa mente cheia de preconceitos ultrapassados, impingidos por religiões dominadoras e sem qualquer serventia para nossa caminhada evolutiva.
Não perdemos se conseguirmos identificar sabiamente a diferença entre Egoísmo e Amor Próprio.

Ganhamos muito se, ao contrário da cegueira da matéria, passamos a identificar que somos espíritos em evolução através de uma experiência humana.
Ganhamos muito se, ao fecharmos os olhos por um minuto, passarmos a respeitar o nosso Livre-Arbítrio e não controlarmos as atitudes dos que nos cercam.
Ganhamos muito se descobrirmos que não há morte, apenas passagem ou, ainda, retorno ao verdadeiro lar.
Ganhamos muito se aceitamos que aqui - encarnados - é escola evolutiva, lá é a verdadeira vida.
Ganhamos muito se descobrirmos que ajudar quem não nos solicita é aplicação de demagogia religiosa. É ato de interferência no karma da pessoa. Cabe, individualmente, a cada um de nós a superação de nossas deficiências.
Ganhamos muito se, ao olharmos para a nossa essência, descobrirmos que não somos metade de ninguém e que ninguém nos completa. Isso é sentimento de posse. As pessoas são inteiras e como tais precisam ser respeitadas. Não somos felizes pelo que as pessoas nos oferecem, mas pelo que construímos juntos.
Ganhamos muito, cerrando nossos olhos e, assim, descobrirmos que tudo a que resistirmos retorna e persiste. Nossa paz é uma ciência por isso se chama PACIÊNCIA.

Ganhamos muito, finalmente, se conseguirmos aplicar com sabedoria o nosso Livre-Arbítrio e assim sabermos cuidar do nosso nariz. Caso contrário, a vida passa a ser, literalmente, uma droga.

Sei que nos veremos.
Beijo na alma



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saul
Saul Brandalise Jr. é colaborador do Site, autor do livro: O Despertar da Consciência da editora Theus, onde mostra através das narrativas de suas experiências como extrair lições de vida e entusiasmo de cada obstáculo que se encontra ao longo de uma vida.
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