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IMBOLC - No Hemisfério Sul em 2 de Agosto

por Valeria Wagner

O pensamento Celta jamais admitiu a finitude dos seres e das coisas. A morte não era um fim mas sim o meio de uma longa vida. Não existia essa noção humana do tempo, finito e irreversível. E as estações do ano, devem ser trazidas para nossa vida cotidiana, tempos de plantio, de incubação, de desabrochar e definhar, voltando para a terra, adubando-a para nascer novamente por milhares de vezes.

O ano era dividido em 8 Festivais, e com eles se vive e se celebra o infinito da existência.
A celebração destes Festivais não é somente tentar reviver os costumes de nossos ancestrais. Para os druidas não significa só isso, pois assim como o Natal e o Ano Novo são vitais para nossa saúde psíquica por nos darem uma certa medida da passagem de nossas vidas, o reconhecimento e celebração dos 8 Festivais permitem harmonizar nosso ritmo pessoal ao ritmo do cosmos, da natureza.

Samhuinn, era o tempo do não tempo, o começo do inverno. Depois o Alban Arthuan (A Luz de Arthur), o solstício de Inverno, é o tempo da morte e do renascimento. Em seguida, o IMBOLC, embora fosse no meio do Inverno, ele representa de fato a primeira de uma tríade de celebrações da Primavera. Depois, o Equinócio da Primavera, quando as forças da luz estão se intensificando, o Alban Eiler (A Luz da Terra). O seguinte é o festival de Beltaine, que marca o tempo de nossa adolescência e início da vida adulta. Então, atingimos o Solstício de Verão, Alban Heruin (A Luz do Litoral), quando a luz do Sol atinge seu máximo. Seis semanas depois, chegamos ao tempo de Lughnasadh, tempo da colheita. E então chegamos ao Equinócio de Outono, o Alban Elued (A Luz da Água).

Aqui no Hemisfério Sul, comemoramos O Imbolc no dia 2 de Agosto, se estendendo sua comemoração por todo este mês.
O Imbolc (pronuncia-se IMM’bolk), é a época em que a neve começava a se derreter e limpam-se os detritos do Inverno. É o tempo do primeiro reluzir da Primavera, é quando os cordeiros nascem. Na tradição dos druidas é um belo e tranqüilo festival, em que a Deusa Mãe é reverenciada com oito velas que se elevam da água, no centro do círculo do cerimonial.
A Deusa que governava o Samhuinn era Cailleach, a Sábia, a Mãe da Montanha, A Mulher Negra do Conhecimento. Mas, através do Imbolc, a Deusa tornou-se Brighid, divindade dos poetas, curandeiros, parteiras e dos que trabalham o metal. O correspondente cristão deste Festival é a Festa das Candeias - o dia da apresentação de Cristo no templo. Durante anos seguidos os papas, tentaram impedir que as procissões de velas acesas se realizassem nas ruas de Roma. Até que, vendo ser impossível acabar com este costume pagão, sugeriram que a população entrasse nas igrejas para que os padres pudessem abençoar as velas.
Este Festival invoca a pureza e o amor materno que necessitamos nos primeiros anos na Terra. Precisamos da quietude do Imbolc, das velas reluzindo na água, da Deusa Brighid cantando para nós todas as noites quando caímos no sono.

Agora é tempo de ver o que aprendemos no nosso inverno interior, o que meditamos, o que digerimos de nossas experiências, e iluminar tudo para que enxerguemos melhor nossas propostas de vida atuais.
É tempo de clarificar nossas intenções de estilo de vida. Tempo de organizar, limpar gavetas externas e internas, e principalmente de estarmos atentos às inspirações, de estar novamente mais perto da Natureza. Os temas deste mês são os começos, o discernimento e a memória, os conselhos, o serviço e o altruísmo. É o tempo do feminino, das mães e das mães de nossas mães, de tudo que recebemos delas. Os planos são compartilhados, nossas aspirações e sonhos, quando ainda abstratos, são envoltos com amor e esperança.

Na noite deste Imbolc, acenda muitas velas, coloque-as nas janelas pedindo a iluminação para sua casa e família, deixe que Brighid entre e abençoe com carinho seus caminhos.

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Atualizado em 03/08/2001 11:02:32

Valeria Wagner é colaboradora do Site.
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