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Império do Medo


Há uns dois anos parei de usar relógio. Primeiro foi porque a bateria não durava, depois porque percebi que não precisava mesmo carregar o controlador de horas. Afinal, não tem relógio em todos os lugares? Depois fui, aos poucos, me desligando de todas as coisas que já não encaixavam comigo. Parei de ver o Jornal Nacional e me desinteressei por jornais, de uma forma geral. Intensifiquei outras leituras, como a Amaluz, uma revista maravilhosa que parou de circular e só encontro nos usados, uma pérola indispensável para quem está vivendo esta fase de mudanças.
Sem notar, fui me libertando de todas as coisas restritivas, limitadoras. Não sinto nenhuma falta delas. Hoje, quando vejo um jornal na tevê, fico mais impressionada que antes: a carga de medo que nos despejam todos os dias é algo fora do comum. É crise, desemprego, violência, terrorismo, guerras religiosas, quadrilhas de corrupção organizada. Mas hoje, em vez de olhar, eu observo. Algumas vezes, em silêncio, abençôo aquelas pessoas que precisam passar por aquelas experiências e agradeço ao meu Eu Superior por ter me ensinado que a realidade dos outros não é a minha.

No entanto, me encontro com o medo todos os dias. Um comentário de um ente querido - a família é o nosso maior desafio, ensinam os mestres – pode ‘detonar’ a primeira faísca de medo. Ainda hoje, meu pai me perguntou como estava o trabalho. Como abri mão de um cargo de confiança em uma secretaria de estado, por não conseguir me encaixar no sistema de trabalho, é natural que ele me pergunte, pois me ama e quer me ver segura. Mas esta pergunta de amor pode enveredar por caminhos obscuros e me colocar em pânico. Sentei-me calmamente e observei o que estava sentindo. Era culpa, afinal “como é que eu vou largar o certo pelo incerto, como é que eu vou me manter”? Só que a culpa nasceu no medo, era ele que estava escondido ali, rindo de mim, me desafiando a vencê-lo, me ensinando a maravilhosa lição da confiança. Respirei e usei a técnica havaiana do Ho’oponopono, e num instante o peso no peito havia sumido. Peguei o medo pela mão e disse: sinto muito, eu te amo. Aliviada, sorri novamente, agradeci meu pai por seu amor e segui o dia. Mas observei que há mais a limpar neste cenário, então vou continuar o exercício até segunda ordem... (interna!)
Fico tão maravilhada com os milagres que acontecem diariamente, graças a esta técnica, às pessoas que se dispõem a divulgá-la, também à minha fé e disponibilidade para me tornar uma pessoa completa e feliz, que não poderia deixar de compartilhar isto com as pessoas. Tenho esperança que o meu exemplo ajude mais pessoas a encontrarem esta mesma força dentro de si, para que se libertem e criem, de verdade, a própria vida. E quem cria a própria vida não vive a dos outros, não precisa viver os medos dos outros, não precisa justificar seu medo (da falta de grana, de ser assaltado, de ser traído), porque ‘acontece todos os dias’.

Como você quer o seu dia? O que você está criando para si mesmo com suas palavras e pensamentos, com suas atitudes? Observe, com tranqüilidade. A pressa é inimiga da percepção. Sente confortavelmente, aí mesmo, e se permita inundar pela luz branca do seu Eu Superior, te dizendo: “eu te amo, eu te amo”... Daí, a cada vez que a luz de alerta acender - o aperto no peito, o desconforto, a taquicardia - identifique sua origem. O que não é amor é medo, pois só existem estas duas forças. Com amor por você mesmo(a), profundo amor, visualize o que o(a) incomoda e diga mentalmente: “sinto muito... eu te amo”...
É natural que, com a limpeza, mais coisas apareçam, na forma de memórias de pessoas e situações que estavam ali esperando pela sua atenção e o seu amor. Continue a faxina. Ela irá, com certeza, beneficiar todas as pessoas envolvidas e os resultados irão começar a aparecer. Só lembre sempre que a única cura real é a autocura. Você já não ouviu dizer que quem salva uma vida, salva o mundo inteiro? Comece por você!

Com amor e esperança,
Suzana Guimarães - suguima@terra.com.br
Jornalista e Reikiana gaúcha. 5 de dezembro de 2007


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