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Índia - Parte 2

por Acid
Publicado dia 11/01/2008 12:30:30 em Espiritualidade

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Continuando nossa aventura pelos conhecimentos milenares hindus, vamos ver um pouco mais desta riquíssima cultura:

RELIGIÃO

"Quem quer que seja, desejando adorar alguma deidade – usando qualquer nome, forma e método – com fé, Eu torno a fé deles firme nesta verdadeira deidade. Favorecidos com fé firme, eles adoram aquela deidade, e obtém seus desejos através dela. Todos os seus desejos, são, realmente, concedidos por Mim"
(Bhagavad-Gita 7.21-22)

"União entre os homens, o progresso da unidade na diversidade - esta tem sido a principal religião da Índia"
(Rabindranath Tagore; 1861­1941)


Me orgulho de pertencer a uma religião que tem ensinado ao mundo tanto a tolerância como a aceitação universal. Não só acreditamos na tolerância universal, como nós aceitamos todas as religiões como verdadeiras.
Me orgulho de pertencer a uma nação que tem protegido os perseguidos e os refugiados de todas as religiões e de todas as nações da Terra.
Me orgulho de lhe dizer que nós acolhemos em nosso seio os mais puros remanescentes dos Israelitas, que chegaram ao sul da Índia e se refugiaram conosco no mesmo ano em que seu santo templo foi feito em pedaços pela tirania de Roma.
Vou citar a vós, irmãos, algumas linhas de um hino que eu me lembro ter sido repetido na minha infância, e que é repetido diariamente por milhões de seres humanos: "Assim como as diferentes correntes possuem suas fontes em diferentes caminhos, os homens assumem diferentes tendências, e embora elas pareçam diferentes, tortas ou retas, todas levam a Ti" (Swami Vivekananda; 1863-1902)

"Tornar as poucas e diferentes Verdades e símbolos de cada disciplina específica de uma religião em duros e rápidos dogmas é um sinal de que ainda somos apenas crianças no conhecimento espiritual, e estamos ainda distantes da ciência do Infinito.
A mente não é o mais elevado poder da consciência; porque a mente não está de posse da Verdade, mas é apenas sua buscadora ignorante."

(Sri Aurobindo; 1872-1950)
"Hindus e budistas, nós somos dois filhos da mesma mãe"
(Dalai Lama)

"A natureza material, ou a matéria, é minha natureza inferior. Minha outra elevada natureza é o espírito, pelo qual este universo inteiro é sustentado, ó Arjuna" (Bhagavad-Gita 7.05)

"Quando leio o Bhagavad-Gita e reflito sobre como Deus criou este universo, tudo o mais me parece tão supérfluo"
(Albert Einstein)

O Bhagavad-Gita (A Canção do Senhor) é um texto que faz parte do épico (A grande dinastia dos Bharata. Um livro que trata das três metas da vida humana: Kama (desfrute sensorial), Artha (riqueza ou capacidade) e Dharma (sua atitude para com o que lhe é concedido, o reto agir, a conduta moral). Além disso, o Mahabharata trata de Moksha, a liberação dessas metas mundanas e a saída do Samsara, o ciclo de nascimentos e mortes.) Mahabharata(*), embora seja de composição mais recente que o todo deste livro. Na versão que o inclui, o Mahabharata é datado no Século IV a.C. O texto relata o diálogo do Deus encarnado Krishna (uma das encarnações de Vishnu) com Arjuna (seu discípulo guerreiro) em pleno campo de batalha. Arjuna representa o papel de uma alma confusa sobre seu dever (Dharma), e recebe a iluminação diretamente do Senhor Krishna, que o instrui na ciência da auto-realização. A obra é uma das principais escrituras sagradas da cultura da Índia, e a principal obra do movimento Hare Krishna.

"Eu devo um magnífico dia ao Bhagavad-Gita. Foi o primeiro dos livros, e foi como se um Império falasse para nós; nada pequeno ou indigno, mas grande, sereno, consistente, a voz de uma velha inteligência que, em outra idade e clima, tinha, portanto, refletido e concluído acerca das mesmas questões com a qual nos defrontamos"
(Ralph Waldo Emerson; Filósofo)

"O Gita é um dos mais claros e abrangentes resumos da filosofia perene já feito. Daí o seu valor permanente, não só para os indianos, mas também para toda a humanidade. É talvez a mais sistemática afirmação espiritual da filosofia perene"
(Aldous Huxley; Romancista inglês)

"Na Índia eu encontrei uma raça de homens que vivem sobre a Terra, mas não presos a ela.
Habitam cidades, mas não se fixam a elas.
Possuindo tudo, mas não sendo possuídos por nada"

(Apolônio de Tiana; pensador grego; séc 1 a.C)

POESIA

Por Rabindranath Tagore, o primeiro asiático a ganhar o Nobel de literatura, e criador do hino da Índia:

Flor de Lótus
No dia em que a flor de lótus desabrochou
A minha mente vagava, e eu não a percebi.
Minha cesta estava vazia e a flor ficou esquecida.
Somente agora e novamente, uma tristeza caiu sobre mim.
Acordei do meu sonho sentindo o doce rastro
De um perfume no vento sul.
Essa vaga doçura fez o meu coração doer de saudade.
Pareceu-me ser o sopro ardente no verão, procurando completar-se.
Eu não sabia então que a flor estava tão perto de mim
Que ela era minha, e que essa perfeita doçura
Tinha desabrochado no fundo do meu coração.

Gitanjali

Deixa a cantilena, o cântico e a recitação de contas de rosário!
A quem veneras neste recanto solitário e escuro dum templo de portas fechadas?
Abre teus olhos e vê que teu Deus não está diante de ti!
Ele está onde o agricultor está lavrando o chão duro e onde o pedreiro está rachando pedras.
Ele está com eles no sol e na chuva, e sua roupa está coberta de poeira.
Remove teu manto sagrado e como Ele desça para o chão empoeirado!
Libertação? Onde se encontra esta libertação?
Nosso mestre assumiu pessoalmente com alegria os vínculos da criação;
Ele está vinculado a nós para sempre.
Sai de tuas meditações e deixa de lado tuas flores e o incenso!
Que mal há se tuas roupas ficam gastas e manchadas?
Encontra-o e fica com Ele na faina e no suor de tua face. Poema de Despedida

É hora de partir, meus irmãos, minhas irmãs
Eu já devolvi as chaves da minha porta
E desisto de qualquer direito à minha casa.
Fomos vizinhos durante muito tempo
E recebi mais do que pude dar.
Agora vai raiando o dia
E a lâmpada que iluminava o meu canto escuro
Apagou-se.
Veio a intimação e estou pronto para a minha jornada.
Não indaguem sobre o que levo comigo.
Sigo de mãos vazias e o coração confiante.

DANÇA

A dança indiana é inspirada pelas cenas de pinturas e esculturas de textos sagrados, daí os movimentos estilizados e curiosos, que contam por si só uma história.
Curiosamente, tal estilo sofreu poucas modificações com o passar do tempo.


Estilo de dança Odissi (mais aqui)


Estilo de dança Kuchipudi


Algo mais atual, mas tão exótico quanto...

MÚSICA

O melhor e mais conhecido exemplo de música clássica indiana é dado por Ravi Shankar e sua cítara. Mas é uma música de gosto duvidoso pro ocidental, então coube a George Harrison trazer a cítara pra dentro da música pop, em grande estilo, na música "Love you to", dos Beatles:

CINEMA

A indústria de cinema indiana é simplesmente a maior do mundo, apelidada de "Bollywood", com mais de 800 filmes feitos ao ano. Obviamente que, com uma cultura milenar, inteligência de sobra e uma indústria gigantesca, eles fazem filmes realmente memoráveis:

Superman

Meus agradecimentos a José A. Mariano, que me proporcionou essa imersão na cultura indiana


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Sobre o autor
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Acid é uma pessoa legal e escreve o Blog (Saindo da Matrix).
"Não sou tão careta quanto pareço. Nem tão culto.
Não acredite em nada do que eu escrever.
Acredite em você mesmo e no seu coração."
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