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Investir num diálogo autêntico com os outros


Na maioria das vezes, não estamos familiarizados com a experiência de expor nossa vulnerabilidade: abrir verdadeiramente nosso coração para o outro. Quando temos medo da rejeição, é mais fácil abrir-se com uma pessoa desconhecida do que com alguém de nosso convívio. Ser rejeitado por uma pessoa desconhecida é menos ameaçador...

Precisamos nos sentir seguros e protegidos para lidar com o sentimento de vulnerabilidade. Aceitarmo-nos tal como somos é a base para essa segurança. Mas, quantas vezes nos perguntamos: “Será que eu vou ser aceito se expressar o que realmente estou sentindo”?

Sentimentos autênticos precisam de escuta e aceitação autêntica para serem expressos!

A escuta autêntica nos ajuda a abrirmo-nos verdadeiramente para alguém. Quando somos realmente aceitos, começamos a nos auto-aceitar. Um diálogo autêntico é o processo de aceitar a si e ao outro. Portanto, o primeiro passo consiste em nos comprometermos com a intenção de estarmos dispostos a escutar e a aceitar com abertura a outra pessoa e sua experiência. Quando não há competição de idéias, há escuta.

A dica é escutar o outro, ou mesmo expressar-se, como se fosse pela primeira vez: livre das expectativas do que já foi vivido.

Muitas vezes, estamos presos a regras que nos impomos há anos. Outras vezes impusemos, há anos, regras para os outros que agora já não seguimos mais. Mas eles SIM. Por isso, precisamos simplesmente atualizar nossas intenções. Declarar para o outro: “Antes eu pensava assim, agora não penso mais”. A franqueza pode ser livre de agressão se for sincera.

Certa vez, ouvi dizer que Gandhi mudava de opinião de um dia para o outro. Quando questionado sobre sua inconstância, ele teria respondido: “É verdade que ontem eu pensava diferente de hoje. Era mais imaturo. Hoje tenho mais sabedoria.”

Ficamos “presos” ao que dissemos ou escutamos do outro, mas podemos sempre nos dar uma nova chance. É importante anunciar que você mudou!

Christine Longaker, em Esperança diante da Morte (Ed. Rocco), explica que uma comunicação genuína envolve:
- Ter abertura sem expectativa
- Realmente ouvir e entender a outra pessoa
- Um tom de brincadeira e humor descontraídos
- Um desejo sincero de se abrir para o outro

A chave é ser natural e falar do coração. Se corremos o risco de mostrar nossa vulnerabilidade, ajudamos o outro a fazer o mesmo, o que pode ser um alívio para ambos.

Lama Gangchen Rimpoche nos aconselha, em situações de conflito, a refletir sobre como a situação negativa começou. Voltar ao seu início. Pois muitas vezes, quando iniciamos algo, pensamos que só depositamos positividades, mas um dia as negatividades que misturamos inconscientemente a esta situação amadurecem. Como suspeitas e ciúmes. Então, é preciso voltar atrás e separar estas negatividades das positividades. Isso é útil em todas as situações da vida. A base é muito importante. Desde o primeiro abraço, o primeiro toque, o primeiro olhar, é muito importante iniciarmos com paz. Então tudo caminhará bem. A mente de base pacífica levará sempre a resultados positivos.


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Bel Cesar é psicóloga, pratica a psicoterapia sob a perspectiva do Budismo Tibetano desde 1990. Dedica-se ao tratamento do estresse traumático com os métodos de S.E.® - Somatic Experiencing (Experiência Somática) e de EMDR (Dessensibilização e Reprocessamento através de Movimentos Oculares). Desde 1991, dedica-se ao acompanhamento daqueles que enfrentam a morte. É também autora dos livros `Viagem Interior ao Tibete´ e `Morrer não se improvisa´, `O livro das Emoções´, `Mania de Sofrer´, `O sutil desequilíbrio do estresse´ em parceria com o psiquiatra Dr. Sergio Klepacz e `O Grande Amor - um objetivo de vida´ em parceria com Lama Michel Rinpoche. Todos editados pela Editora Gaia.
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