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Lidando com a Dor da Mudança


De acordo com o Budismo, a vida humana está marcada por três qualidades fundamentais: o sofrimento, a impermanência e a ausência do eu. No entanto, nossa tendência é negar nossa marca de sofrimento humano. Em geral, nos sentimos “traídos” pelo destino quando temos que lidar com a doença, a morte ou mesmo com o nosso processo de envelhecimento. Olhamos para o sofrimento com indignação: não é justo nem correto sofrer!

O budismo não é uma filosofia derrotista nem pessimista. Ele nos ensina que podemos despertar nossa sabedoria intuitiva para não sofrer com o sofrimento. Se não houvesse o sofrimento, não seria preciso buscar a sabedoria. Ela não seria necessária, e, portanto, raramente atingida.

É a consciência do sofrimento que gera a energia da sabedoria, não o sofrimento em si mesmo. Sofrer sem sabedoria é acumular mais confusão e dor. A dor em si não purifica nada. Por isso, o dito “com o tempo passa” não é verdadeiro para quem sofre de uma dor não compreendida.

Podemos abraçar o sofrimento como forma de transformá-lo em autoconhecimento, em sabedoria.

Segundo o Budismo, existem duas formas primárias de sofrimento:
1. O sofrimento intrínseco à vida consciente
2. O sofrimento causado pelas tentativas de evitá-lo e fugir dele.

O sofrimento causado pelas tentativas de evitá-lo e fugir dele chama-se “Sofrimento do sofrimento”. Para transformar esse sofrimento temos que ter compaixão por ele: despertar o desejo profundo de desapegarmo-nos do sofrimento. O pior sofrimento é o apego ao sofrimento.

William Jenkin e Richard Olivier, no livro “A Águia e o Monge”, falam dos Sete Princípios de uma Mudança Bem-sucedida:

1. Aceite o seu valor e reconheça o valor dos outros.

2. Transmita confiança. A confiança surge do reconhecimento do valor que damos aos outros.

3. Aprenda por empatia. Desperte o seu interesse em saber como os outros lidam com a mudança: trocar informações é exercitar a confiança.

4. Aceite as mudanças. Quando mais rápido você aceita o inevitável, menos desgaste você tem.

5. Liberte a sinergia. Quando você desenvolve idéias junto a outras pessoas, passa a se sentir conectado

6. Confie nos mestres. Busque um exemplo de inspiração.

7. Libere a tomada de decisões: a mudança que resulta de decisões de uma só pessoa raramente funciona. Compartilhar decisões significa também conceder poder aos outros.

Ninguém pode se sentir seguro com a realidade externa, por que ela é insegura por natureza. A pessoa insegura é aquela que está constantemente buscando controlar a realidade externa para torná-la segura. A pessoa segura é aquela que aceita a sua insegurança.


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Bel Cesar é psicóloga, pratica a psicoterapia sob a perspectiva do Budismo Tibetano desde 1990. Dedica-se ao tratamento do estresse traumático com os métodos de S.E.® - Somatic Experiencing (Experiência Somática) e de EMDR (Dessensibilização e Reprocessamento através de Movimentos Oculares). Desde 1991, dedica-se ao acompanhamento daqueles que enfrentam a morte. É também autora dos livros `Viagem Interior ao Tibete´ e `Morrer não se improvisa´, `O livro das Emoções´, `Mania de Sofrer´, `O sutil desequilíbrio do estresse´ em parceria com o psiquiatra Dr. Sergio Klepacz e `O Grande Amor - um objetivo de vida´ em parceria com Lama Michel Rinpoche. Todos editados pela Editora Gaia.
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