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Mãos que curavam: Coração que transformava

Mãos que curavam: Coração que transformava Publicado dia 2/17/2006 11:57:47 AM em Espiritualidade

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Quem mora no Jardim Brasil há algum tempo vai se lembrar daquele engraxate sorridente e carinhoso que passava o dia ali na esquina da Av. Jardim Japão. Mas nem em sonho poderá imaginar que aquele humilde homem viveu aqui na Terra experiências extraordinárias.

Hilário foi portador da hanseníase, denominada popularmente lepra, tendo vivido alguns anos em sanatórios, isolado da sociedade. Casou-se com a Maria, uma senhora paraplégica, muito minha amiga. Apesar dos anos de convivência, ela não ficou doente, contrariando as informações da medicina que admitem o contágio através da relação sexual.

Conheci o Hilário no Centro Espírita Evangelho em Ação. Eu dirigia um grupo de experimentações mediúnicas lá na Vila Munhoz, em São Paulo, e no Hilário desabrochou uma mediunidade extraordinária, reunindo vidência, desdobramento e cura.
Estas faculdades aliadas ao seu caráter sincero e humilde esculpiram uma obra gigantesca de amor e desprendimento que vão marcar para sempre a minha vida e de tantas pessoas que encontraram não só a cura, mas principalmente um caminho no convívio com uma alma de tamanha envergadura.

Teve dificuldades no início de suas atividades como médium curador, porque Epifânio, o Espírito que atuava através dele, utilizava esparadrapo nas cirurgias. Não havia corte físico no corpo dos doentes, mas Epifânio colocava o esparadrapo que depois de três dias se desprendia do local e a pessoa ficava curada.
Em minhas pesquisas, para aprender e para defender o Hilário dos dirigentes que criavam obstáculos para suas atividades, descobri que o esparadrapo era uma referência energética e um processo psicológico para garantir ao assistido que ele tinha sido operado.

No entanto, os dirigentes do Evangelho em Ação preferiram proibi-lo do exercício da sua mediunidade, por causa do esparadrapo, e o Hilário ficou “desempregado”. Conversou comigo, preocupado. E eu disse a ele que não interrompesse a sua missão. Nem que tivesse de atuar na rua. Logo depois, soube que o grupo que dirigia atividades espirituais no Sanatório Padre Bento de Guarulhos o convidou para integrar-se aos trabalhos deles. Lá, junto do Plínio e do Hélio Preto, dois grandes amigos e pessoas de alta qualidade espiritual, ele desenvolveu seus trabalhos de apoio ao próximo, até deixar o corpo.

Vi e soube de inúmeras pessoas que foram curadas pelo Hilário. Ele nada cobrava, a não ser o esparadrapo, que ele pedia para que trouxessem de casa. Uma coisa ele cobrava com insistência, dos doentes: que, por favor, principalmente no dia da cirurgia, não comessem carne.

De vez em quando eu passava na casa dele, lá na Av. Sanatório, e o encontrava na cama, torcendo-se de dores no estômago. Dizia-me ele que ao tocar numa pessoa que tivesse comido carne, no dia da reunião, ele recebia como que um soco no estômago e no dia seguinte a dor acontecia inevitavelmente.

O Hilário deixou o corpo com câncer no estômago. Até hoje não sei exatamente se o câncer foi causado pela alimentação carnívora dos pacientes, até porque a medicação que ele, como portador de hanseníase tomava, também dilacera esta área do organismo.

No entanto, o que há de marcante na história do Hilário não é a dor, mas a grandeza de sua alma, a tenacidade do seu coração, ultrapassando as fronteiras do preconceito, da doença e da pobreza num digno exemplo de conspirador da nova era, que mais do que curar, transformava aqueles que estivessem ao seu lado.

Logo depois do seu desencarne, a Maria, minha mulher, numa reunião espiritual viu o Hilário. Amava-o de paixão, dizia sempre. Quando o viu, foi ao seu encontro para receber dele aquele abraço gostoso e carinhoso de sempre. Mas ficou um pouco triste, quieta, pois não mais sentiu aquele calor e o toque carinhoso do corpo do Hilário. Está certo, agora ele habita em outra dimensão. O corpo físico ficou na Terra.
Um tempo depois ela me confidenciou: o carinho e o afeto do Hilário, agora, eram mais intensos e gostosos.


por Wilson Francisco

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Sobre o autor
Wilson Francisco é Terapeuta Holístico, escritor e médium espírita. Desenvolve o Projeto Mutação, um processo em que faz a leitura da alma da criatura e investigação do seu Universo, para facilitar projetos, sonhos e decisões, descobrindo bloqueios, deformidades e medos que são reprogramados energeticamente. Participe do Projeto Mutação confira seus artigos anteriores
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