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Na Senda do discernimento com Shiva 2

Na Senda do discernimento com Shiva 2
Publicado dia 12/11/2004 11:28:32 em Espiritualidade

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Shiva, meu amigo, ainda agora senti uma saudade grande das pradarias astrais e dos céus por onde voei outrora, na condição de espírito livre.
Fui tomado por uma certa nostalgia espiritual, e logo lembrei-me de Você, o Senhor dos iogues e de todas as transformações nos planos fenomênicos da existência.
Então coloquei para tocar um CD contendo o mantra ( Este mantra é considerado como evocativo da morte do ego (a alquimia interior, onde morre o homem enferrujado de ego sob o cadinho da iniciação espiritual, e renasce como homem dourado de amor e consciência). Por ignorância, muitos têm medo deste mantra, pois o chamam de mantra da morte. Porém, como a consciência é imperecível, como poderia morrer? No caso, este mantra de Shiva, o destruidor dos egos, evoca é a morte da ignorância e do apego humano, no processo de renovação consciencial e ascensão espiritual. E essa morte é necessária! Logo, que morra o nosso ego atormentado, e que Shiva venha nos ajudar nesta transmutação consciencial, para renascermos muito melhor, aqui e agora!) Maha Mrityunjaya(*).

Ouvindo esse maravilhoso mantra, logo surgiu a vontade de escrever algo, e por isso vim para o notebook grafar algumas palavras de improviso.
Que Você me inspire a grafar palavras de luz, e que as mesmas possam viajar até os corações sensíveis à Paz e à Luz, levando aquela atmosfera espiritual que encanta e faz pensar na grandiosidade da vida em todos os planos.

Shiva, dizem que quando você bate a ponta de seu (Tridente de Shiva: Dentro do contexto hinduísta as energias se manifestam no plano fenomênico da existência em três aspectos vibracionais: Rajas (atividade), Tamas (inércia), e Sattva (equilíbrio ou pureza). O tridente que Shiva carrega expressa essas três manifestações vitais (cada uma das pontas do tridente é uma das expressões energéticas) – Sendo o senhor das energias, nada mais natural do que Ele "portar nas mãos" o controle de suas manifestações. Num contexto ainda mais esotérico, as três pontas do tridente também representariam os três nádis (condutos sutis – Ida, Píngala e Sushumna) que correm ao longo da coluna, e que são muito importantes na circulação da energia pelo corpo energético e nos processos de ascensão da Kundalini. Inclusive, é muito comum vermos imagens de Shiva com diversas cobras najas penduradas pelo seu corpo. Elas representam a sabedoria, da qual Ele está repleto. Também representam a expansão da consciência (consciência cósmica, samadhi) nos processos ascensionais da Kundalini (Shakti). Aqui por e-mail fica difícil explicar esses mecanismos bioenergéticos tão conhecidos dos iogues de todos os tempos e linhas.
Obs.: Alguns fundamentalistas cristãos associaram o tridente do Shiva e as cobras najas (que são apenas simbolismo iogue) à figura do diabo. E aí nem precisa dizer da confusão que eles fazem com isso, oriunda diretamente da falta de informação (ou, em alguns casos, de má intenção mesmo). ) tridente(*) no chão, surgem os raios que rasgam a escuridão no firmamento. Será por isso que alguns de seus clarões estão espocando dentro do meu chacra frontal agora?
Também dizem que Você é o grande transmutador interdimensional e que através de seu olho espiritual nada escapa à sua percepção cósmica. Será por isso que sinto agora os seus olhos interpenetrando os meus enquanto escrevo sem sequer pensar?
Sim, dizem muitas coisas a seu respeito, mas o que sinto agora é o seu silêncio atravessando os espaços e chegando quietinho aqui em meu coração. O que sinto é um abraço invisível, terno e firme, de Pai para filho, de Mestre para discípulo, de Espírito a espírito...

Penso em Você... O Amor me toca... as lágrimas rolam naturalmente, enquanto o meu coração se abre ao seu sopro divino. Então, escuto um coro de vozes angelicais entoando uma canção portentosa, que não entendo na mente, mas compreendo no coração e sei que atravessa os diversos planos levando as ondas de compaixão em Seu Nome.
Em algum lugar essa canção está erguendo muitos espíritos caídos nas trevas da ignorância e do apego após a morte. Não sei onde nem como, só sei que muitas consciências extrafísicas estão sendo desprendidas da crosta terrestre por intermédio dessa canção celeste, que não escuto com os ouvidos, mas dentro da ( Lembro-me de que essa foi uma semana pesada energeticamente, devido ao dia de finados, que deixa formas-pensamento densas poluindo a atmosfera psíquica e mantendo muitos espíritos doentes agregados ao plano físico e na aura de seus entes-queridos, que inadvertidamente os atraem com seu apegos e dores mal resolvidas. E pior do que isso, por incrível que pareça, é o fato de vários estudantes espirituais também apresentarem o mesmo tipo de postura apegada, como se não soubessem que no cemitério só ficam os cadáveres, e que os espíritos ascenderam para aquelas muitas moradas do Pai Celestial, nos níveis extrafísicos. Muitas vezes, ao falar sobre essa incoerência espiritualista na abordagem da morte, mero descarte do veículo de manifestação denso e evento normal na economia da natureza, sou criticado como se estivesse falando alguma besteira ou mesmo sendo radical nessa questão. No entanto, o que é estranho é o fato das pessoas estudarem os temas espirituais e falarem constantemente de vida após a morte, mas na hora em que perdem algum ente-querido elas se esquecem de tudo, e evidenciam que seus estudos eram só teóricos e sem embasamento consciencial firme. Há alguns que choram mais do que muitos materialistas na hora e se revoltam, como se não soubessem da imortalidade da consciência. Outros vão ao cemitério visitar os cadáveres ocos de consciência, mesmo estudando espiritualmente, e ficam danados da vida quando alguém fala algo a respeito, como se eles mesmos não soubessem que o cemitério não é o lar de nenhum espírito, e que a vida continua... mesmo que muitos estudantes espirituais pareçam negar tudo por causa das emoções momentâneas de uma perda.
Sim, a vida continua além da queda do corpo, e a referência da pessoa amada que partiu não é a tumba número tal no cemitério do bairro. De jeito nenhum!
Quem quiser visitar a pessoa amada, que saia do corpo e vá visitá-la no plano astral, lar dos espíritos, sempre vivos.) consciência(*).A canção aumenta e percebo que ela agora varre até mesmo o meu corpo físico. Parece que uma energia branquinha viaja velozmente por dentro do meu corpo. Mergulho nessa sintonia e começo a sentir as emoções dos espíritos que estão sendo levados pela canção aos templos extrafísicos de cura. Mesmo ao longe e sem saber os motivos deles, percebo que estamos ligados na mesma assistência espiritual. Sinto suas emoções e passo junto com eles as dores de um parto consciencial, as mudanças de energias e suas transformações, os seus dramas e contendas, e a necessidade de esquecer-se do passado e ascender a outras moradas na Casa do Pai Celestial.
Choro junto com eles, enquanto uma luz alaranjada sobe da base de minha coluna até o meio de minha testa, numa explosão suave de compaixão luminosa. Deixo que essa luz flua para eles com todos os meus melhores votos de melhoria. Não os vejo e eles não me vêem, mas estamos ligados pela canção celeste que ecoa por entre os planos e corações sensíveis à Paz.

(Na Cosmogonia hinduísta o Divino é representado por três aspectos fenomênicos: Brahma, O Criador – Vishnu, O Preservador – e Shiva, O Transformador. Shiva é o senhor de todas as transmutações na natureza, é o senhor das energias e de todo movimento vital. Em muitas representações simbólicas Ele é representado como o "Nataraja", O Dançarino Divino que faz o universo vibrar e girar em sua eterna dança cósmica. Por isso algumas imagens O mostram dançando dentro de uma roda (o universo).) Shiva Nataraja(*), sua dança muda o padrão das energias e rasga os véus da ilusão (maya) que cegavam a mente e o coração. No seu movimento os homens da Terra e do Espaço ascendem a climas melhores e encetam novos objetivos em seus rumos evolutivos.
Sabe, eu gostaria de poder passar para as pessoas as ondas de amor dessa canção que não se escuta por aqui. Essa mesma canção que não entendo, mas que o meu coração me diz que sua tradução espiritual seria mais ou menos assim:

"Levantem, ó filhos do Espírito Supremo!
É o Senhor Shiva que os convoca.
Venham ter com Ele nas pradarias celestes.
É hora de voltar para a casa de luz.
É hora de esquecer os dramas do passado.
É hora de ascender nesta canção.
Você são Shiva! A canção é Shiva!
Nós somos Shiva! Tudo é Shiva!
O Céu e a Terra, os homens e os espíritos, tudo é Shiva!
Tudo é Ele! Tudo é Ele! Tudo é Ele"!

Shiva, meu amigo, comecei a escrever falando de uma saudade espiritual, e ela se transformou em assistência espiritual, por sua obra e graça. E eu só tenho a lhe agradecer, pois a nostalgia passou e agora ficou só o amor e essas lágrimas quietinhas que rolam pelas faces, limpando as energias antigas e renovando a expressão espiritual que emerge no brilho dos olhos e no rosto.
Lá fora o sol brilha no meio da tarde. Aqui dentro de casa é o meu rosto que brilha.
E em algum lugar do Astral, também brilham agora os rostos extrafísicos de muitos espíritos elevados pela música de Shiva.

Oxalá, esses escritos possam fazer brilhar os rostos dos leitores sensíveis à Luz da Espiritualidade.
Shiva, muito obrigado, querido.

P.S.: A primeira parte desse texto está postada na seção de textos periódicos de nosso site – link – É o texto número 407.
São Paulo, novembro de 2004.

por Wagner Borges

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Sobre o autor
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Wagner Borges é pesquisador, conferencista e instrutor de cursos de Projeciologia e autor dos livros Viagem Espiritual 1, 2 e 3 entre outros.
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