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Natal


A confraternização do final do ano, o Natal, nada mais é do que um evento religioso e nós os meros coadjuvantes disso. Logo as pessoas vão começar a se dar conta de que este espírito de fraternidade, solidariedade e respeito para consigo e com o próximo, na demonstração de amor, não deve ter data marcada para acontecer. Isso tem que ser construído a cada segundo de pensamento e a nas atitudes que tomarmos.
Presentear por obrigação é mercantilizar uma relação. Esta postura não solidifica e assim nada se torna duradouro. Não posso construir fraternidade em cima de uma obrigação. Faço-o porquê quero e não porque devo. Fazer porque se quer significa plantar sinceridade. Fazer porque se deve é manipulação de nossa mente e consequentemente de nossas atitudes.

Percebo as pessoas preocupadas com o que dar de presente, nesta data, para determinada pessoa. Isso, para alguns, tem se tornado um verdadeiro martírio. Isso è obvio, pois se trata de uma obrigação. Nada está sendo feito de maneira espontânea e tudo precisa ser de acordo com as regras que a família e a sociedade estão impondo.
Ora, isso é teatro. Tangenciando, em muitos casos, a falsidade. Começamos errando e o presente, nestas condições, vem travestido de suborno. Dou algo porque preciso manter as aparências, afinal, se não o fizer o que vão pensar de mim? Estou “comprando” aprovação e querendo ser aceito como a pessoa que dará o presente.
Jamais devemos dizer sim se a nossa consciência quer o contrário. Isso se chama hipocrisia. Afinal, o que os outros pensam de nós é problema deles. Cabe exclusivamente a nós o julgamento do que estamos pensando de nossas atitudes. Esta falsidade de atitude cria karma e logo começaremos a receber de volta o que fizemos.

As pessoas se comportam conosco como nos comportamos com elas. Este é o princípio básico da lei de Causa e Efeito. Como posso esperar lealdade, sinceridade e respeito para comigo se eu planto algo bom mas tenho comportamento contrário?
Não estou julgando uma religião e a criação de uma data para que todos sejam “lembrados” de que se tem que ter respeito ao próximo. Respeitar a liberdade de cada indivíduo é nossa obrigação. Não podemos julgar e tampouco querer controlar nada. Cabe a cada um decidir o que deve fazer de sua vida.

O presente deve estar envolto, acima de tudo, em sinceridade e vontade própria. Isso sim é presente e deve ser exercido no dia e na hora que nosso amor determinar. É também - por isso - que o momento atual se chama Presente.

Desejo, sinceramente, que esta boa energia com a qual estamos envoltos no momento do Natal Cristão, se propague para cada segundo de nossa vida.
Não pode haver uma data que nos obrigue a sermos leais e sinceros com os nossos sentimentos.
Demonstremos aos nossos pares a nossa verdadeira fé, nosso respeito e nosso amor em cada dia de nossas vidas.

Desejo que todos possam ser leiais e sinceros para com os seus sentimentos. Presentear por obrigação é buscar aprovação. Isso nunca é sincero.

Sei que nos veremos.
Beijo na alma


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saul
Saul Brandalise Jr. é colaborador do Site, autor do livro: O Despertar da Consciência da editora Theus, onde mostra através das narrativas de suas experiências como extrair lições de vida e entusiasmo de cada obstáculo que se encontra ao longo de uma vida.
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