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No alto da montanha, na Luz da Presença 3

por Wagner Borges
No alto da montanha, na Luz da Presença 3
Publicado dia 05/11/2009 16:01:02 em Espiritualidade

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O poeta cantou a glória dos velhos dias...
Mas só as montanhas é que o escutaram.
Porque os homens estavam surdos de egoísmo.
E suas mentes estavam envoltas em nuvens de arrogância.
Mesmo assim, ele cantou e abriu seu coração.
Porque ele sabia que os espíritos das brumas recolheriam sua canção.
E, um dia, no momento certo, eles a revelariam a um coração justo.
Então, ele cantou e ofereceu sua canção à Presença.
O tempo passou e o poeta voltou para o Céu.
Ele estava contente, porque os (Devas – do sânscrito – divindades; seres celestes; anjos.) devas(*) conheciam sua canção.
E as estrelas o agasalharam na luz, ternamente...
Dizem os espíritos que as montanhas até hoje se lembram dele.
E, às vezes, elas choram de saudade, pois sua canção está nelas.
Hoje, nas luzes do mundo moderno, eu escutei um chamado sutil.
Algo secreto veio bem dentro do meu coração, e me sussurrou, espiritualmente:

“Escreva a canção dos velhos dias e fale da glória que habita o coração do homem.
Os homens ainda estão surdos de egoísmo e arrogância.
Por isso, a dor os visita constantemente, e eles pagam o preço de suas ilusões.
Eles choram suas perdas, mas não choram pela perda da luz de seus corações.
O tempo passa e os homens continuam sem a canção real, bêbados e perdidos.
O poeta cantou com alma, e os espíritos registraram a luz do seu momento.
As montanhas o ouviram e choraram, porque o amor estava no ar...
E, até hoje, elas choram... E alguns corações sentem um chamado secreto.
Sim, alguns corações iniciados na Luz, que não se deixam levar pelas luzes do mundo.
E que oram em silêncio, porque escutam uma canção sutil, cheia de glória.
O mundo não sabe, mas eles se sentem, mesmo à distância. Algo os une, em espírito.
E a força das montanhas surge dentro deles, ajudando-os em suas jornadas.
E uma nova energia viaja pelos seus (Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e que têm como função principal a absorção de energia - prana, chi - do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico. Os principais chacras são sete – que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.) chacras(*), em nome da Presença.
Porque os espíritos das brumas guardaram a canção cheia de glória...
E, agora, eles finalmente a revelaram, e as montanhas sorriram novamente.
E ela estava dentro dos corações sensíveis ao Amor e a harmonia das esferas.
Ela sempre esteve guardada neles, bem longe do vazio existencial e da bebedeira.
O poeta já sabia disso; por isso, ele cantou com alma. E abriu seu coração...
Porque ele sentia um Grande Amor em todas as coisas; porque ele amava também.
Ah, as montanhas o veneraram... E ele agora mora contente, lá na Casa das Estrelas.
E, de lá, ele ri, pois sabe que alguns corações não estão mais tão surdos.
A dor partiu o egoísmo de muitos; e, agora, eles não estão mais bêbados.
Ah, a canção cheia de glória nunca foi de tempo algum! Ela sempre existiu.
Sim, ela sempre viajou dentro dos corações ligados à Luz do Espírito.
E, às vezes, algum poeta a reconhecia e cantava para as montanhas.
E, nos dias de hoje, alguns ainda cantam para elas, em seus corações.
O mundo não vê e não escuta o que é real, mas, mesmo assim, eles cantam.
Porque eles sabem que outros também sentem o mesmo chamado secreto.
Porque eles se sentem, de alguma maneira, em espírito e verdade.
Eles sabem. Eles cantam. E se encantam... Enquanto as montanhas riem, algures.
Sim, em seus corações, eles reconhecem o poeta e a glória, e se inspiram na Luz.”

No Amor.
Pela Presença*.
Paz e Luz.

Wagner Borges - com o coração cheio de gratidão e alegria, escutando uma canção sutil, e repassando-a, aqui e agora, como deve ser.

Nota: * A Presença – metáfora celta para o Todo que está em tudo. Quando os antigos iniciados celtas admiravam os momentos mágicos do alvorecer e do crepúsculo, costumavam dizer: “Isso é um assombro!” E assim era para todas as coisas consideradas como manifestações grandiosas da Natureza e do ser humano. Ver o brilho dos olhos da pessoa amada, a beleza plácida da lua, a alegria do sorriso do filho, ou o desabrochar de uma flor eram eventos maravilhosos. Então, eles ousavam escutar os espíritos das brumas, que lhes ensinaram a valorizar o Dom da vida e a perceber a pulsação de uma PRESENÇA em tudo.
A partir daí, eles passaram a referir-se ao TODO QUE ESTÁ EM TUDO como a PRESENÇA que anima a Natureza e os seres. Se a luz da vida era um assombro de grandiosidade, maior ainda era a maravilha da PRESENÇA que gerava essa grandiosidade. Perceber essa PRESENÇA em tudo era um assombro! E saber que o sol, a lua, o ser amado, os filhos, as flores e a Natureza eram expressões maravilhosas dessa totalidade, levava os iniciados daquele contexto antigo da Europa a dizerem: “Que assombro!”
Hoje, inspirado pelos amigos invisíveis celtas, deixo registrado aqui nesses escritos o “terno assombro” que sinto ao meditar na PRESENÇA que está em tudo. E lembro-me dos ensinamentos herméticos inspirados no sábio estelar Hermes Trismegisto, que dizia no antigo Egito: “O TODO está em tudo! O Inefável é invisível aos olhos da carne, mas é visível à inteligência e ao coração.”
O TODO ou A PRESENÇA, tanto faz o nome que se dê. O que importa mesmo é a grandiosidade de se meditar nisso; essa mesma grandiosidade de pensar nos zilhões de sóis e nas miríades de seres espalhados pela vastidão interdimensional do Multiverso, e de se maravilhar ao se perceber como uma pequena partícula energética consciente e integrante dessa totalidade, e poder dizer de coração: “Caramba, que assombro!”




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Sobre o autor
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Wagner Borges é pesquisador, conferencista e instrutor de cursos de Projeciologia e autor dos livros Viagem Espiritual 1, 2 e 3 entre outros.
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