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O acolhimento do feminino


Quem me conhece sabe que eu não fico parada nem um minuto.
Uso o tempo que me sobra entre dois afazeres para podar uma planta, regar um vaso, remendar uma roupa, ler trechos de um livro, levar meu cachorro para um passeio. Não paro. Meu filho diz que parece que ando dependurada nos ponteiros dos segundos de um relógio.
Esta é a minha natureza. Ter meu ascendente no signo de Áries colabora bastante também!

Há muitos anos busco frear meu ritmo e preciso confessar que tenho conseguido um pouco. Não sou mulher de cair num sofá e dormir num (literalmente: um doce fazer nada ) dolce far niente(*). Se deito no sofá aproveito para conferir se as franjas das almofadas estão em ordem.

Em minhas reflexões conclui que não me entrego porque minhas experiências de entrega ao longo da vida não foram muito bem acolhidas. Tive uma mãe muito depressiva que não conseguia arranjar energia para nos dar atenção. Desde minha primeira infância cuido de tudo que me diz respeito e talvez por isso possa, no fundo, no fundo, contar apenas comigo.
Talvez também por esta razão tenha procurado tão cedo ajuda no mundo espiritual e com isso desenvolvido uma fé inabalável de que nunca estou só neste plano.
Mas finalmente encontrei um lugar onde sento e adormeço sem me dar conta disso.
Entrego-me de uma forma que nem sei explicar. Foi meu primeiro e verdadeiro encontro com a doçura do feminino. Um delicioso sentimento de ser acolhida nos braços de um amor incondicional.
Conto onde foi.

Estive visitando Paris neste inverno e numa manhã aceitei o desafio da família de irmos visitar a Catedral Notre Dame -até porque um xamã havia-me dito que entramos na era do feminino e que Paris é uma cidade muito feminina-, e me fez ver que a antiga catedral da cidade é chamada de Nossa Dama.

Bem cheguei com minha irmã, meu neto e sobrinho e eles queriam percorrer toda a catedral -que é bem grande- e eu disse a eles: podem ir que vou ficar nesta cadeira e espero por vocês aqui.
Só me lembro desta frase.
E depois dela um flash de máquina fotográfica no rosto.

Eram eles tirando uma foto minha completamente entregue, adormecida na cadeira de palha da catedral. Nos braços amorosos da Nossa Dama.
Abri meus olhos e só então percebi que tinha adormecido durante, talvez, uma hora e meia, completamente entregue à energia desse local.
Eles estavam dando risadinhas e minha irmã, meio boquiaberta, exclamou:
- Você deve estar mesmo exausta para dormir no meio desta multidão!
Apenas concordei com a cabeça...
Tem coisas que só a gente sente e que não dá para compartilhar.
Será?

Realize V. também o exercício inédito -clicando aqui- que combina a neuroacústica com as imagens mentais positivas e deixe seu testemunho!




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Izabel Telles é terapeuta holística e sensitiva formada pelo American Institute for Mental Imagery de Nova Iorque. Tem três livros publicados: "O outro lado da alma", pela Axis Mundi, "Feche os olhos e veja" e "O livro das transformações" pela Editora Agora.
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