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O valor das boas imagens


Sei que o mundo está em guerra. Sei que não está nada fácil olhar para as cenas de degradação e abuso dos seres humanos. Sou impactada, como você também é, por imagens chocantes que aviltam minha alma, minha dignidade e esbofeteiam o meu coração. Estamos em plena guerra de imagens do horror. E sabemos que estas imagens vão diretamente ser impressas no nosso mundo mental. Lá elas ficam girando e vibrando em busca de imagens semelhantes no mundo aqui fora. E, sem querer, sentimos na nossa vibração o batimento da violência, a energia do ódio, o tremor do abandono e da indiferença deste campo de concentração onde estamos todos presos.

Nunca a insônia foi tão forte nos seres humanos. E quem consegue dormir assistindo, muitas vezes, deitado na cama, ao Jornal da Noite em qualquer canal de televisão nacional ou internacional?
Parece que não temos mais para onde correr. O mundo está contaminado por fotografias em branco e preto onde a cor que corre nas tramas é a do sangue.
Esse é o maior drama que vivemos! Exemplos sórdidos de imagens degradantes sendo veiculadas por todos os lados diminuindo quando não anulando nossa capacidade inata de criar beleza, imagens positivas e saídas triunfantes para nossos conflitos.

Enquanto a humanidade não entender que o mundo aqui fora é o reflexo do mundo das suas imagens mentais, nada poderá ser feito para pôr um fim nisso.
E precisamos começar imediatamente a mudar nosso filme interno para ver as cenas refletidas no mundo externo.

Recuse-se terminantemente a aceitar estas imagens dentro do seu campo eletromagnético. Não seja mais um cabo que liga os fios da rede conduzindo horror e a miséria humana. Mude suas cenas internas. Nunca, jamais durma vendo TV. Tire o aparelho do seu quarto e ponha no lugar cenas dos espetáculos que a natureza nos dá todos os dias.

Afaste as crianças desta guerra de imagens porque elas vão acabar achando que isso é normal e que essa é a única realidade possível.
Fuja das cidades quando puder. Quanto mais, melhor. Ande descalço pela praia, na terra. Abrace o sol, tome chuva no campo, cuide de um pomar ou jardim, mesmo que esteja apenas num pequeno vaso da sua varanda.
E se nada disso for possível então feche os olhos. Feche os olhos e imagine. Imagine tudo exatamente ao contrário do que querem fazer você acreditar.
Imagine que caminha por um campo sob um céu azul onde um poderoso sol repousa magnificamente. Deixe o sol penetrar por todo o seu corpo e sinta que está sendo alimentado(a) pela verdade, pela força, pelos valores firmes e corretos.

Insista neste exercício por vários meses, todos os dias, o maior número de vezes que conseguir. E acredite que existe sim um lugar de paz, beleza, ciclos renováveis, sombra e aconchego. E acima de tudo verdadeiro: e este lugar é junto à natureza. Vá para este lugar. Nem que seja em sua imaginação.
Com este ato de reversão você pode contribuir muito para a gigantesca tarefa de re-fotografar a dignidade humana.



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izabel
Izabel Telles é terapeuta holística e sensitiva formada pelo American Institute for Mental Imagery de Nova Iorque. Tem três livros publicados: “O outro lado da alma”, pela Axis Mundi, “Feche os olhos e veja” e “O livro das transformações” pela Editora Agora.
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