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Para se defender não é preciso atacar


Neste artigo gostaria de compartilhar com vocês uma lição que aprendi recentemente com uma planta chamada Jurubeba. Talvez vocês já a conheçam, mas para mim foi a primeira vez que parei para observá-la.

Em nosso trabalho de Ecopsicologia, Pete Webb e eu costumamos eleger uma planta com a intenção de aprofundar nossos conhecimentos não apenas sobre ela e seu ambiente, mas também como uma forma de encontrar inspiração para nosso processo de autoconhecimento e evolução interior.

Toda planta traz em suas características uma mensagem de como lidar com os desafios da vida e da morte. Cada planta possui sua graça, beleza e força. Algumas plantas podem ser vistas como feias e frágeis ou agressivas e até mesmo perigosas. Mas todas elas possuem uma lição para nos dar se observarmos como agem diante dos desafios para sobreviver, crescer, reproduzir e morrer. As plantas são vencedoras inatas: elas não desistem facilmente e possuem a sabedoria intuitiva de como caminhar para a luz.

Infelizmente, não somos naturais como as plantas, que sempre crescem em direção à luz. Nossos padrões mentais negativos, crenças emocionais condicionadas ao hábito do medo e da dúvida nos impedem de nos identificarmos com o positivo!

Pois bem, a Jurubeba é uma pequena árvore da família das Solanceae que cresce até 3 metros em altura. De longe, não chama atenção: não é frondosa e suas flores e frutos são pequenos e delicados. Seu caule é fino, mas extremamente forte. No entanto, seus galhos são flexíveis. Exemplificando, é como uma personalidade de eixo firme que não teme lançar-se no desconhecido.

Mas foi ao comentar sobre seus inúmeros espinhos que crescem ao longo de todo seu caule e folhas que Pete me disse: “Ela não tem espinhos para agredir, mas sim para se proteger e captar as informações de que precisa para sobreviver. Imagine que os espinhos são como as torres de TV da Avenida Paulista”.

Surpresa, compreendi uma importante postura de vida: podemos ser firmes e alertas como os espinhos eretos, mas nem por isso precisamos ferir ou cutucar os outros quando somos desafiados. Em geral, costumamos pensar que para nos defender é preciso atacar. Mas estar antenado é uma forma pacífica e eficaz de nos proteger!

Podemos ser como a Jurubeba: atenta, firme e flexível. Ao mesmo tempo relaxada e conectada com suas próprias forças e com o meio ambiente!



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Bel Cesar é psicóloga, pratica a psicoterapia sob a perspectiva do Budismo Tibetano desde 1990. Dedica-se ao tratamento do estresse traumático com os métodos de S.E.® - Somatic Experiencing (Experiência Somática) e de EMDR (Dessensibilização e Reprocessamento através de Movimentos Oculares). Desde 1991, dedica-se ao acompanhamento daqueles que enfrentam a morte. É também autora dos livros `Viagem Interior ao Tibete´ e `Morrer não se improvisa´, `O livro das Emoções´, `Mania de Sofrer´, `O sutil desequilíbrio do estresse´ em parceria com o psiquiatra Dr. Sergio Klepacz e `O Grande Amor - um objetivo de vida´ em parceria com Lama Michel Rinpoche. Todos editados pela Editora Gaia.
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