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Pensamentos que não param de pensar


Imagine que você tem ao redor de sua cabeça um enxame de abelhas zunindo, voando, fazendo um barulho constante, ensurdecedor.
Faça de conta que tenta, com as mãos, espantar essas bailarinas do ar e que suas mãos são ferozmente picadas cada vez que abana para longe esses voadores barulhentos. Por mais que você tente, elas vencem sempre!

Assim são nossos pensamentos. Aparecem na nossa mente e vão se encadeando em outros que já estavam presos em outros e não há como pegá-los com as mãos jogando-os para fora. Eles vem e vão independentemente da nossa vontade. São livres e penetram em brechas minúsculas que nossa mente abre, mas são fortes e dominadores a ponto de tirar o nosso sono, a nossa calma e muitas vezes a nossa paz.

Recebi esta semana inúmeros e-mails de pessoas desesperadas porque não param de pensar. Muitas declaram que os filhos já estão crescidos e encaminhados na vida e que sabem que eles precisam de espaço para viverem suas vidas. Mas, mães aflitas, não conseguem parar de pensar neles, nos netos, nas esposas, no vizinho, no chefe, enfim, em tudo que as rodeia. Como eu disse, pensamento puxa pensamento como um imã colocado dentro de uma caixa de alfinetes.

A corrente incessante dos pensamentos começa com uma primeira idéia, crença, padrão, sentimentos, sensação, etc. Por exemplo: vejo na televisão um rapaz sendo assaltado. Ao receber este impacto minha mente conecta esta ação a uma pessoa conhecida sua. Meu coração começa a disparar e uma farmácia hormonal começa a ser fabricada pelo meu cérebro. Imediatamente surge o primeiro pensamento da série que se seguirá: será que o meu filho está bem? Será que ele corre perigo. A palavra “perigo” vai se enganchar numa nova cena. Sua mente vai abrir um novo filme. Todas as imagens de perigo que ela arquivou. E aí você vai sentir no corpo o que o perigo suscita no cérebro. A fabricação de hormônios de fuga. E você começa a se sentir muito mal. Sua, tem taquicardia, cria mais e mais cenas de perigo e, de repente, seu corpo está totalmente em alerta. Pronto para enfrentar um leão selvagem.
E, na verdade, isso não era preciso. É apenas uma reportagem da TV. Nada está se passando no mundo da realidade com o seu filho. Mas para a sua mente não existe nenhuma diferença entre realidade e imaginação. Para ela tudo é a mesma coisa.
O que fazer? Qual atitude tomar para cessar esta corrente tóxica de impulsos.
Há muito para ser feito.

Os filósofos orientais recomendam a meditação, a ioga e a respiração como uma forma de interromper este fluxo avassalador que funciona ininterruptamente dia e noite.
Na minha prática ou recomendo, além disso, combater a imaginação com a mesma arma, ou seja, com a própria imaginação. Com a substituição da imagem negativa por uma imagem de superior qualidade afirmativa. E mais, recomendo cortar a ação pela raiz, ou seja: começou o circuito dos pensamentos eu o cancelo através da correção do mesmo.
Vamos voltar à cena da televisão onde vejo o assalto. Imediatamente passo minha mão docemente sobre uma parte do meu corpo (sempre a mesma) que escolho como sendo a minha mente e digo baixinho para ela (mentalmente) “isso que meus olhos vêem pertence a um mundo distante do meu. Comigo e com os meus está tudo bem, tudo bem, tudo bem. Tudo está certo e perfeito. Estou totalmente protegida pela luz e pela paz de Deus (ou de quem você chama de Deus)” .
Veja então saindo desta imagem, cena, palavra, um cordão que avança para se conectar com você. Imagine uma imensa tesoura de ouro que corta este cordão enquanto você repete mentalmente:
“Eu me desconecto desta idéia, cena, crença, palavra, pensamento, enfim do que quiser dizer”.

E, se ainda for preciso, imagine centenas de tesourinhas douradas voando ao seu redor cortando definitivamente qualquer pensamento que ainda possa persistir.
E, daqui pra frente se quiser pensar, que seja só naquilo que é belo, bom, sublime, divino!



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izabel
Izabel Telles é terapeuta holística e sensitiva formada pelo American Institute for Mental Imagery de Nova Iorque. Tem três livros publicados: "O outro lado da alma", pela Axis Mundi, "Feche os olhos e veja" e "O livro das transformações" pela Editora Agora.
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