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Pergunte ao Osho - Parte 12

por Izabel Telles em Espiritualidade
Atualizado em 17/03/2006 14:21:14


Paciência

Quero recomeçar este trabalho pedindo desculpas a todos pelo tempo de ausência. Recebi muitos e-mails perguntando (alguns bem exaltados) quando daríamos continuidade a esta sessão e a resposta vem agora, depois de um mês e alguns dias, quando regresso de uma longa viagem a Portugal onde tive o privilégio de rever muitos e amados amigos. Como meu tempo estava muito preenchido não me foi possível enviar material para ser publicado. Paciência!
Como diz o mestre Osho a respeito desta carta “Nós nos esquecemos de como esperar; este é um espaço quase abandonado. No entanto, ser capaz de esperar pelo momento certo é nosso maior tesouro. A existência inteira espera pelo momento certo. Até as árvores sabem disso - qual é o momento de florescer, e o de deixar que as folhas caiam, e de se erguerem nuas ao céu. Também nessa nudez elas são belas, esperando pela nova folhagem com grande confiança de que as folhas velhas tenham caído, e de que as folhas novas logo estarão chegando. E as folhas novas começarão a crescer. Nós nos esquecemos de como é esperar: queremos tudo com pressa. Trata-se de uma grande perda para a humanidade... Em silêncio e à espera, alguma coisa dentro de você vai crescendo - o seu autêntico ser. Um dia ele salta e se transforma numa labareda, e a sua personalidade inteira é estilhaçada: você é um novo homem. E esse novo homem sabe o que é uma cerimônia, esse novo homem conhece os sumos eternos da vida”.

Quanta sabedoria o mestre revela nestas palavras. E como elas ficaram claras para mim todo este tempo e nesta experiência de voltar para casa. No último dia, quando estamos cansados e ansiosos para chegar e rever as pessoas que queremos tanto, somos forçados a ficar mais de 10 horas sentados num avião que voa no seu ritmo, no seu tempo e na sua velocidade. Não podemos controlar nada. Somos meros espectadores da habilidade de uma conjunção de fatores que nos governam naquele espaço tão diminuto, onde nossas pernas vão amarfanhadas entre bancos tão estreitos que somos obrigados a nos encolher quase como fetos.
Comemos à hora que eles querem, assistimos aos filmes que eles projetam, somos obrigados a conviver com pessoas postas ao nosso lado que nunca vimos e nem sabemos quem são. Este pequeno treino pode nos ser muito útil. Com paciência e com o sentido agudo de que nada faz diferença para nosso ser, porque ele não está ali trancado naquele limite de tempo e espaço. Ele está além de tudo, num espaço ilimitado. Portanto, ele está feliz. E, se ele está feliz, nosso pequeno ego tem que ter muita calma para suportar esta parte física onde nosso grande ser se manifesta também.

Mas, continuando a ler o que esta carta nos conta, vamos encontrar a seguinte reflexão do mestre: “Há momentos em que a única coisa a fazer é esperar. A semente já foi plantada, a criança está crescendo no útero, a ostra está cobrindo o grão de areia, transformando-a em uma pérola”.

No comentário sobre a carta da paciência vamos encontrar o seguinte conselho:
“Esta carta nos lembra de que este é o momento em que tudo o que se requer é manter-se simplesmente atento, paciente, à espera. A mulher retratada na carta está justamente nesta atitude. Satisfeita, sem sinais de ansiedade, ela esta apenas à espera. Ao longo de todas as fases da Lua que se sucedem no alto, ela permanece paciente, tão sintonizada com os ritmos da Lua, que quase se confunde com ela. A mulher sabe que é uma época para permanecer na passividade, deixando que a natureza siga o seu caminho. Não está porém, com expressão de sono, nem indiferente; sabe que é tempo de se preparar para alguma coisa importante. Trata-se de um período repleto de mistério, como as horas que antecedem o amanhecer. É um tempo em que a única coisa a fazer, é esperar”!

Obrigada por você ter esperado por mim!



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izabel
Izabel Telles é terapeuta holística e sensitiva formada pelo American Institute for Mental Imagery de Nova Iorque. Tem três livros publicados: "O outro lado da alma", pela Axis Mundi, "Feche os olhos e veja" e "O livro das transformações" pela Editora Agora.
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