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Quando o mais saudável é não acreditar nos seus pensamentos


Se ficarmos em silêncio para escutar nosso diálogo interior, vamos perceber que, com freqüência, somos juízes severos diante de nossos próprios dramas emocionais: damo-nos ordens destrutivas e nos condenamos a sentenças de derrota, até mesmo com data marcada.

Às vezes, carregamos ressentimentos ou dúvidas em nossa mente 24 horas por dia: frases desagradáveis que se repetem sem parar. Quando sofremos assim, é porque o hábito de nos autopressionarmos está mais intenso do que nossa força de vontade para superar os padrões mentais negativos.

O antídoto para este sofrimento é a consciência de que os pensamentos só possuem o poder que damos a eles. Isto é, podemos aprender a parar de implicar com eles e deixá-los “falando sozinhos”.

Deepak Chopra, em seu livro “Criando Prosperidade” (Ed. Best Seller), escreve: “Sempre que surgir um pensamento negativo, diga apenas para si mesmo:“Que venha o seguinte”, e continue em frente”.

No entanto, há um segredo que precisamos saber: para dominarmos pensamentos carregados de emoção, temos que ter empatia por eles! Isto é, os padrões mentais só desaparecem quando a energia que os sustenta também for extinguida. Não adianta tentarmos evitar nossas emoções sem termos feito as pazes com elas. Do contrário, elas voltam com mais força, indignadas, cobrando “seus” direitos. Para liberar uma dor emocional, temos primeiro que ter empatia por ela, acolhê-la.

Jeremy Hayward, em “O Mundo sagrado”(Ed.Rocco), diz: “Se quisermos abandonar nossa tensão e egocentrismo, nossa raiva legítima, nosso sentimento de sermos vítimas, nosso falso otimismo ou não importa quais possam ser nossos pensamentos seguintes habituais, longe de tentar nos desapegar, temos de sentir essas coisas, tocá-las, segurá-las. Aí, então, podemos soltá-las”.

Desta forma, na próxima vez que você se der conta de estar preso a um pensamento destrutivo, respire como se estivesse dando um passo para trás: em vez de brigar com o seu pensamento, reconheça a força que ele tem sobre sua mente, e, então, respire novamente e diga a si mesmo: “Eu não preciso mais de você, você pode ir”. E assim, nos libertamos da carga desse pensamento e o deixamos ir.

Somente quando pararmos de nos identificar com nossos padrões mentais é que poderemos nos liberar deles. Uma vez liberados dos padrões mentais, seremos também capazes de usufruir a energia vital que antes eles consumiam.

“Quando se é capaz de sentir as emoções sem sermos esmagados por elas, consegue-se ouvir o insight de sabedoria. Faça uma pausa suficientemente longa para sentir o mundo e ouvir o que ele está lhe dizendo. Deixe o espaço da percepção invadir o seu coração. Desta maneira, você se torna mais sensível e aberto às sutilezas do mundo”, escreve Jeremy Hayward.

Para não acreditar em nossos pensamentos destrutivos, temos que ser determinados e suaves ao mesmo tempo. Esta é uma prática de concentração e autocompaixão.


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Bel Cesar é psicóloga, pratica a psicoterapia sob a perspectiva do Budismo Tibetano desde 1990. Dedica-se ao tratamento do estresse traumático com os métodos de S.E.® - Somatic Experiencing (Experiência Somática) e de EMDR (Dessensibilização e Reprocessamento através de Movimentos Oculares). Desde 1991, dedica-se ao acompanhamento daqueles que enfrentam a morte. É também autora dos livros `Viagem Interior ao Tibete´ e `Morrer não se improvisa´, `O livro das Emoções´, `Mania de Sofrer´, `O sutil desequilíbrio do estresse´ em parceria com o psiquiatra Dr. Sergio Klepacz e `O Grande Amor - um objetivo de vida´ em parceria com Lama Michel Rinpoche. Todos editados pela Editora Gaia.
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