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Segurança diante da incerteza


Há momentos na vida em que não temos saída: não podemos mudar as circunstâncias externas. Temos que aceitá-las. Só quando conseguimos realizar a alquimia dessa aceitação dentro de nós, é que começamos a nos levantar novamente. O curioso é que, neste momento, a circunstância externa também passa a mudar.

O segredo está em aprendermos a nos manter suaves e abertos para o que quer que estejamos sentindo. Devemos nos permitir simplesmente sentir a dor como dor, sem ficarmos nos criticando e dizendo o tempo todo que as coisas poderiam ser diferentes.

A mente está habituada a criticar, a reclamar, a encontrar defeito nas situações. Ter a mente positiva significa enfrentar diretamente as situações, no lugar de criticá-las passivamente. O que nos causa mais dor não é o ciúme ou a raiva, mas sim o nosso esforço em resistir, em reconhecer o poder destes sentimentos em nós.

Podemos estar abertos para as situações mais dolorosas da vida e mantermos nosso bem-estar. Até mesmo quando nos sentimos incapazes, podemos manter uma atitude interna de generosidade ao criar espaço para acolher nossa própria dor com carinho. Se aceitarmos o desconforto de nossa dor emocional, podemos aprender a sermos suaves e gentis conosco mesmos.

Ser gentil e suave também quer dizer não ser exagerado nas avaliações. O exagero sufoca. Quando não fazemos drama, tornamo-nos mais flexíveis e relaxados. Resgatamos uma visão mais ampla das situações. Passamos a sentir bom humor.

Ter bom humor é manter a curiosidade sobre como lidar positivamente com as situações, por mais difíceis que elas aparentem ser. Com bom humor, apreciamos todos os detalhes da vida. É como acordar de manhã e termos a curiosidade por aquilo que vai nos acontecer naquele dia! Ter curiosidade em saber como vamos nos virar nas situações, sejam elas fáceis ou difíceis.

O sentimento da curiosidade nos faz levantar novamente. Permite-nos abrir para aguardar novas possibilidades e manter a mente calma e suave, compreendendo que aquilo que não entendemos em dado momento poderá ser compreendido com o tempo. Não precisamos nos desesperar se não tivermos uma resposta imediata para uma situação indefinida. Podemos aprender também a nos sentirmos seguros na transitoriedade.


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Bel Cesar é psicóloga, pratica a psicoterapia sob a perspectiva do Budismo Tibetano desde 1990. Dedica-se ao tratamento do estresse traumático com os métodos de S.E.® - Somatic Experiencing (Experiência Somática) e de EMDR (Dessensibilização e Reprocessamento através de Movimentos Oculares). Desde 1991, dedica-se ao acompanhamento daqueles que enfrentam a morte. É também autora dos livros `Viagem Interior ao Tibete´ e `Morrer não se improvisa´, `O livro das Emoções´, `Mania de Sofrer´, `O sutil desequilíbrio do estresse´ em parceria com o psiquiatra Dr. Sergio Klepacz e `O Grande Amor - um objetivo de vida´ em parceria com Lama Michel Rinpoche. Todos editados pela Editora Gaia.
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