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Sucesso e Fracasso

por Maria Guida
Sucesso e Fracasso
Publicado dia 03/11/2003 11:30:59 em Espiritualidade

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A palavra sucesso significa aquilo que sucede, acontecimento, resultado, conclusão, e também, curiosamente, parto. Para os dicionários, sucesso pode ser algo que alcança êxito, tanto quanto o que redunda em fracasso. Antigamente, para complementar o sentido da palavra, usavam-se os adjetivos bom e mau para qualificar sucesso. Havia o bom sucesso, a sorte – e o mau sucesso – o azar.

É interessante constatar que ao longo dos anos, a palavra sucesso perdeu seu significado ambivalente, de simples ocorrência, para o bem e para o mal, para exprimir apenas a conquista de uma posição social destacada, a posse de bens materiais, o reconhecimento profissional e a popularidade.

Mais interessante ainda é observar que a palavra se transformou num valor fortemente ambicionado por organizações e pessoas, a ponto de obrigar muitos pensadores a perderem seu precioso tempo pesquisando e desenvolvendo fórmulas exorbitantes de alcançá-lo e conservá-lo, senão para sempre, pelo menos temporariamente.

Não espere que eu seja mais uma dessas pessoas. Não pretendo lhe dizer como obter fama, prestígio, boa vida e uma gorda conta bancária em dez lições.

Não acredito em sucesso. Não o desejo, nem para mim nem para vocês. Pelo menos não esse sucesso que magnetiza e vampiriza as energias das multidões. Considero a busca pelo sucesso - pelo menos no sentido como ele é quotidianamente entendido - como uma doença. Uma espécie de desvio comportamental.

Porque ser bem sucedido, hoje, não significa simplesmente obter êxito em alguma coisa que se empreendeu, mas, alcançar uma posição social na qual é possível oprimir os semelhantes, e pensar a si mesmo como alguém mais capaz, mais inteligente, mas rico ou mais bonito que os demais, e, exatamente por causa disso, merecedor de privilégios.

Agora você deve estar se perguntando: mas que mal há em querer o melhor? Vou ter que lhe dizer que não há nada demais, desde que você não queira o melhor apenas para você, e, desde que isso que você considera o melhor, possa ser compartilhado com todos os seres do Universo.

Quando uma idéia ou conceito nos coloca fora, ao lado, acima, abaixo, aquém ou além do comum dos mortais, imediatamente se torna algo tóxico e negativo. Tóxico porque corrompe nossa natureza, e negativo, porque produz separatividade. Nos leva a crer que há uma distinção qualquer entre o eu e o outro, entre o eu e o mundo, entre o eu e a divindade. Nos faz pensar que não somos, nunca fomos, nem nunca seremos todos um.

O sucesso, tal como eu o entendo, nada tem a ver com essa desenfreada sede por notoriedade e privilégio.

Ele é uma sucessão de pequenas vitórias pessoais sobre nossas próprias limitações. Uma intrincada rede de sim e de nãos que dizemos, a nós mesmos, às solicitações do mundo e aos outros, em nossa busca de autoconhecimento, tendo como meta o bem comum.

Ele é medido pelo grau de dificuldade que encontramos quando encaramos nossos conflitos internos e nos responsabilizamos pelo nosso próprio crescimento. Ele é tanto maior quanto maiores forem os efeitos benéficos que esse simples enfrentamento pode trazer ao todo.

Sob esse ponto de vista é maior o sucesso do alcoólatra que completa vinte e quatro horas sem beber, do que o do executivo que fecha mais um “grande negócio”.

O homem bem sucedido não é aquele que vence uma disputa judicial, mas o que é capaz de romper o círculo vicioso da mágoa e da culpa, com a iniciativa de perdoar e de pedir perdão.

O sucesso da mulher que aceita o bebê não-desejado em seu ventre, ou do homem que retém um gesto de cólera no ar, não é capa de revista, nem manchete de jornal, mas acrescenta uma grande dose de amor e paz ao nosso conturbado cotidiano.

Sucessos assim diluem a separatividade, constróem pontes invisíveis sobre intransponíveis abismos, cavam poços de prosperidade no pó da desesperança, matam a fome das multidões com um único pão e um peixe só.

Sucessos assim são produzidos por empreendedores anônimos, muitos deles desprovidos de uma crença clássica, seres humanos, que, na grande maioria das vezes, se perguntados, nada teriam a declarar.

Suas escolhas silenciosas pela vida, pela beleza, pela harmonia, são movidas pelo amor incondicional, esse mesmo que parece apanágio dos Mestres Ascensos, e que a gente pensa que raríssimos seres humanos são capazes de praticar.

Engano nosso! O sucesso acontece todos os dias, entre os humildes. Aqueles que se conectam com a Divindade e têm olhos para ver o milagre da Criação.

Só acredito nesse sucesso. E o desejo ardentemente para mim e para vocês.
Mas não esperem que alguém lhes conte como alcançá-lo em dez lições.
Guiem-se pela Lei, a única, inscrita desde sempre, em seus corações.
Ela diz que só há sucesso possível se for possível compartilhar.
O sucesso de um é o sucesso de todos.

Porque somos todos um.



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Sobre o autor
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Maria Guida é
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