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Válvula de escape...

por Rubia A. Dantés
Válvula de escape...
Publicado dia 27/08/2009 16:22:16 em Espiritualidade

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Existem coisas que não parecem significar nada, e que gostamos delas por gostar... ou não gostamos por não gostar... mas, na verdade, tudo significa algo... e muitas vezes, coisas aparentemente sem maior importância, podem ser uma chave preciosa de liberação.

Eu adoro futebol... quase todas as pessoas que me conhecem ficam admiradas porque... parece que “gostar de futebol” não combina nada comigo... Lembro que uma vez, quando contei a um amigo meu que gostava... ele, depois da primeira reação de susto, disse que se sentiu até aliviado porque, finalmente, tinha encontrado alguma coisa que me prendia à Terra. Naquela época, eu era completamente aérea...

Enfim... eu gosto de futebol e até adoro mesmo. E, claro, tenho um time que desde criança é o do meu coração...
Ficava triste quando meu time perdia e feliz quando ele ganhava... como todo bom torcedor.
Como tenho feito muitas mudanças internas com o Ho’oponopono, no último domingo, me surpreendi como ao ver meu time perder por muitos gols isso não me afetou em nada... Fiquei tranqüila e feliz com as poucas jogadas boas que ele fazia... e quanto aos gols sofridos, eu via e sentia que aquilo tudo parecia muito distante de mim...
Era tão surpreendente essa reação, que nem acreditava que estava assim... e era uma sensação muito boa você não ser afetada por coisas que antes te deixavam chateada.

Á Noite... já deitada para dormir, fui fazer Ho’oponopono para uma questão que estava trabalhando... quando uma voz interna me disse que era para fazer para algo relacionado ao meu time...
Resisti um pouco porque o outro motivo me parecia mais sério... mas, como a voz insistiu... obedeci.

O meu time, na verdade estava indo muito bem... e, de repente, começou a cair, como se não pudesse sustentar o “estar bem”.
Claro que entendi que aquela memória também era compartilhada por mim, e que assim como afetava o time, também me afetava.
E assim fiz, pensando que algo bem leve seria liberado... mas, de repente, senti uma tristeza muito grande... essa tristeza me remeteu a uma memória onde me vi pequena, em uma casa que nem me lembro qual, que tinha no terreiro duas colunas...
Me vi ali ainda criança pequena... rezando para o meu time não perder e muito aflita...

Continuei com as frases enquanto uma emoção muito grande me fez chorar sem que soubesse por que...

A seguir me vi assistindo uma cena onde o pai ficava muito bravo com um amiguinho meu e o sacudia. Revendo aquela cena, que presenciei na infância, veio todo o sentimento que ela me causou...
Ali, sob o meu olhar de criança pequena... eu via alguém que não podia se defender, sofrendo uma injustiça e sendo tratado de forma muito agressiva... eu chorava muito olhando meu amigo, tão pequeno e indefeso, sendo sacudido por aquele homem tão grande... uma dor muito aguda veio à tona com uma intensidade que eu não poderia imaginar.
Agora, conseguia me lembrar tão nitidamente daquela cena, e de outras parecidas e de tudo que eu sentia...
Chorei muito enquanto continuava com as frases abençoadas do Ho’oponopono.
Até que quando a emoção foi ficando mais suave pensei intrigada...
Mas, o que o meu time tem a ver com isso?

-Válvula de Escape... foi o que me falou aquela voz que me guiava nesse processo.
Chorei muito mais...
Parece que aquilo desencadeou mais emoção... imcompreensível, ainda, pela minha razão.

Dormi ainda sob efeito dessa emoção e no dia seguinte continuei pedindo para limpar aquelas memórias relacionadas àquele acontecimento que tanto me marcaram, mesmo que até aquele momento, eu sequer me lembrava dele. Mas, com certeza, ele atuava escondido interferindo nas minhas escolhas...

Hoje, relembrando aquele choro tão doído, entendi que aquela cena de um pai sacudindo um filho levado foi recebida por mim como uma injustiça e uma agressão a quem não poderia se defender...
Uma autoridade punindo injustamente alguém sob seu domínio.
E o que me fez sentir tanta dor pode ter sido uma memória ainda mais antiga... e que, na verdade, eu reagia também a essa memória... aquele acontecimento serviu de gatilho para acioná-la.

Hoje de manhã, aconteceu uma coisa que achei bastante curiosa.... Quando fui colocar a linha na máquina de costura... coisa que sei fazer desde criança, eu coloquei errado. Tentei de novo e de novo errei... Eu fazia isso automaticamente, sem nem perceber o que estava fazendo... e agora estava toda atrapalhada, sem conseguir fazer o mesmo caminho que já fiz tantas vezes... sem entender porque aquilo estava acontecendo já ia ficando preocupada... mas, logo uma ficha caiu.
Acredito que algo muito profundo foi mesmo liberado... e ao não conseguir fazer uma coisa que fazia automaticamente... assim como quando reagimos às memórias, fazemos sempre da mesma forma... parece que o Universo estava me dizendo que eu havia realmente quebrado um padrão...

Foi quando meus pensamentos, que já ameaçavam viajar longe nessa história, foram interrompidos pelo telefonema de uma amiga... Contei a ela a minha experiência com a criança ao que ela me disse que ia me contar, então, o presente que ela estava guardando para me entregar... Era um objeto muito significativo e precioso para mim, que fala entre outras coisas da criança interior e da inocência.
Agradeci muito a ela e ao Universo...

Realmente, não importam muito as explicações porque, quando fazemos Ho’oponopono, não precisamos, e nem temos como entender tudo que está acontecendo... E por mais louco que possa parecer, um time de futebol, acionou um gatilho que me levou a uma cura profunda...
Talvez, aquela memória era tão dolorosa para minha criança, que precisava de algo para ajudá-la a escapar de entrar em contado com aquela ela... e o meu time fazia esse papel...



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Sobre o autor
Rubia A. Dantés é Designer, cria mandalas e ilustrações em conexão...
Trabalhos individuais e em grupo, com o Sagrado Feminino, o Dom e o Perdão...
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