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Viajando espiritualmente com Vyasa


(Nas Asas de uma Linda Amizade Espiritual)

Você veio e me falou de (Rama e Krishna - na cosmogonia hinduísta, Rama e Krishna são reverenciados como mestres (respectivamente, sétimo e oitavo avatares de Vishnu, o Divino Preservador da vida universal). A história de Rama (e de sua consorte Sita) é narrada no `Ramayana`, escrito pelo rishi Valmiki. E a história de Krishna (e de sua amada Radha) é contada no `Bhagavad-Gita`, que é uma grande seção contida dentro de um épico maior, `O Mahabharata`, escrito pelo sábio Vyasa.
Tanto o Ramayana quanto o Mahabharata são considerados dois dos maiores épicos da velha Índia, cheios daquela sabedoria espiritual do rishis.) Krishna e Rama(*).
Lembrou-me da titânica luta que rola dentro do próprio homem.
Onde o ideal não é competir com ninguém, mas vencer a si mesmo.

Você falou-me de paz no coração e da grandeza da humildade verdadeira.
Explicou-me que quem ama realmente agradece ao ser amado pela chance de amar.
E que o amor jamais é orgulhoso... E faz o sol nascer nos olhos.

Você me ajuda há tantas vidas, e eu nem sempre fui merecedor de sua amizade.
Por vezes, você chamou minha atenção, sempre com respeito e consideração.
Como um professor querendo o melhor do aluno; como um pai espiritual.

Você jamais me pressionou ou quis impor nada. Pelo contrário, sempre foi cordial.
Mesmo quando eu merecia uma bronca, você esclareceu-me com tranquilidade.
E eu aprendi a ler no seu olhar silencioso. Aprendi que a força vem do equilíbrio.

Você falou-me de uma estrela longínqua, de onde você veio há muito tempo.
Explicou-me o significado da força de Rama e do sorriso de Krishna.
E pediu-me para visualizar a estrela prânica sobre minha cabeça.

Você ensinou-me a arte de ficar em silêncio, nas asas da meditação.
Explicou-me sobre a força e proteção espiritual de (Ganesha – do sânscrito - divindade hindu, filho do Deus Shiva, ligada à proteção espiritual e à remoção dos obstáculos. Foi o escrivão de Vyasa na confecção do épico `Mahabharata`.) Ganesha(*).
Falou-me do ( Darma – do sânscrito `Dharma` – dever, missão, programação existencial, mérito, bênção, ação virtuosa, meta elevada, conduta sadia, atitude correta, motivação para o que for positivo e de acordo com o bem comum.) Darma(*) e da responsabilidade que vem com o conhecimento.

Você veio, leve e gentil, e encheu meu lar de serenidade e compreensão.
Falou-me da gratidão e admiração que os rishis têm por (Brahman – do sânscrito - O Supremo, O Grande Arquiteto Do Universo, Deus, O Amor Maior Que Gera a Vida. Na verdade, O Supremo não é homem ou mulher, mas pura consciência além de toda forma. Por isso, tanto faz chamá-Lo de Pai Celestial ou de Mãe Divina. Ele é Pai-Mãe de todos.) Brahman(*).
Exortou-me a orar por todos os homens, sem julgar ninguém.

Você iniciou-me nas vibrações de (Hamsa – do sânscrito – cisne Divino; cisne de Brahma; cisne de Deus.) Hamsa(*), e falou-me dos vôos espirituais.
Ensinou-me a amar e respeitar a arte das viagens espirituais conscientes.
E pediu-me para, cada vez mais, falar aos homens sobre esse potencial.

Você ensinou-me a respeitar a cada (Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e que têm como função principal a absorção de energia - prana, chi - do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.
Os principais chacras são sete – que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico. ) chacra(*) como um portal espiritual.
Falou-me das artes da cura e da riqueza que é encher as mãos de luz.
E exortou-me a respeitar a todos, principalmente os que sabem menos na senda.

Você me viu reencarnar e crescer, e velou secretamente pelo meu sono.
E, às vezes, quando eu era criança, via uma linda estrela sobre meu berço.
Eu não sabia, é claro, que você estava ali, invisivelmente cuidando de mim.

Você nunca me disse que era a luz de nada; sempre falou-me da Luz de Krishna.
Mas eu vi a luz das estrelas em seu semblante; eu vi o amor raiando em seu olhar.
E, só de pensar em você, os meus olhos também brilham, de gratidão e respeito.

Você projetou um campo de luz azulada em torno de mim.
E pediu-me para abrir meu coração, com humildade, e orar a Krishna e Rama.
Explicou-me que grandes assistências espirituais são feitas de silêncio e amor.

Você contou-me que Rama flechou o coração de Sita com uma seta de luz.
E que Krishna acertou o coração de Radha com uma flecha de amor.
E que você também foi flechado, pelos dois, com a seta da espiritualidade.

Você caminha com honra, meu amigo. E eu tento seguir o seu exemplo...
Ah, quem me dera ter a sua serenidade... Mas, estou aprendendo.
Se Krishna e Rama flecharam o seu coração, o meu também foi flechado, por você.

Você é como um padrinho espiritual dos escritores das coisas do espírito.
E sua inspiração faz o vento do espírito entrar nas palavras escritas.
E o pó da morte é levado, varrido pelo esclarecimento consciencial.

Você trabalha nos bastidores do Darma e não gosta de personalismos.
Por isso, raramente aparece. Mas, aqui e agora, eu quero registrar sua presença.
Sim, e agradecê-lo, por velar pelo meu sono. Por me amar. Por me fazer escrever.

Você mostrou-me sua estrela longínqua, e disse-me: “Um dia, nós iremos para lá!
Mas, primeiro, o cumprimento do Darma na Terra. Antes, o trabalho de luz.
Por Krishna. Por Rama. Pelo Eterno. Pelo amor que flechou nossos corações.”

Você, então, olhou-me nos olhos, e eu vi o amor que o move há tanto tempo.
Eu vi o sorriso de Krishna em seu olhar, e a força e honra de Rama em sua aura.
Eu vi sua saudade de casa, meu amigo. E o seu esforço para estar aqui, pelo Darma.

Em lugar de sua estrela, lhe deram um cara como eu, para você cuidar e inspirar.
Será que Krishna e Rama lhe pregaram uma peça? Ou tem algo bom rolando aqui?
Oxalá, valha a pena para você. Porque, para mim, está valendo muito ter você aqui.

Você veio e falou-me do valor da gratidão e da honra na senda, espiritual e humana.
Ensinou-me que a grandeza está nas coisas simples e que humildade não humilha.
O que faz isso é o orgulho. E, quem não agradece, rebaixa a si mesmo.Você veio e, novamente, pediu-me para pensar em Rama e Krishna.
Eu pensei, e o amor encheu meu coração de gratidão, a eles, e também a você.
E, agora, tem uma grande estrela pairando aqui em cima de minha cabeça.

Ah, (Vyasa - do sânscrito - sobre o sábio Vyasa, há vários textos dele postados na seção de textos periódicos do site do IPPB – link -, e também na minha coluna da revista on line. Para procurá-los, basta entrar na seção de busca por palavras do site e clicar o nome dele. Daí, surgirão todos os textos dele já postados no site, e é só clicar em cima do título de cada um deles, para depois viajar na sabedoria de seus ensinamentos estelares.) Vyasa(*), que lindo presente você me deixou.
Eu vou deitar-me visualizando-a e pensando em Rama e Krishna.
Para que a minha viagem espiritual seja honrada e de acordo com a Luz.

P.S.:
Que Rama e Krishna fortaleçam, cada vez mais, os estudantes espirituais que estagiam e trabalham por climas melhores entre os homens de todos os lugares.
Que o momento de você voltar para a sua longínqua estrela esteja bem próximo, meu amigo. E que eu seja digno do seu esforço, para, quando você for, me levar junto.
E aí, vamos levar o sorriso de Krishna e a força e honra de Rama para outros lugares do universo, no Darma.
Vyasa, vamos flechar outros corações com as setas da espiritualidade, por aí...

(OM – do sânscrito – o grande mantra do Hinduísmo. O verbo divino. A vibração do Todo, que está em tudo.) OM(*)!
Gratidão e Serenidade.
Esclarecimento e assistência espiritual.
Paz e Luz.


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Wagner Borges é pesquisador, conferencista e instrutor de cursos de Projeciologia e autor dos livros Viagem Espiritual 1, 2 e 3 entre outros.
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