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Viajando no céu do coração do Panchavati

por Wagner Borges em Espiritualidade
Atualizado em 23/08/2007 18:20:19


(Onde Existe um Fogo Vivo de Amor Abraçando a Humanidade)

Certa vez, (Paramahamsa Ramakrishna: mestre iogue que viveu na Índia do século 19 e que é considerado, até hoje, um dos maiores mestres espirituais surgidos na terra do Ganges. Para se ter uma idéia de sua influência espiritual, posso citar que grandes mestres da Índia do século 20 se referiram a ele com muito respeito e admiração, dentre eles o Mahatma Ghandi, Paramahamsa Yogananda e Rabindranath Tagore.) Paramahamsa Ramakrishna(*) e um discípulo estavam meditando no (Panchavati: pequeno bosque no qual se praticam disciplinas espirituais, composto de cinco árvores sagradas - uma ashvattha (ou pipal), um baniano, um bel (ou bilva), um amalaki e uma ashoka - plantadas em círculo, de acordo com as indicações das Escrituras, e com um altar no centro. O panchavati do jardim de Dakshineswar foi plantado por Sri Ramakrishna e Hriday.) Panchavati(*). O mestre da simplicidade adorava ficar embaixo das árvores daquele sítio, onde realizava diversas práticas espirituais transcendentes.
Poucos sabiam disso, mas, dali, ele emanava suas energias maravilhosas para a humanidade. Quietinho, por entre os diversos planos, ele abraçava os homens e os espíritos, enchendo-os de bem-aventurança silenciosa.
Sentados naquele lugar abençoado, mestre e discípulo comungavam silenciosamente com as ondas miríficas do amor universal. Ambos pensavam na Mãe Divina, e seus corações dançavam nas pistas espirituais; no bojo disso, jorravam vibrações suaves que enchiam as árvores em volta com um (Prana: sopro vital; força vital; energia.) prana(*) de alta qualidade, vertido por corações que navegavam com o divino.
Em determinado instante, o discípulo abriu os olhos e viu a face de Ramakrishna iluminada com uma energia dourada. O seu semblante parecia de ouro vivo. Admirado, ele também viu uma esfera de luz dourada brilhando no peito de seu mestre. Mas o que mais o deixou perplexo foi uma emanação de energias virtuosas que se projetavam dos pés dele.
Naquele instante, ele pensou: “Os pés do divino também brilham no piso do mundo dos homens; abençoados são aqueles que percebem suas pegadas na aura planetária!” – E ele poderia jurar que via estrelas no meio daquelas energias emanadas em favor da humanidade...
Mais tarde, ele escreveu uma canção em homenagem a Ramakrishna, em que falava justamente de seus pés iluminados e dos muitos corações que se iluminavam com suas pegadas interdimensionais.
O tempo passou – como sempre, independentemente do que os homens teorizam a seu respeito, – e hoje Ramakrishna mora no Panchavati extrafísico, de onde continua emanando bênçãos secretas a favor da humanidade em prova. Ele continua abraçando silenciosamente os homens e os espíritos e enchendo-os de amor incondicional. E felizes são aqueles que o percebem sorrindo nas dobras secretas do próprio coração.

P.S.: Ramakrishna, não tenho preces nem devoções para lhe oferecer.
Só tenho um coração marcado pelas suas pegadas de amor, assim como muitos outros por esse mundão de Deus.
Sei que você vê o Real, o Espírito Supremo em cada coração, que não é da Índia, da América, do Brasil ou da China, mas de todo Multiverso.
O que tenho para lhe oferecer é apenas isso: um espírito marcado pelas suas pegadas luminosas; eu mesmo tentando caminhar com passos luminosos na crosta do mundo, no (Dharma: dever, missão, programação existencial, mérito, bênção, ação virtuosa, meta elevada, conduta sadia, atitude correta, motivação para o que for positivo e de acordo com o bem comum.) Dharma(*) de seguir suas pegadas na aura planetária.
Essas pegadas que, tanto ontem como hoje, ainda encantam meu coração.
Amigo, que cada coração seja o seu Panchavati!
Que suas pegadas luminosas iluminem o dia e os corações dos leitores quando eles lerem estas linhas, feitas por alguém que lhe deve muito e que não cansa de ficar admirado com a luz que sai dos seus pés em favor da humanidade.
(Om Tat Sat: tríplice designação de Brahman. É um mantra evocativo dos três aspectos do divino na cosmogonia hinduísta: Brahma, Vishnu e Shiva. É muito usado por vedantistas - seguidores do Vedanta, um dos seis principais sistemas filosóficos da Índia. Pode ser usado como um mantra ativador dos chacras e também pode ocasionar estados alterados de consciência profundos durante a meditação.) Om Tat Sat(*)!

(Esses escritos são dedicados a todos aqueles que percebem as pegadas luminosas dos (Avatar: emissário celeste; canal da divindade.) avatares(*) do divino em seus próprios corações.)

São Paulo, 11 de janeiro de 2007.
- Wagner Borges - Sujeito com qualidades e defeitos, nem brasileiro ou hindu, apenas um espírito caminhando por mais uma vida de aprendizado e trabalho por esse mundão de Deus.

Nota: Céu do coração é uma expressão iogue significando o espaço espiritual do chacra cardíaco.


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Wagner Borges é pesquisador, conferencista e instrutor de cursos de Projeciologia e autor dos livros Viagem Espiritual 1, 2 e 3 entre outros.
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