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Traumas, Neuras e Taras do ponto de vista do Grafólogo

Traumas, Neuras e Taras do ponto de vista do Grafólogo
Publicado dia 14/05/2004 13:15:28 em Psicologia

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Há certas letras que por si só refletem, às vezes, as anomalias psíquicas: por exemplo os "s" e os "r" minúsculos distorcidas ou maiores que as outras letras; o uso com freqüência exagerada, de interrogações, pontos de exclamação, reticências, travessões etc.
O emprego de maiúsculas em lugar de minúsculas e os finais das letras, especialmente as hastes dos "d" minúsculos com formas estranhas, também revelam transtornos psíquicos.

Seqüestros, bombas, corpos queimados, violência, drogas, psicoses...

Através do estudo da escrita, obtemos dados imediatos do caráter e do temperamento da pessoa. A grafologia fornece dados tão evidentes que nos dão um retrato das múltiplas faces, demonstrando como o indivíduo pode reagir aos estímulos, como se adapta ao meio e como canaliza as suas energias.
Os sinais de insinceridade começaram a ser estudados na Alemanha, nos anos 50, quando foram colhidas amostras de grafias de ladrões condenados, percebendo-se vários sinais que se repetiam de forma significativa, formando-se a categoria de “gestos típicos”. Estes estudos permanecem até os dias de hoje e continuam sendo ampliados ou modificados pelas recentes pesquisas.
Neurose é um transtorno psicológico ou fisiológico que limita, de alguma forma, a adaptação do sujeito a uma convivência social normal. O neurótico, devido aos seus desequilíbrios, inclusive da auto-estima e por ser difícil de se contentar, sente-se perturbado e incomoda a todos.

Trauma é conseqüência de toda experiência desagradável que lesa o indivíduo, determinando nele reações de ansiedade. Os traumas ocorrem geralmente na infância e são geralmente reprimidos.

No grafismo, observamos estes sinais em diversos pontos, por exemplo, na zona inferior das letras, especialmente na letra “g” minúscula; nos bloqueios dos movimentos que se deslocam de baixo para a direita; nos sinais de inibição em outras zonas etc.
Alguns dos “Sinais de Insinceridade” representados graficamente :
letras com sinais regressivos na zona inferior;
- letra ”d” escrita no sentido regressivo;
- letra “o” escrita em sentido horário;
- vogais “sujas “ ou em formas anormais;
- letra “q” escrita com um pequeno bucle regressivo à esquerda;
- texto diferente da assinatura etc.

Alguns sinais patológicos de anormalidade na saúde, no aspecto psíquico ou orgânico que encontramos na escrita são:
- letras tremidas, quebradas ou congestionadas,
- torções,
- sujeiras ou borrões,
- alongamentos súbitos e estranhos,
- traços em descida anormal,
- grandes desproporções na distribuição das letras, linhas e espaços.

A união de vários destes sinais numa mesma escrita pode refletir a anormalidade. Cabe ao grafólogo apenas aconselhar a consulta médica adequada e encaminhar para o profissional adequado que fará o diagnóstico apropriado.

Carlos Ramos Gascón analisou em 1980, junto com Guadalupe Moreno, uma investigação sobre a escrita na esquizofrenia de um total de 40 casos.
Acharam como características mais freqüentes e significativas:

1- Irregularidades gráficas de todo o tipo, especialmente quanto ao tamanho, quanto à inclinação, flutuações da oração, e velocidade desigual.
2- A progressiva diminuição do tamanho das letras, e em menor quantidade, o aumento progressivo, conforme vão descendo as linhas.
3- O fenômeno mais freqüente foi a divisão das letras com oval (quer dizer, a oval e sua continuação feitas em dois tempos): o "c", "d", "g", "q".
O caso do “d" é o mais comum:



1. Separação simples oval-haste.
2. Oval e haste estão separadas, mas esta descreve um traço sobre a oval.
3. Oval e haste estão separadas.
4. Uma variante do caso anterior, o traço intermédio apresenta um bucle, um ângulo ou qualquer outra complicação gráfica.

A divisão do "d" foi observada em 80% das escritas destas pessoas doentes; divisão do "a" em 72,5%; do "p" em 30%; e do "g" e "q" em 27,5% dos casos.

3- É também muito freqüente e curioso um fenômeno que é apresentado nas letras "m" e "n". Analisando esta dificuldade gráfica encontraram as seguintes variantes:



- Dificuldade para conectar estas com a letra seguinte.
- Dificuldade para ligar todos os arcos, principalmente no caso do "m", com o qual encontramos com outra letra separada, geralmente no último arco.
- O "m" com quatro arcos tem uma discutida explicação. O esquizofrênico é na maioria dos casos um paranóico, tanto é assim, que se chegou a dizer que a esquizofrenia seria uma paranóia especial. Pois bem, os paranóicos normalmente acham inimigo até debaixo da cama. Eles também são acostumados a focalizar esses perseguidores em uma entidade única. O fabricar o quarto arco para o "m", não é mais que do resultado de incluir outro elemento humano, o perseguidor. O quarto arco é, portanto, o inimigo escondido entre os demais e que o esquizofrênico procura.

4- Tendência a florear e destacar as letras maiúsculas principalmente na zona superior da mesma, misturar texto e desenhos, etc.

Exemplos de grafias de esquizofrênicos.


Observa-se facilmente a divisão do "d" e também do "p" e "g". Pode-se observar claramente a torção no "m" de "Me" e no "j" "trabajo". Também, se observa uma instabilidade gráfica geral, com inúmeras irregularidades, de tamanho, nas conexões, na forma. Há um aspecto agitado do grupo, com falhas na distribuição do espaço, como o branco inferior da margem direita. Tudo isso faz suspeitar a natureza paranóica da esquizofrenia.

Nesta escrita encontramos alguns traços de angústia, tais como:
1. Margem direita grande
2. Fantasmas na margem direita
3. Barra dos "t" localizada à direita e algumas excessivamente compridas
4. Algumas ambivalências no grau de inclinação

por Ana Cecília Amado Sette

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Sobre o autor
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Ana Cecília Amado Sette é especialista em Grafologia, com mais de trinta anos de experiência em aplicação da Análise Grafológica, com ênfase em Seleção de Pessoal.
Atende pessoas e empresas em São Paulo.
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