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O nosso olhar que limita


Um dos nossos maiores vícios ao lidar com o ser humano é quando tentamos compreendê-lo, classificando-o dentro das categorias que construímos.

Já nos primeiros contatos com uma pessoa nova, buscamos em nosso arquivo da memória referências com a qual possamos associá-la (como alguém que conhecemos que tenha uma aparência ou “jeito” semelhante de alguma forma), para que possamos pensar: “ah, ela é assim!”. A partir daí criamos rapidamente um quadro mental da sua maneira de ser e de se comportar e de como devemos lidar com ela - pois estamos sempre buscando andar em territórios seguros.

E aí classificamos aquele conhecido de “egoísta”, o filho mais velho de “problemático”, o colega de trabalho de “incompetente” e a amiga de “amorosa” – categorias que geralmente estão mais ligadas às nossas próprias experiências passadas com outras pessoas e à maneira que passamos a ver o mundo a partir daí do que ao outro em si.

A partir desse momento, passamos a vê-lo sempre a partir desse mesmo viés - e a esperar que ele tenha comportamentos correspondentes (afinal, ele tem que seguir o script que construímos): consideramos que aquele que é “egoísta” sempre pensa apenas em si - e tudo que ele fizer será sempre interpretado como uma ação em função dos seus próprios interesses; enxergaremos sempre no filho "problemático" as suas dificuldades, ficando cegos muitas vezes diante de suas qualidades; e ai se a nossa amiga "amorosa” não estiver sempre disponível a ouvir os nossos problemas e a aconselhar-nos - iremos reclamar que ela está "diferente" e está nos decepcionando profundamente.

Ao colocar as pessoas dentro desses nossos "padrões mentais", deixamos de vê-las de maneira mais completa.

Por mais que esteja evidente, não perceberemos no “egoísta” outros lados, como a sua coragem de batalhar pelos seus objetivos e sua firmeza ao lidar com situações difíceis; ou a grande carência de afeto e a necessidade de manter as pessoas sempre à sua volta que mobiliza a “amorosa” a estar sempre tão receptiva às pessoas.

Muitas vezes nos espantamos quando descobrimos que aquele “fantástico chefe batalhador” do qual um amigo sempre nos fala e que tanto o ajudou no trabalho, é aquele mesmo que tínhamos classificado apenas como “egoísta”. E a nossa amiga tão "amorosa" é vista como "chantagista emocional" pelo velho conhecido. Chegamos a perguntar se estamos falando da mesma pessoa...

Quando nos atemos rigidamente à esses padrões internos com os quais julgamos e classificamos as pessoas, ficamos presos também. Pois as categorias que criamos estreitam o nosso olhar. E. se por um lado, isso nos dá uma (falsa) ilusão de segurança, por outro lado, limita a nossa capacidade de nos relacionar e de ver o outro como ele é - em toda a sua complexidade como ser humano.


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Sonia Weil é é professora de Comunicação Social e pesquisadora na área de Numerologia, onde atua com consultas, cursos e palestras desde 1986. Realiza também palestras e workshops sobre a Lei da Atração (do filme O Segredo) em empresas e institutos esotéricos.
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