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Como conversar com sua criança ferida?


Todos sabemos que a criança que fomos continua dentro de nós e se faz presente de muitas formas. A parte de nossa psique que vivencia angústia, sofrimento e chora é a parte que contém a criança interior, que na maioria das vezes foi ferida de alguma forma. Estudos comprovam que desde a gestação já registramos o que se passa no ambiente, assim como nossos primeiros 2 anos de vida são essenciais para nossa formação e futuro.

Por falta de informação muitos ignoram essa parte da vida alegando que a criança não registra nada e não se lembrará quando adulto. Alguns esquecem essa parte da vida por não saberem como lidar com as dores sentidas tão cedo, e levam a vida reprimindo sentimentos, sem perceberem que se comportam de modo inconsciente, mobilizados exatamente por essa parte ignorada.

Quando somos crianças não aprendemos a lidar com raiva, tristeza, luto, perdas, frustrações, e nem temos permissão para sentir nada disso, assim vamos reprimindo tudo que sentimos. Quando nos tornamos adultos repetimos, e também negamos, todas essas repressões. Por isso quando falamos sobre a criança ferida que todos temos, a maioria das pessoas nega, pois aprendeu a fazer isso muito cedo. E as resistências vão sendo criadas, dificultando o processo de cura. Na verdade, ninguém quer entrar em contato com a dor, e fará de tudo para negar que a sente, e mais ainda falar sobre isso. Mas o fato de não falar, negar que sente, não quer dizer que não existe, certo? E ela insistirá em se fazer presente, tenha certeza.

Tudo que não temos consciência, por negação ou qualquer outro mecanismo, se encontra em nosso inconsciente, assim sendo, quem ficará no comando de nossas escolhas? Sim, o inconsciente. E que parte estará lá? Sim, nossa criança interior! E como se fará presente? Buscando tudo aquilo que não recebeu nos primeiros anos de vida. Mas lembre-se, como não há consciência, você tem reações, comportamentos, emoções, escolhas, que nem sabe o que provocou.

Quer um exemplo? Vamos pensar nas necessidades emocionais de uma criança que não foram supridas. Será que alguma teve suas necessidades supridas? Dificilmente! O adulto não tendo consciência do que não recebeu, pois mantém tudo reprimido, lembra? Irá fazer de tudo para obter, por exemplo, reconhecimento de seu valor, mas de modo inconsciente. Poderá trabalhar excessivamente para ser reconhecido, e assim se sobrecarregar. Ou poderá agradar a todos nunca dizendo não, sentindo-se sempre fazendo mais do que recebe. Poderá brigar com parceiro que não lhe dá a atenção que gostaria, tornando o relacionamento desgastante com tantas cobranças. Percebe como inconscientemente buscamos aquilo que não recebemos quando éramos crianças e nem percebemos que fazemos isso?

E o que fazer diante desse dilema? Ter consciência, de tudo! Mas você pode estar pensando: "mas não lembro de nada..." Pode ser que não lembre, mas já parou para se ouvir, para buscar as respostas dentro de você, e não fora, como fazemos? Geralmente vivemos no automático, quer dizer, com o inconsciente no comando, buscando que o outro nos satisfaça, de algo que nós mesmos não sabemos. Quer mais atenção? O quanto você dá atenção a si mesmo? Tudo sempre deve vir de dentro para fora, e não o contrário! Que tal começar a dar a si mesmo tudo que precisa e não esperar que o outro o faça? Para começar esse processo te convido a ouvir sua criança... Como? Preparei uma meditação para você fazer agora. O nome correto é Imaginação Ativa, técnica desenvolvida por Jung, para que você possa primeiro relaxar seu corpo e com isso sua atividade cerebral diminuirá, facilitando acessar lembranças e sentimentos reprimidos e ouvir sua criança. Vamos começar? É só ouvir o vídeo... depois que fizer, deixe seu comentário abaixo.





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zago
Rosemeire Zago é psicóloga clínica CRP 06/36.933-0, com abordagem junguiana e especialização em Psicossomática. Estudiosa de Alice Miller e Jung, aprofundou-se no ensaio: `A Psicologia do Arquétipo da Criança Interior´ - 1940.
A base de seu trabalho no atendimento individual de adultos é o resgate da autoestima e amor-próprio, com experiência no processo de reencontrar e cuidar da criança que foi vítima de abuso físico, psicológico e/ou sexual, e ainda hoje contamina a vida do adulto com suas dores.
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