Autoconhecimento Autoajuda e Espiritualidade
 
auravide auravide

Desejo mudar radicalmente de vida, como faço?

por Silvia Malamud
Desejo mudar radicalmente de vida, como faço?
Publicado dia 08/04/2020 11:35:00 em Psicologia

Compartilhe

Facebook   E-mail   Whatsapp

- Abandono minha família, marido, emprego, filhos, amigos? Estou infeliz e não sei por onde começar. Por onde começar a mudar?
- Estou cheio de tudo e absolutamente nada mais faz sentido para mim, aliás, tudo perdeu o sentido!
Já se sentiu assim? Ouve uma voz dentro de você lhe dizendo constantemente que é hora de "chutar o balde?"

Se estiver assim, pode ser que esteja beirando um processo de crise que também poderá levá-lo à total inversão existencial, ou seja, à possibilidade real de mudar interna e externamente e como se diz por aí, de "virar a mesa!"

Histórias sobre estes feitos é o que não faltam. Muitos infelizmente percebem tarde demais que poderiam ter mudado há tempos. Em momentos cruciais, refletem que poderiam ter agido transformando situações que, ao longo da vida, deixaram de fazer sentido, ou que os feriam. Acostumam-se a serem cruéis consigo mesmos, sem consciência da dimensão do quanto são afetados ou mesmo do grau de sofrimento. Contextos como estes são permeados por atos heróicos sem a menor valia, envolvidos pelo esquecimento total de si mesmo e pela ausência de se amar na medida certa.

Inversão existencial pode ocorrer num momento máximo de crise onde se é acometido pelo desespero de morrer sem nunca ter nascido...É aí que ocorre a oportunidade de mudar radicalmente ou de continuar na "mesmice". Ambas as escolhas são atos de coragem. Sair do lugar conhecido e ousar mudar buscando a felicidade é simples, porém, extremamente difícil de concretizar. A felicidade buscada está na confiança de um vir-a-ser ainda não conhecido, não vivido. Reside na esperança ativa de que o melhor irá acontecer.
"A busca da felicidade e a felicidade em si estão na falência da ilusão de que podemos controlar a realidade nos perpetuando do modo que nos reconhecemos".

Na mudanca, na inversão existencial, novas chuvas e supostas tempestades até poderão vir e serão desconhecidas, assim como os encontros inusitados, vivências e alianças também. A ousadia do desbravamento do novo é o que imperará.

Lembro de um caso em que um homem de meia-idade teve um diagnóstico de uma doença com prognóstico bastante difícil. Quando soube, ousou vender a maioria de seus pertences, contar para seu chefe de trabalho tudo que sempre o incomodou e decidiu falar abertamente aos seus familiares sobre suas mágoas. Decidiu também expressar todo amor e carinho sentidos pelos outros... E assim o fez de modo nunca antes experimentado. Determinou-se a seguir numa viagem pelo mundo por um ano, entendendo que talvez fosse seu último período de vida relativamente saudável, antes que a doença o tomasse. Ficou combinado, se algum problema surgisse, que sua esposa, acordada com a proposta, iria resgatá-lo onde estivesse. Passados oito meses de viagem e sem sintomas, uma dúvida surgiu em sua mente: "será que estou realmente doente?", pensou.

Voltando para sua cidade natal, após quase um ano "sabático", refez seus exames e, para a surpresa de todos, a doença não mostrou evidência alguma, inclusive, a área antes danificada estava recuperada. Os pensamentos que ficaram foram: se os exames da época estariam equivocados, se houve cura espontânea, etc. O porquê do porquê sabemos que não importa. O que valeu foi a abertura dada para que o resgate da vida acontecesse.

Esta história foi por conta de um susto, mas acredito não ser necessário coragem para mudar, apenas quando se é impulsionado de modo tão ameaçador.

A ameaça está no dia-a-dia, no modo como vivemos, na anestesia em relação ao que não nos faz bem. Está no insalubre que nos auto-impomos em determinados momentos de vida. Está no esquecimento do que é lesivo para a alma.

Por incrível que pareça, mesmo em meio a todas essas adequações mal solucionadas que vivemos e que, no final das contas, vamos "empurrando com a barriga", nossos sistemas físicos são bastante fortes. Podemos levar uma vida carregando situações danosas para nós mesmos.

Num dia, porém, "a casa cai", por vezes vai caindo pouco a pouco e de modo silencioso e, quando cai de vez, o mal que aparentemente ocorre é bom, afinal, trata-se um oportunidade única de se fazer inversão existencial.

Apenas penso que não precisamos destes tombos doloridos. O caminho suave é sempre o autoconhecimento, a busca de si mesmo e a ousadia da ação.
Ser feliz é o que importa para a vida valer a pena. Você não acha?




Consulte grátis
Mapa Astral   Tarot   horoscopo

starstarstarstarstar
O artigo recebeu 5 Votos

Gostou?   Sim   Não  

Compartilhe
Facebook   E-mail   Whatsapp

Sobre o autor
silvia
Silvia Malamud é colaboradora do Site desde 2000. Psicóloga Clínica, Terapias Breves, Terapeuta Certificada em EMDR pelo EMDR Institute/EUA e Terapeuta em Brainspotting - David Grand PhD/EUA.
Terapia de Abordagem direta a memórias do inconsciente.
Tel. (11) 99938.3142 - deixar recado.
Autora dos Livros: Sequestradores de almas - Guia de Sobrevivência e Projeto Secreto Universos

Email: [email protected]
Visite o Site do Autor

Veja também
artigo Você tem realmente esse tal Livre Arbítrio?
artigo Contrato com a morte
artigo Estesia
artigo A mudança deve ser interna





horoscopo


As opiniões expressas no artigo são de responsabilidade do autor. O Site não se responsabiliza por quaisquer prestações de serviços de terceiros.

auravide

Voltar ao Topo

Siga-nos


Somos Todos UM no Smartphone
Google Play


© Copyright 2000-2020 SomosTodosUM - O SEU SITE DE AUTOCONHECIMENTO. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade - Site Parceiro do UOL Universa