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Direito à felicidade


Ser feliz é viver em harmonia interior. Viver em harmonia interior significa estar “de bem” consigo mesmo.
Para estar “de bem” consigo mesmo é preciso se conhecer; pois, só nos conhecendo podemos nos gostar, sinceramente. Você gosta de quem não conhece? No máximo, podemos nos simpatizar ou nos antipatizar por quem não conhecemos. E o caminho é o autoconhecimento.

Um grande equívoco: Não podemos estabelecer metas para ser felizes!
“Ah, quando eu arranjar um(a) namorado(a), aí, sim, serei feliz...”
“Quando comprar o carro “x”, vou, realmente, ser feliz...”

Tudo isso – e muito mais – são “coisas” fora de mim e que me trazem, no máximo, o prazer de tê-los. No momento em que eu consigo determinadas coisas que eu desejo, fico satisfeito e alegre, mas, se daqui a cinco minutos acontece algo que me frustra, lá se vai a minha tão esperada felicidade, que, enfim, eu estava vivendo. Aí, é claro, eu digo que aquela pessoa ou situação “estragou” a minha felicidade. Então, não era felicidade! Era alegria pela conquista de algo desejado.

É preciso parar de procurar a felicidade fora de nós!

As situações de vida são absolutamente instáveis... a bolsa de valores, o dólar que sobe, a política que muda, o emprego que posso perder, os amigos que vão embora....
Poderia ficar aqui enumerando uma infinidade de situações em nossa vida que estão, absolutamente, fora de nosso controle e que nos faz ficar tristes, frustrados ou, até mesmo, impotentes diante delas. Mas, quando eu sei quem eu sou, do que eu sou capaz, quais meus recursos internos para “administrar” todas as frustrações que a vida me aplica, fico, então, tranqüilo e todas as situações não abalam mais minha auto-estima nem minha auto-confiança.

Auto-estima bem “calibrada” faz com que eu goste de mim, me aceite como sou e me perdoe pelos meus pequenos fracassos e equívocos que cometi no decorrer de minha vida. Sei que tudo na vida é risco: de acertar ou de errar. Às vezes, erramos, às vezes, acertamos. Sei que não sou perfeito e que não preciso ter todas as respostas de pronto. Permito-me dizer “Não sei”, com serenidade, mas, sei que vou fazer o possível para encontrar a resposta.

Quando tenho auto-confiança, isto é, quando confio em mim, confio que serei capaz de dirigir a minha vida, confio que conseguirei – dentro do possível – resolver todos os problemas que a vida se me apresentar e – com certeza – assumirei a responsabilidade sobre todas as minhas decisões e atitudes.

E é o autoconhecimento que nos permite “calibrar” positivamente nossa auto-estima e nossa auto-confiança e, é o caminho para se encontrar o sentido de nossa vida, o que nos faz sentir realizados como indivíduos e, conseqüentemente, verdadeiramente felizes, haja o que houver.
Afinal, a única pessoa que nos acompanha a vida inteira – desde que nascemos até o fim da vida – somos nós mesmos, portanto, precisamos saber quem nos acompanha, assim, tão de pertinho.
E, quando nos conhecemos – desenvolvemos auto-estima e auto-confiança –, aprendemos a nos respeitar; estaremos, então, sendo fiéis à nossa genuína natureza.

É a partir daí que nos damos o direito – legítimo – à felicidade!



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maria
Maria Aparecida Diniz Bressani é psicóloga e psicoterapeuta Junguiana,
especializada em atendimento individual de jovens e adultos,
em seu consultório em São Paulo.



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