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Distúrbios que levam à SEPARAÇÃO: 3 Rigidez e resistência.

Publicado dia 6/19/2000 10:29:39 PM em Psicologia

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Você já se viu dizendo algo assim: Sempre fui deste jeito e não é agora que vou mudar !
Pois bem, qualquer rigidez, onde quer que ela se encontre, qualquer zona proibida dentro de nós ( por sensação de incapacidade, inadequação, repressão, medo ) faz recair sobre o parceiro de relação o ônus da cumplicidade. Enviamos dia a dia, ano a ano um claro sinal: "Não me peça para mudar isso, sou incapaz, me proteja ! Se você me ama, há coisas que você não pode pedir nem fazer, você tem que encarar esta limitação, para sempre !"
Qualquer rigidez nossa é uma imposição ao outro !
O maior desafio é a nossa percepção, ou os limites que ela tem e que não foram ainda percebidos por nós. Tudo o que percebemos parece comprovar que nossos paradigmas e crenças estão adequados e corretos, quando de fato hoje já sabemos que os modelos de interpretação e os paradigmas são autovalidadores, ou seja, inconscientemente percebemos e interpretamos o vivido de acordo com nossos paradigmas e crenças. É como se ao homem fosse dada a enorme responsabilidade de literalmente criar o mundo em que vive, autovalidando sua experiência a partir da constante repetição e aplicação dos seus paradigmas e crenças mais diletas. Isto se dá no plano individual tanto quanto, ou muito mais, no coletivo. Qualquer um que aceite, em si mesmo, um limite absoluto, acaba por impô-lo ao outro, inexoravelmente. Qualquer um que se veja diante de uma zona proibida em si mesmo espera que o outro o proteja, pois manda um sinal muito claro e carregado de emoção: "Isto nunca ! Aquilo jamais !" ou "não espere isso de mim, isso não !" A expectativa de cada um de nós - na relação - é a de que o outro se submeta e aceite os limites auto impostos por ele, para o que não economiza "boas" explicações, desculpas e justificativas... especialmente quanto ao passado, traumas e seqüelas educacionais, hoje em dia muito bem aceitas
Toda vez que nos vemos diante de uma área proibida em nós mesmos, esperamos que alguém ( o outro ) nos supra e nos salve de situações embaraçosas que vivemos no passado ( o que justifica e explica o fato daquela ser uma zona proibida ). Se ela não é ágil, não toma iniciativas próprias, então aguarda que ele se impaciente e mostre o que e como alguma coisa devia ser feita para então, depois de criar um conflito reafirmando sua impotência diante daquilo, agir na direção que sabia dever agir. Se ele é metódico e ansioso, preso a horários e rígido pede a ela que o conheça assim como ele é, não ligando tanto para seus evidentes e incômodos defeitos, aceitando-o assim como ele é ( e... que ele continue a sê-lo ). Não ajuda a ele que a cumplicidade dela ocorra. Não ajuda a ela que sua inércia seja aceita.
O que fica para qualquer casal é a noção de que é preciso filtrar as intervenções do outro. Vivemos sob o mito de que o outro certamente é consciente de suas projeções e que o que ele pensa que vê ele realmente acredita ter visto e portanto é inquestionável. Se ele nos toma por agressivos é porque devemos sê-lo, porque se não fôssemos ele não nos tomaria como tal. Contudo, a verdade é que se, por exemplo, o outro do casal é empurrrado para um lugar de culpabilidade e auto recriminação e se abrimos a boca para dizer alguma coisa, certamente o estamos recriminando, tanto ou mais do que ele próprio já se recrimina. Não adianta nada dizer-mos que isso não existe, pois ele tem certeza e ponto final: surge uma briga.
A instrução é que se o Outro está em um lugar de memória de fracassos e vergonha disso não tem consciência e, se ali "o nervo está exposto", qualquer coisa que digamos que sequer se aproxime do que ele imagina ter ouvido, imediatamente se instala uma discussão com acusações mútuas. Qual a saída ? Desconfiar do que é percebido tanto por si mesmo quanto, também e generosamente, pelo outro. Quanto mais cedo é resgatado e estado de consciência e o poder de decisão pessoais, mais clara é a evolução e a libertação do indivíduo que, assim, deixa de ser vítima inconsciente de suas próprias "tramoias emocionais" e passa a resgatar alguma liberdade e poder de arbítrio sobre os seus complexos psicológicos. Neste sentido é que atua o desapego de idéias e de estados emocionais, resultando em superação ou na criação de um padrão de resposta inteiramente novo, desta vez, da própria escolha e preferência.
Apesar da modernidade dos robôs e andróides ninguém em sã consciência gosta de se dar conta de ser um destes.


por Luís Vasconcellos


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Sobre o autor
Luís Vasconcellos é Psicólogo e atende
em seu consultório em São Paulo.


Email: luisvasconcellos@hotmail.com
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