Autoconhecimento Autoajuda e Espiritualidade

Individualizando a visão de mundo adquirida

Publicado dia 14/05/2001 18:43:55 em Psicologia

Compartilhe

Facebook   E-mail   Whatsapp

Estou vindo a vocês hoje para discutir uma questão absolutamente crucial envolvendo a diferença entre:
- ter sentimentos e/ou estar sensibilizado
- ter sensibilidade e/ou deixar-se sensibilizar pelos outros e pelas situações.
- compreender e/ou tornar-se cúmplice


Muitas vezes, em nossa vida de relação, nos vemos na situação de precisar compreender o OUTRO.
Contudo, podemos não nos aperceber que estamos, de fato, tentando submeter o OUTRO à nossa ótica filtrando-o (com ou sem razão) através dos nossos costumeiros pontos de vista. Fazendo isso não nos apercebemos (ou reprimimos) a consciência de que estamos nos baseando na persistente suposição (inconsciente / infantil) de que todos sejamos iguais e, portanto, funcionamos da mesma maneira.

Qual a diferença entre sentir e estar sensibilizado? O que faz com que cada um de nós possa oscilar entre condenar e absolver, entre encontrar uma explicação plausível e endereçar ao OUTRO uma reprimenda ou uma condenação? Por que a maioria dos pensamentos se traduz por um pensar por categorias de valor?
Se comungarmos um PRECONCEITO, nós todos, adeptos do mesmo grupo, vibraremos em uníssono diante dos mesmos fatos e apresentaremos juízos parecidos ou equivalentes.

Qual a sutil diferença que há entre ter sensibilidade e tornar-se cúmplice?
Quase nunca este estado de desidentificação é atingido e então, ao invés de usar nossa sensibilidade psíquica para atingir uma desidentificação de nós mesmos (para ensaiarmos uma legítima compreensão) procuramos SENTIR o OUTRO e então, em milissegundos, entramos em “cumplicidade” com ele, sem nos apercebermos disto.
Geralmente o resultado é que acabamos por encontrar as desculpas convenientes que nos permitirão evadir de nossa responsabilidade pessoal perante tudo e todos, para que possamos continuar ligados ao OUTRO, sem ameaçar a ele nem à relação, sem dizer um não, sem colocar um limite, sem oposição alguma...

O fato é que esta é uma diferença sutil, pequena e, no entanto, que atua e modifica enormemente os resultados de nossas ações sobre os outros:
O fato é que, quando usamos nossa SENSIBILIDADE, a noção do EU se dissolve, por um momento, ou é deixada de lado, por intermédio da desidentificação e do desapego, de modo a permitir o ato de sensibilidade e a "percepção ampla" da situação que engloba a nossa presença e a dos outros em uma situação real.
Isto se dá com um mínimo de interferência do EU, sem uma influência tão decisiva dos usuais filtros pessoais e sem os desvios (de percepção) criados por nossos desejos, interesses, intencionalidades...
Só nesta condição podemos compreender o OUTRO sob a perspectiva do OUTRO e não pela nossa particular perspectiva. Nesse sentido uma visão de perspectiva e de relatividade dentro do espaço/tempo nos dá condição de exercitar a nossa perspectiva, a do OUTRO e até de algumas outras, dentro do exercício das probabilidades.

Só deste modo, pode ALGUÉM ser capaz de compreender e perdoar a si mesmo ou aos OUTROS. Mesmo quando há conflito ou quando a divergência de opiniões mostrar-se insuperável, ainda assim, a situação resolve-se melhor se somos capazes de REAL DESPRENDIMENTO.
Este leveza no trato com as coisas da vida só é atingida quando fazemos uma limpeza em nossos valores e preconceitos. Ao faze-lo deixamos de comungar inconscientemente com a família e a sociedade e nascemos para a consciência da responsabilidade e sentido de nossa presença no mundo.
Sair da ilusão dói, mas não há outro caminho.
“Limpar a percepção" de todos os valores aprendidos ou herdados é uma tarefa e tanto para a MENTE CONSCIENTE (acostumada a tudo VER e a tudo JULGAR por padrões adquiridos do mundo e/ou enraizados em sua PARTICULAR experiência dele).
Sem esta limpeza não há maturidade nem sabedoria possíveis. Sem esta revisão não há autêntica transformação.

por Luís Vasconcellos

Consulte grátis
Mapa Astral   Tarot   horoscopo


Obrigado por votar

O artigo recebeu 1 Votos

Gostou?   Sim   Não  

Compartilhe
Facebook   E-mail   Whatsapp

Sobre o autor
Luís Vasconcellos é Psicólogo e atende
em seu consultório em São Paulo.


Email: [email protected]
Visite o Site do Autor







Energia do Dia
Responsabilidade. Aguce seu senso de responsabilidade hoje. Conscientize-se do outro mas não assuma responsabilidades desnecessárias, pois os compromissos que assume hoje deverão ser cumpridos até o fim.
Faça sua numerologia

As opiniões expressas no artigo são de responsabilidade do autor. O Site não se responsabiliza por quaisquer prestações de serviços de terceiros.


Voltar ao Topo

Siga-nos


Somos Todos UM no Smartphone
Google Play


© Copyright 2000-2020 SomosTodosUM - O SEU SITE DE AUTOCONHECIMENTO. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade - Site Parceiro do UOL Universa