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O que está por trás de nossas expectativas? - Parte I

por Rosemeire Zago
O que está por trás de nossas expectativas? - Parte I
Publicado dia 05/08/2020 00:01:48 em Psicologia

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Você já percebeu o papel que a expectativa tem na sua vida? Sabia que é muito difícil identificar as expectativas que temos? Quando pergunto qual expectativa uma pessoa tem em relação a sua mãe ou parceiro, a resposta imediata é: "não tenho expectativa, não espero nada dela/dele". Mas é só você pensar no último homem/mulher que conheceu e os pensamentos que vieram junto: "será o homem/mulher dos meus sonhos, será que dessa vez vai dar certo, será que vamos nos ver de novo"? E quando você cortou seu cabelo e seu namorado não falou nada? Ou a última vez que você esperou que sua mãe reconhecesse algo que tenha feito, seja um trabalho, comida, evento, e ela simplesmente ignorou! Como você se sentiu?

Esperamos muito, sempre! Mas dificilmente percebemos quando a expectativa se faz presente. Sim, não é tão simples identificar, pois em geral é muito, muito sutil. Acontece em geral de modo inconsciente e muito profundo, o que dificulta a percepção que ela exista. Mas ela existe! Estamos sempre esperando receber algo de acordo com aquilo que precisamos e nem sempre temos consciência.

Esperamos que o outro reconheça nossa inteligência, beleza, criatividade, bondade, capacidade, e até o que nem nós mesmos percebemos. Como podemos observar, a expectativa vem sempre junto com a necessidade de reconhecimento, que todo ser humano busca. E quando não recebemos, podemos reagir brigando, ficando irritado, agressivo, irado. E você, como reage quando algo não sai como espera?

Todos sabemos que a expectativa nos leva diretamente à frustração e decepção, porque dificilmente algo ou alguém corresponde à idealização que buscamos, principalmente por nem sempre termos consciência que idealizamos. Mas idealizamos, e muito! É só voltarmos ao exemplo de quando conhecemos alguém, ou iniciamos um relacionamento. A idealização nos leva ao outro extremo do real. Imaginamos as pessoas como gostaríamos que fossem, ou como agiríamos na mesma situação, e quando não correspondem ao nosso ideal imaginário, nos decepcionamos e sofremos. E como sofremos! É um sentimento de traição, vazio, abandono, que chamamos de decepção.

Em nossos relacionamentos mais íntimos é onde as expectativas mais se revelam. Quem não espera atenção, companheirismo, admiração, reconhecimento, elogio, afeto, carinho, amor do seu companheiro(a)? Quem não espera cumplicidade, respeito, preocupação, empatia, apoio, confiança de um amigo? Quem ainda, mesmo adulto, não espera que seus pais reconheçam seu esforço, seu valor, a pessoa que você se tornou? E sabe por quê? Porque nem sempre recebemos de nossos pais nos primeiros anos de vida tudo o que uma criança precisa, e durante nossa história esperamos inconscientemente que essas necessidades sejam supridas por outras pessoas.

Expectativa está relacionada com idealização e busca por reconhecimento, o que é comum nos relacionamentos, mas o importante é ter consciência de sua existência para não ficarmos reféns da atitude de outra pessoa e sofrermos, sendo que podemos aprender a buscar dentro de nós mesmos o que muitas vezes buscamos fora.

No próximo artigo, irei abordar como as expectativas surgem e um exercício que irá lhe ajudar a identificá-las.



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Sobre o autor
Rosemeire Zago é psicóloga clínica CRP 06/36.933-0, com abordagem junguiana e especialização em Psicossomática. Estudiosa de Alice Miller e Jung, aprofundou-se no ensaio: `A Psicologia do Arquétipo da Criança Interior´ - 1940.
A base de seu trabalho no atendimento individual de adultos é o resgate da autoestima e amor-próprio, com experiência no processo de reencontrar e cuidar da criança que foi vítima de abuso físico, psicológico e/ou sexual, e ainda hoje contamina a vida do adulto com suas dores.
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